***Vanessa***
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...5 meses depois...
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"Então, há quanto tempo você e o Christian estão tentando?" A Dra. Lila pergunta enquanto higieniza as mãos e coloca as luvas.
A sala médica estéril é tudo, menos reconfortante, mas eu coloco um sorriso corajoso e respondo.
"Estamos nisso há meses", eu minto. Ela não precisava saber que o Christian m*l me tocou desde que a mentira da Natalia veio à tona. A v***a se foi, mas ainda estava atrapalhando meu caminho.
"Você sente dor durante a relação s****l?", ela pergunta.
Eu reviro os olhos para ela. "Não. O Christian é um verdadeiro Alfa. Ele só me dá prazer", eu sorrio.
A Dra. Lila me dá um sorriso desconfortável.
"Ok", a Dra. Lila acena com a cabeça, verificando as perneiras e instruindo a assistente médica a entregar o espéculo. "Apenas relaxe para mim. Eu vou dar uma olhada rápida por dentro e tirar algumas amostras. Certificar que está tudo bem. Certo?"
Eu me ergo com orgulho. "Estou perfeitamente saudável, doutora. Você verá. A Deusa da Lua deve estar esperando o momento perfeito para me abençoar com o herdeiro da Alcateia."
A Dra. Lila não parece convencida, mas eu não me importo com o que a velha vaca pensa. Em breve, estarei carregando o filho do Alfa deles e o Christian vai se esquecer completamente da sua pequena bastarda com a Natalia.
Eu mordo meu lábio nervosamente e me deito de costas, contando minha respiração enquanto sinto a ferramenta de metal fria entrar em mim. Um pequeno gemido escapa dos meus lábios quando a Dra. Lila abre a ferramenta e raspa minhas paredes com um grande cotonete. Ela entrega as amostras para sua assistente, que as guarda rapidamente em tubos de ensaio de vidro.
Então, a Dra. Lila insere seus dedos enluvados e pressiona gentilmente minhas paredes.
"Hmmm... Um pouco de inchaço nessa área", ela observa, movendo os dedos um pouco mais.
Eu não gosto do som disso, mas rapidamente afasto o pensamento.
Depois de um exame minucioso, a médica tira os dedos e prepara a sonda de ultrassom transvaginal com um pouco de gel. A sonda é um tubo de plástico grosso que vai tirar uma imagem completa do meu útero. Eu permaneço deitada enquanto a sonda entra em mim, minhas mãos agarrando as laterais da cama desconfortavelmente.
Meu coração bate dentro do meu peito enquanto a Dra. Lila examina meu útero.
"Tem algumas cicatrizes nas trompas de falópio...", ela diz, olhando atentamente para a tela. "Tem certeza de que não tem sentido nenhum desconforto na pélvis? Sangramento, secreção, dificuldade para urinar?"
"Sim, tenho certeza", eu afirmo freneticamente. Estava começando a ficar assustada. "O- o que as cicatrizes significam?"
A Dra. Lila não responde, continuando a examinar meu útero enquanto olha para a tela. Começo a entrar em pânico.
"Sua Luna está falando com você! Responda para mim, droga! O que isso significa?" Eu grito para ela.
A Dra. Lila franze a testa para mim e suspira com irritação. "Isso significa... que é muito provável que você seja estéril..."
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...Uma semana depois...
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A Dra. Lila coloca os óculos enquanto estuda meus resultados dos exames pélvicos.
"Você testou positivo para gonorreia", ela diz.
"O quê?" Eu respondo indignada. "E- você está me chamando de prostituta?"
Uma expressão em branco toma conta do rosto dela e ela dá de ombros. "Eu não disse nada. Você chegou a essa conclusão sozinha", ela responde.
Uma raiva avassaladora me consome. Ela nunca teria dito algo assim para Natalia! Sem pensar duas vezes, eu levanto minha mão e a esbofeteio no rosto.
"Lembre-se com quem você está falando, doutora. Eu sou a sua Luna", eu rosno. "E eu não vou tolerar que você escarneça de mim!"
"Sim, Luna", a Dra. Lila murmura entre dentes.
Eu me recomponho na minha cadeira e espero a médica continuar com sua avaliação.
"Parece que você não teve sintomas para a sua gonorreia e, como resultado, não recebeu tratamento por meses", diz a médica finalmente. "Depois de algum tempo, sua infecção se transformou em doença inflamatória pélvica, também sem sintomas. Sua infecção só piorou pela falta de tratamento, danificando assim seu útero e as trompas de falópio."
Eu não entendi uma palavra do que ela disse.
"Então, o que isso significa? Tomo alguns antibióticos e tudo volta ao normal?", eu pergunto, um gosto amargo se formando na minha boca.
"Os antibióticos ajudarão a eliminar a infecção, mas o dano é irreversível", ela diz silenciosamente, tirando os óculos. Um pouco de pena persiste em seus olhos quando ela me olha. "As cicatrizes nas suas trompas de falópio e útero são permanentes. Sinto muito em dizer isso, Luna, mas você nunca poderá ter filhos próprios."
Eu olho fixamente para ela, absorvendo a informação lentamente. Minha mão voa para minha barriga plana, lamentando a perda da possibilidade de gerar uma vida. Um soluço baixo se prende em minha garganta enquanto me levanto.
A Dra. Lila também se levanta e coloca a mão sobre a minha. "Luna... precisamos saber onde você pegou essa infecção-"
"Não encoste em mim!", eu grito, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. "Você está errada! Você está completamente errada!"
A Dra. Lila suspira e balança a cabeça. "Luna, eu vi as cicatrizes com meus próprios olhos e os exames..."
"Bem, faça o exame de novo!" Eu disparo, pegando seus exames e rasgando-os em pedaços. "Faça de novo, porque você está errada!"
Ela aperta os lábios e suspira. "Luna, você pode fazer o exame quantas vezes quiser, os resultados não vão mudar."
Furiosa, eu a esbofeteio novamente e a seguro pela gola da camisa. "Faça de novo", eu sibilo. "AGORA!"
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... 5 meses depois...
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Aquela velha estava certa. Vez após vez, eu fui testada e examinada por vários médicos apenas para ser informada de que eu nunca ia engravidar... e nunca ia dar a Christian os filhotes que ele tanto desejava. Rumores começaram a se espalhar como fogo sobre a minha infertilidade e os membros do grupo ficaram inquietos com o meu desempenho como Luna.
Eu estava estressada além da conta e o Christian não ajudava. Ele estava ocupado enviando batedores em busca da Natalia para notar como eu estava infeliz. Para piorar as coisas, tenho sentido dores no estômago. Eram fracas como pequenos beliscões, mas inconfundíveis.
A Dra. Lila não conseguiu oferecer nenhuma explicação, então decidi pedir ajuda ao Christian. Só espero que ele esteja de bom humor.
Aproximo-me do escritório dele e, para meu horror, o encontro com a cara enterrada na b****a de alguma ômega desprezível, rosnando faminto enquanto a devora.
"Christian!" Eu grito, fechando a porta atrás de mim.
A ômega estúpida pula da mesa e fica de pé, ajeitando a saia, o rosto corado de vergonha. Ela era filha dos cozinheiros e trabalhava no turno da manhã.
Christian parece tudo, menos satisfeito por ter suas atividades interrompidas e ordena que a ômega saia do escritório. Ela rapidamente passa por mim, murmurando desculpas enquanto foge.
Meu estômago se revira com nojo ao ouvir a voz dela e eu praticamente a empurro para fora do cômodo. Eu seguro as lágrimas enquanto me viro para o Christian. Eu traí minha própria irmã por esse homem. Como ele podia pensar tão pouco de mim e trair nosso vínculo como Alfa e Luna desta Alcateia?
"Como você pôde?" Eu pergunto, tentando desesperadamente não desmoronar. "Depois de tudo o que eu fiz por você, como você pode me fazer isso? Eu sou a sua Luna..."
"E mesmo assim você não pode me dar um filho", ele dá de ombros, inspecionando as unhas. "Como você esperava que eu ou qualquer pessoa desta alcateia te levasse a sério como uma Luna quando você nem mesmo pode me dar a única coisa que eu preciso de você?"
Eu abro a boca, mas sinto as palavras secarem de raiva.
Ele se levanta, um sorriso sarcástico nos lábios, enquanto caminha ao redor da mesa em minha direção. Seus longos e quentes dedos me envolvem pelo pescoço e, de repente, estou pressionada contra a parede.
"Eu deveria te matar onde você está por ser uma Luna tão inadequada", ele rosna, enterrando o rosto no meu pescoço. "Eu deveria te matar por me fazer acreditar que você era melhor do que minha companheira destinada..." Minha cabeça é arremessada contra a parede, pequenas estrelas turvando minha visão. "Se não fosse pelo fato de que minha alcateia precisa de uma Luna, acredite em mim... você já estaria seis pés abaixo." Ele se aproxima do meu rosto e lambe minha bochecha.
Meu coração se despedaça em um milhão de pedaços enquanto ele me deixa cair no chão como um pedaço de lixo sem valor. Ele se abaixa até a minha altura e segura minha mandíbula entre os dedos, forçando-me a olhá-lo nos olhos.
"Um dia, eu vou encontrar minha companheira novamente", ele rosna. "Então, não se acomode muito com seu título. Você é apenas metade da Luna que a Natalia era e quando eu encontrá-la, você voltará a ser a v********a que era antes." Ele coloca os lábios violentamente nos meus, forçando sua língua pela minha garganta. "Agora se arrume", ele rosna. "Temos uma reunião de Alfas daqui a duas horas."
Ele se afasta de mim sem olhar para trás. A porta do escritório se fecha atrás dele e eu me encolho no chão, abraçando os joelhos e gritando.
Por que eu não podia ser feliz?
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***Christian***
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...Três anos depois...
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"Alpha, encontramos outro corpo na fronteira da alcateia. Mulher. 24 anos. Status ômega", relata um soldado durante a reunião matinal da alcateia. "Isso faz 4 corpos só este mês, senhor."
Eu olho distraído para o chão, lembrando de como Jack rasgou a garganta da ômega na noite passada depois que os batedores relataram nenhum sinal da Natalia. Deixei o corpo dela na fronteira para que os guardas a encontrassem pela manhã.
Fiel à sua palavra, Jack matou um m****o da alcateia todas as vezes que os batedores voltaram de mãos vazias. Nos últimos quatro anos, ele matou mais de 50 membros da alcateia e estava ficando cada vez mais difícil esconder a verdade.
Já fazem quatro anos desde que Natalia partiu e Jack estava quase incontrolável, incapaz de suportar mais tempo separado dela e de nosso filho. Nosso filho... Eu não tinha dúvidas de que nosso filho era um menino e o verdadeiro herdeiro do título de Alfa. Ele deve ter uns 3 anos agora...
Qual era o nome dele? Será que ele pensava sobre o pai? Será que a Natalia contou sobre mim? Como ela está? Ela está sofrendo tanto quanto eu? Ela sentiu minha falta também?
"Colocamos guardas extras, como você pediu, mas..."
"Mas vocês não conseguiram capturar o autor dessa ataque", eu rosno para os guardas na sala. "Devo assumir que todos vocês são incompetentes?" Eu disparo, batendo com o punho na mesa. "Minha alcateia está segura com vocês, idiotas, se um infame rogue consegue se infiltrar em nosso território e matar nossos homens e mulheres?"
"Alpha, estamos fazendo o nosso melhor..."
Eu envolvo meu braço ao redor da garganta do soldado e aperto o máximo que posso, o soldado ficando vermelho enquanto luta por ar.
O alto rugido de Jack ecoa em minha mente e eu sei que o bastardo está apenas esperando eu baixar minha guarda para que ele assuma o controle e os m******e a todos.
"Então façam melhor", eu aviso, aproximando seu rosto do meu. "Porque, se vocês não fizerem, eu farei questão de garantir que o próximo corpo morto que encontrarmos seja o de vocês."
Mate-o, Jack rosna. Mate todos eles!
Ignorando meu lobo, eu empurro o soldado para o lado e demito os idiotas, todos eles se apressando para deixar meu escritório. Nesse momento, o Beta Derek entra marchando na sala.
"O que foi?" Eu rosno, meu humor rapidamente se deteriorando enquanto Jack bate contra as paredes da minha mente.
Derek se curva em uma reverência baixa. "Alpha, sua mãe está aqui."
Eu solto um gemido. A última coisa de que eu precisava era de uma maldita palestra.
"Tudo bem, deixe-a entrar", eu aceno, me preparando mentalmente para recebê-la.
Minha mãe entra na sala, a graça de uma verdadeira Luna em cada passo. A mesma graça que eu costumava ver em Natalia.
"Christian", ela sorri, estendendo os braços para me abraçar.
Eu levanto minha mão para impedi-la. Ela sabe que eu odeio abraços.
"O que você quer?", eu pergunto, me acomodando em minha cadeira.
Ela franze a testa, mas encontra seu próprio assento e se acomoda também. "Bem, eu acho que irei direto ao ponto, Christian", ela encolhe os ombros. "Os anciãos da alcateia e os membros da alcateia expressaram preocupação sobre suas habilidades de liderança e as da sua Luna." Minha mãe cruza as pernas e solta um suspiro pesado. "E francamente, você deveria se preocupar menos em encontrar sua ex-esposa e mais com a sua atual. Esta alcateia precisa de uma Luna mais forte, Christian; uma que possa gerar um herdeiro, e a Vanessa é apenas um desastre esperando para acontecer." Apenas quem diabos ela pensa que é para me dizer o que fazer com minha parceira? Jack rosna.
Eu aperto meus punhos aos meus lados enquanto luto para impedir que ele ataque minha mãe.
"Vanessa está apenas substituindo até eu trazer Natalia para casa", eu respondo bruscamente, minha mãe permanecendo calma e indiferente ao meu acesso de raiva.
"E por quanto tempo você acha que essa alcateia vai durar com uma Luna bêbada enquanto você percorre a superfície desta terra em busca de uma mulher que não quer nada com você?" Ela zomba. "Uma mulher que você nunca deveria ter desrespeitado, dormindo com sua irmã boa para nada."
"Eu precisava de um herdeiro!" Eu protesto.
"E Natalia precisava de um marido!" Minha mãe retruca. "Você sabe como é ter todos os olhos em você esperando você conceber?" Ela pergunta, sua voz suavizando. "Você pode imaginar a pressão que ela deve ter sentido sendo humana em uma alcateia de lobos, todos os quais, em algum momento, achavam que ela não era adequada para liderar? Tudo o que Natalia precisava era um pouco de encorajamento seu, um pouco de gentileza, mas você é tão bruto quanto seu pai!"
Eu aperto os dentes de frustração.
"Aquela jovem tinha todas as qualidades para ser a melhor Luna que essa alcateia já viu", ela continua. "Ela era inteligente, equilibrada, determinada. E você a jogou fora!"
"Ela mentiu para mim!"
"E você também!" Minha mãe grita. "Você manchou seu vínculo ao dormir com a irmã dela", ela retruca. "Assuma suas ações e seja um homem, caramba. Pare de culpar Natalia pelo que você fez com ela, porque foi tudo você", ela acrescenta, levantando-se de sua cadeira. "Junte-se, Christian, ou juro pela Deusa da Lua que seu reinado como Alfa da Alcateia Silver Crest chegará ao fim."
"Você está me ameaçando, mãe?" Eu sorrio. "Está desafiando meu direito de nascimento como Alfa?"
"Estou te dando um aviso", minha mãe diz, virando-se para a porta. "Outro Alfa já foi escolhido pelos anciãos. Se não conseguir reverter as coisas... ele desafiará você pelo seu título."
A porta se fecha atrás dela quando ela sai.
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***Natalia***
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.... Dia Presente ....
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Finjo estar dormindo enquanto a pequena presença ao meu lado cutuca meu rosto.
"Mamãe?" Dakota sussurra, tentando abrir meus olhos com seus dedinhos. "Mamãe, quero panquecas hoje."
Eu permaneço perfeitamente quieta, tentando ao máximo esconder meu sorriso enquanto meu filho continua cutucando e tentando abrir meus olhos.
"Mamãe", ele beija minha bochecha e se acomoda ao meu lado. "Mamãe, podemos fazer panquecas?"
Meus olhos se abrem de repente enquanto eu o abraço e o encho de beijos.
"Mamãe, podemos fazer panquecas?" Ele sorri quando eu o solto.
"Eu não sei", eu digo, forçando um bocejo falso. "Estou bastante cansada..."
"Por favor, mamãe?" Ele suplica, fazendo cara de cachorrinho pidão.
Meu coração derrete, mas decido aproveitar o momento o máximo possível.
"Quais são as palavras mágicas?" Pergunto.
Ele sorri de volta para mim. "Eu te amo."
"Quanto?"
Ele estica os braços o máximo que pode para demonstrar seu amor. "Até aqui", ele diz orgulhosamente.
Este era o meu paraíso. Depois de vários meses de dor e incerteza, eu finalmente estava feliz com meu feijolito.
Meu filho pequeno, Dakota, nasceu com a ajuda de uma bruxa e só ele tinha trazido mais alegria à minha vida do que qualquer outra coisa no mundo. Ele era minha vida, minha alma, meu tudo, e eu garantiria que Christian nunca o encontre.