Adentrei o lugar escuro e logo percebi luzes por todos os lugares, era mais um dia de trabalho, mais um show dos tantos que eu já havia feito. Comecei por optar a cantar minha nova música de trabalho em espanhol, Despacito. (coloquem pra toca gente)
Come on over in my direction
So thankful for that , its such a blessin yeah
Turn every situation into
Heaven, yeah
Oh you are
My sunrise on the darkest day
Got me feelin' some kind of way
Make me wanna savor every moment slowly, slowly
You fit me, tailor-made love, how you put it on
Got the only key, know how to turn it on
The way you nibble on my ear, the only words I wanna hear
Baby take it slow so we can last long
...
Despacito
...
Continuei cantando e pausando nas partes onde os meus parceiros cantavam. Depois de uma hora encerei o show, já suado e exausto. Decidi ir logo para o hotel, dei atenção a alguns fãs e fui embora, depois de 15 minutos tentando sair do estádio saímos. Até que enfim.
Pedi para um dos meus seguranças pararem em um Mc ou um BurgerK já que estava morrendo de fome e com vontade de comer hambúrguer. Eles pararam o carro em frente, não tinha praticamente ninguém na lanchonete, já eram 12:30 da noite, coloquei meu capuz e um boné e decidi entrar. Fiz meu pedido e sai com algumas sacolas na mão, olhando pro chão não vi quando alguém esbarrou em mim. Consegui equilibrar as sacolas e não deixar a pessoa cair. Era uma garota, um pouco gordinha, mais ou menos da minha altura e ela esta...chorando.
- Desculpa, desculpa mesmo, eu não te vi. – ela ia saindo pela porta, fazia frio e ela só estava de short curto e uma regata branca, o vento fez seus cabelos voarem e taparem seu rosto, eu estava ainda tonto com seu perfume e resolvi do nada ir atrás dela. Corri um pouco e a alcancei puxando seu braço.
-Hey, heey, garota, você- chamei-a e ela se assustou virando pra trás. Olhou pra mim.
- Você está bem? Eu te machuquei? Por que está chorando? – ela olhou pro chão envergonhada.
- Não, ta tudo bem, eu vou ir pra casa, desculpa – ela fungou e meu coração apertou.
- É...hmm...você não quer uma carona? Ta muito frio e escuro pra você ir sozinha – ela me olhou desconfiada mas depois sorriu.
- Hmm tudo bem – ela me olhou e seus olhos brilhavam vermelhos. Ela me seguiu e entramos no carro, ela viu meus seguranças e se assustou. Deve ter achado que íamos seqüestrar ela. Peguei sua mão a tranqüilizando.
-Calma, ninguém vai fazer nada com você, esses são meus seguranças, Jake e Miller. Qual é o seu nome? – a olhei, tirei o capuz e o óculos. Eu conhecia ela de algum lugar.
- Meu nome é Samanta mas todo mundo me chama de Sam. E você quem é? E por que estava numa lanchonete a essas horas? Vai comer tudo isso sozinho? – ela apontou pra minhas sacolas e sorriu. Algo nela me intrigava e me deixava hipnotizado. Há por favor Justin, ela nem faz seu tipo. Ou fazia e eu não sabia?
- Bem, eu acabei de sair de um show e estava morto de fome por isso, e eu como mais do que isso- ri- E respondendo sua pergunta eu sou Justin, prazer Sam.
Ela me olhou desconfiada, como assim ela não me reconheceu? Todo mundo me conhecia?! De onde essa garota surgiu? Eu já a vi em algum lugar... Oh não!
- Acho que já te vi em algum lugar, eu já não te conheço? – ela me olhou desconfiada.
- Deve me conhecer sim, sou Justin Bieber o cantor – ela me olhou e riu – do que está rindo? – será que ela me reconheceu?
- Nada não, pode me deixar na próxima esquina se não se encomodar- ela ficou séria. Eu falei algo de errado?
- Ah não, nem te conheço e já ta querendo sumir assim, sem mais nem menos, muitas garotas gostariam de estar no seu lugar sabia? – dei minha cartada.
- Vê se eu tenho cara de que me pareço com outras garotas? – realmente, ela não tinha – não sou alguém que você queira usufruir da minha companhia, então me deixe ir.- ela me encarava e parecia prestes a chorar. O que essa garota estava falando? E por que sentia meu corpo tremer perto dela?
- Olha eu não quis soar assim é que... – ela me interrompeu.
- É que você é bom demais pra alguém como eu, deveria procurar por outras garotas, já que disse que elas gostariam e dariam a vida pra estar no meu lugar. – sem que eu desse uma resposta ela pediu pro meu segurança parar, e eu mandei não parar.
- Tá maluco? Eu preciso ir pra casa, se vai me estuprar me estupre agora! – ela disse com os olhos marejados.
- Por que está chorando Sam? – ela tentava secar as lagrimas que escorriam, em vão.
- Você não sabe, você não entende- começou a chorar. A não. m*l conheço e já vem fazendo drama. p***a garota. Eu queria socar ela e abraçá-la. Pensando bem, eu jamais conseguiria socar um ser humano como ela. Parecia de vidro e prestes a quebrar. A puxei para um abraço e ali ela chorou.
- Você quer vir pra minha casa? – ela me olhou assustada – não se preocupe, não vou fazer nada com você que você não queira – lhe lancei um sorriso malicioso e ela sorriu em meio ao seu monte de lágrimas. Fomos o caminho inteiro abraçado e seu perfume me embriagava, era viciante e muito bom. Seu cabelos soltos castanhos e lisos estavam jogado pra um lado. Tirei meu moleton e dei pra ela, ela agradeceu e me abraçou mais ainda. Me sentia estranho com ela ali. Como uma desconhecida mexia comigo desse jeito? Eu só podia estar ficando louco, ou não, já que ela não me era tão desconhecida assim. Ela era a ultima pessoa que eu esperava achar aqui em Toronto.
Chegando na casa que eu havia alugado, entramos ainda juntos e assim que adentramos a sala ela olhava tudo admirada. Puxei sua mão pra cozinha e lá havia a comida que eu havia comprado, um dos meus seguranças devia já ter deixado por lá.
- Você tá com fome? – a olhei enquanto abria as sacolas e tirava hambúrgueres e refrigerante.
- Não obrigada, eu sou já sou gorda o suficiente...- me olhou cabisbaixa e ficou triste novamente. p***a garota. A fitei por alguns minutos, ela era baixinha, havia alguns quilinhos a mais nela mas a fazia ser diferente de todas as outras garotas com quem já estive. Seus olhos e cabelos castanhos, seu nariz bem arrebitado, suas sardas, tudo nela parecia ter sido pintado a mão. Ela era tão diferente o que deixava fato ela ter mexido comigo.
- Gorda? Garota, você não sabe o que tá falando...- sorri pra ver ela sorrir também, porém não obtive resultado.
- Olha isso aqui – ela apontou pra sua barriga e com a mão apertou fazendo formar a pele aglomerada que se escondia embaixo de sua regata. – eu sou gorda sim! E é por isso que ele... deixa pra lá – virou seu rosto e sentou-se em uma cadeira perto da bancada da cozinha.
- Ele quem? Me conte o que houve com você! – Implorei para que ela contasse, e ainda com receio e com a cara triste me contou.
- Bem eu estava no seu show Justin, mas eu nem te conhecia, acabei de chegar na cidade, sou do interior, - por isso do sotaque dela - fui com uma amiga por pressão dela ao seu show, chegando lá estava quase no final quando avistei meu namorado, agora exx, beijando uma loira magra. Fui tirar satisfação com ele e...- ela começou a chorar- ele disse que eu não era nada pra ele, que eu devia me enxergar, fazer uma dieta, que ele estava com alguém melhor e que era pra mim esquecer que ele existisse, eu dei um tapa na cara dele e sai do lugar, minha amiga que é sua fã ficou até o final. Me desculpe por sair, mas eu não ia agüentar.
Conforme ela contava a história meu sangue fervia, o cara devia ser uma completo i****a mesmo! O que eu tô pensando? Eu era igual a um tempo atrás! Agora senti nela realmente o efeito que já causei, como podia ter feito isso antes? Me senti de coração partido pela garota a minha frente que chorava baixinho e tentava se conter. Apenas levantei da cadeira me direcionei a ela a abraçando, e ela revidou.
- Eu sinto muito Sam, ele é um grande babaca por deixar você. Você é linda e sabe, tive sorte em achar você pelo caminho. – ela secou as lágrimas e me olhou duvidando do que eu dizia.
- Por que?
- Por que eu já fui como seu namorado, já pisei em quem me amava também e já paguei o preço por isso. Então se você der uma chance pra mim concertar o que ele fez com você eu ficaria maravilhado.
Nunca falei tanta verdade na minha vida, eu iria me entregar pra uma conhecida por mim a muitos anos e eu duvidava sua cara de incompreensão.
- Você ma largou no baile de formatura sozinha! Você é como ele, não vem com essa de concerto, você me quebrou primeiro!
Ela me olhava secando as lágrimas e eu fiquei sem reação. Ela levantou e ia em direção a porta. Corri atrás dela e puxei seu braço.
- Samantha por favor me escuta!
- Eu não quero ouvir você! Pra que Justin? Por que? Eu tinha esquecido da sua existência! Eu fiquei em London meses pensando em te superar, eu me deletei de todas as redes sociais, acha que não te conheço não? Foi o primeiro show hoje que fui seu, depois de tanto tempo...eu não queria mais ver você! – ela chorava e eu me quebrava por dentro. Eu jamais queria ter deixado ela sozinha no baile, mas Jasmin disse que se eu não fosse com ela para o baile iria infernizar Sam mais do que fazia, iria vazar fotos intimas dela que estavam no meu celular já que ela conseguiu hackea-lo. Eu era e sempre fui apaixonado por Sam, eu jamais deixaria algo acontecer com ela, meu corpo doía só de lembrar de sua reação ao se ver sozinha na festa e sem par algum enquanto Jasmin abusava da minha caridade. Depois do baile, no outro dia eu estava de malas prontas pra ir embora, era o começo da minha carreira profissional, mas antes, queria que Sam me entendesse e talvez viesse comigo mas quando fui explicar a situação para Sam ela não quis me ver e depois que fui embora de London nunca mais voltei a vê-la. Até aquele momento.
Voltei a realidade e a garota me olhava triste e decepcionada a minha frente.
- Eu não sei como vim parar na sua casa, não sei por que fingi tudo isso de não te conhecer, é impossível não te reconhecer...
- Eu nunca te esqueci Sam, mas você mudou, pintou o cabelo, isso são lentes? Onde estão seus olhos azuis? Por que se disfarçou pra ir ao meu show?
- Acho que no fundo eu sabia que iria te encontrar, eu só não queria ser notada! Tarde de mais não? Olha onde vim parar!
- Olha Sam, foi tudo a Jasmin, ela ia vazar fotos suas que estavam no meu celular, eu não queria...
- Eu já sei da história Justin, Grace fez questão de me contar dias depois que você foi embora. Olha, me esquece, eu não te prometo que farei o mesmo, mas eu vou embora agora, você vai me deixar ir e cada um vai seguir seu rumo. É o melhor pra nós dois! – ela falou convicta e deixou escorrer uma lágrima.
- Não não é! Eu nunca esqueci você Sam, por favor, acredita em mim! Fica aqui, só por essa noite! Eu ainda amo você!
Ela me olhou sem reação e eu não perdi a oportunidade de beijá-la. O beijo foi se aprofundando e eu a peguei no colo e fui em direção ao meu quarto, a deitei na cama e ela foi tirando a minha camisa, quando vi já éramos um do outro novamente. Como um dia fomos.
Acordei na manhã seguinte e ela ainda dormia lindamente ao meu lado. Lembrei de seu corpo no meu, volumoso e cheio de curvas, eu não me importava, era ela ali, doce, calmaria em meio a furacão que eu era. Suas mãos em meus cabelos. Seu corpo com cheiro de amêndoas. Ela era incrível. E ao dizer que me amava também só pôs conclusão onde eu ainda tinha dúvidas, ela seria minha, pra sempre, sem questões nem impedimentos. Apenas minha.
- Juro nunca mais perder você. Eu te amo.
Beijei o topo de sua cabeça e desci pra fazer o café do meu amor.