— E-Eu sinto muito. - Disse limpando as lágrimas. Ele sorriu. Me senti impressionada com a sua calma. — A perdoo. Com uma condição. Arqueei a sobrancelha. Ele prosseguiu. — Por Deus, me explique porquê está aqui. Isso tem martelado em minha mente desde o nosso encontro no navio. Eu ri. A confusão era nítida em seus olhos. — Eu precisava me inscrever. Sempre trabalhei, desde bem nova, mas com os ataques e aumento do ouro lá fora acabei perdendo o meu emprego. Somos quatro lá em casa, papai não daria conta de nos sustentar. Não imaginei que fosse ser sorteada e apenas a contribuição pela inscrição seria o suficiente para nos manter por um tempo. - Suspirei. — Não sou interesseira, e nem nada do tipo, por Deus, não pense isso. Mas estava faltando tão pouco para a comida faltar na mesa.

