Almoçar com o pessoal da casa sempre foi muito prazeroso para mim. Apesar das tretas, é muito legal bater papo furado e rir enquanto enchemos a pança. Só que hoje nada disso vai acontecer. O clima na cozinha está tão pesado que estou com medo de ser esmagada. Ariana e eu dizemos um cumprimentamos Benjamin em um tom de voz baixo. Sentado em um banquinho da ilha, ele leva um pouco de macarrão à bolonhesa à boca e exibe um sorriso triste. Ficamos sem saber o que dizer. O Ben costuma ser um cara sério, mas hoje ele está muito para baixo. Não é para menos. Depois do que a Hellen aprontou, não há motivo para sorrisos. – Quer conversar? – pego o nhoque de milho verde que sobrou do almoço de ontem na geladeira e o esquento. Benjamin faz que não com a cabeça. – Desculpa, não estou com cabeça

