Capítulo 9

1106 Palavras
Subimos para o seu escritório e logo um "ócludo" magricela entrou na sala. Típico! Preferi eu mesma fazer o trabalho, o nerd ia ao meu lado apontando alguns caminhos. Sempre fui “fuçada” nessas coisas, obviamente que ele tem mais conhecimento Theo estava no sofá nos olhando sem dizer nem mesmo uma palavra. - Ainda não entendi o porquê de eu estar aqui já que a senhora sabe fazer tudo. - O “ócludo” se manifesta em um tom de voz carregado de tédio. - Preciso de auxílio, tem coisas que não sei fazer. Theo – meu chefe levanta os olhos – ainda preciso daquele café. - Pode até tentar Nany, mas não me engane, eu não vou sair daqui. Me diga o que encontrou? O fato: eu realmente encontrei um endereço, mas é arriscado que a equipe de Klaus chegue até eles antes que eu e coloquem tudo a perder. O “ócludo” percebendo que eu não queria avisar se antecipou: - Infelizmente ainda não encontramos nada senhor, somente alguns rastros que acredito serem pistas falsas, esse pessoal é esperto e não nos deixaram nada, igual das outras vezes. - Se você diz... eu acredito, já nela… - fez uma careta mas optou por não falar o que pensou - bom Klaus está vindo para cá. Quero ele aí com vocês, quero que ele acompanhe cada detalhe e cada pista falsa que seja. - Certo! - tão logo o “ócludo” respondeu e discretamente me fez sinal para que o deixasse assumir o comando. - Preciso ir ao banheiro, pode continuar as pesquisas......? - Bryan, sou Bryan, fique tranquila, continuo a monitorar, em sua ausência. Senti que podia confiar em Bryan, será um ótimo aliado. Realmente fui ao banheiro, joguei uma água no rosto e quando retornei a sala era Klaus quem assumia a cadeira de Theo em frente ao computador. - Nany, bom trabalho – nem um bom dia, pô – Acredito que as pistas são falsas e inconclusivas, porém consegui imagens do homem que você reconheceu como o garçom das câmeras de segurança que temos espalhadas na rua. - Disto eu não sabia. Isso é muito bom ajuda na identificação do indivíduo. - Sim. Acabei por aqui Theo qualquer coisa me avise sim. - Certo Klaus pode ir. Você também Bryan está dispensado. - Eles saíram da sala - E sobramos nós, chefinho. - Sente-se ao meu lado Nany, vamos conversar - Sentei-me ao lado dele no sofá e então ele prosseguiu muito tranquilamente – Duas coisas: Você se expôs ao perigo e isso não vai acontecer mais, não fique sem o seu colete. A outra é que preciso que me acompanhe a um evento de caridade na sexta agora. Seremos eu, você como minha acompanhante, Bea e um segurança a acompanhando. Black tie, use o cartão que te dei no que precisar. - Sim senhor! Cada um foi para sua mesa, eu fiquei pesquisando sobre o endereço que era residencial, em uma área de bairros classe média/alta. Nada de anormal na vizinhança e nem nos registros da casa. Aproveitei que Theo estava concentrado no que estava fazendo e sai, com a desculpa de que providenciaria o almoço. E eu farei, bom Mia fará, eu vou atrás do Bryan. - Mia – disse chegando a recepção – preciso que você providencie o almoço e me ensine a chegar ao Ti. - Se está atrás de Bryan não precisa se incomodar, ele pediu para eu te entregar isto – disse me estendendo o envelope. - Duas marmitas do restaurante favorito do chefe estão para chegar. - Por isso que te amo Mia.... - Eu também me amo! Agora precisamos marcar para ir comprar nossos vestidos, eu também vou ao evento, parece que Theo não vive sem o Klaus. Enquanto Mia descrevia nossos vestidos perfeitos, o almoço chegou. Entoquei o envelope no casaco e voltei para o escritório. Estava me comichando de curiosidade, mas só poderia abrir o envelope em casa, somente lá é seguro, ninguém poderia suspeitar de que eu estava em posse de informações valiosas, eu farei o meu trabalho e nenhuma equipe vai me atrapalhar. Theo resolveu ir para a casa mais cedo por conta de sua irmã, para ela não ficar muito tempo sozinha. Caminhamos para o meu carro e seguimos para a casa dele. - Amanhã te libero na hora do almoço para comprar o seu vestido, espero que entenda que irá como minha acompanhante e precisa estar à altura. - Fique tranquilo chefe, Mia se encarregará disto, e eu não o decepcionarei. Ele acenou e desceu do carro, entrando logo em seguida. E eu? Corri o máximo que pude para chegar em casa. - Esse nerd merece um aumento! - O que descobriu amiga? - Mia me surpreende, se jogando na cama ao meu lado. - Nossa nem vi a hora passar, amiga o “ócludo” é um gênio. Ele não só conseguiu um endereço como conseguiu nome e sobrenome, foto do cidadão, placa do carro e o nome do garçom. - Se ele estava de posse dessas informações porque será que ele não avisou ao chefe? Será que ele não vai levar as informações para ele agora? - Acredito que não, ele percebeu que eu não queria que vazasse agora. Assim que eu capturar o indivíduo e abstrair algumas informações dele avisarei ao Klaus. - Vou tomar um banho e fazer algo pra gente comer. Você levante e tome um banho, liguei para o Luigi e ele separou dois vestidos estupendos para a gente. - Mia as roupas da Prado são uma fortuna. - Mas não para o cartão corporativo do chefe, gata. Assim você tem tempo amanhã de ir atrás de quem quer que seja após o almoço. - Bem pensado! - Ela me lançou um olhar de “como sempre” e sorrindo feito uma cascavél saiu do meu quarto e foi para a cozinha. Comemos tranquilamente, ou quase pois Luigi chegou trazendo dois modelos de vestido para cada, porém alegando já ter escolhido nosso figurino e como sempre ele estava correto. Mia com um vestido tomara que caia vermelho queimado com corte sereia e para mim, um modelo branco sóbrio, frente única, corte reto, que seria muito bem-comportado se não fosse pela f***a imensa do início da coxa até os pés. Vou ter que tomar cuidado para não pagar calcinha mas é perfeito para eu colocar um coldre na coxa, visto que ele não é colado e a f***a facilita o acesso à pistola. Fui me deitar cedo, a noite anterior perdida sem dormir fazendo pesquisas pesou e estou exausta.
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