Capítulo 99 — O direito que meu pai escondeu Cecília narrando Eu não sabia há quanto tempo estava sentada diante daquela mesa. Talvez fossem minutos. Talvez tivesse passado mais de uma hora. Desde que descobrimos o documento deixado pelo meu avô, a noção do tempo parecia ter desaparecido. Eu lia as mesmas linhas repetidas vezes, tentando entender como algumas folhas de papel podiam mudar tanto a maneira como eu enxergava a minha própria vida. Meu nome estava ali. Não era uma interpretação de Kaio, não era uma suspeita de Gregório e muito menos uma história contada pela minha mãe em uma ligação desesperada. Era o meu nome escrito em um documento antigo, ligado diretamente ao patrimônio que Augusto Vasconcelos havia construído e organizado antes de morrer. Meu avô havia pensado em mim. Hav

