CAPÍTULO 8 — GREGÓRIO NARRANDO Passei a manhã inteira tentando esquecer que tinha uma mulher desconhecida dentro da minha casa. Não funcionou. Quanto mais eu tentava me concentrar no que precisava resolver, mais minha cabeça voltava para ela. Aquela garota tinha aparecido do nada, trazida escondida pela minha irmã, e agora estava ocupando um quarto da minha casa como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Eu não gostava daquela situação. Não gostava de surpresa. Muito menos de gente que aparecia na minha vida sem que eu soubesse de onde vinha. Estava sentado na sala resolvendo algumas coisas quando João entrou, jogando o corpo na cadeira em frente à minha. — Qual foi, irmão? Tá com uma cara de quem dormiu abraçado com um problema. Levantei os olhos do celular. — Vai falar merda

