CHASE 13 - LUTEM

1625 Palavras
Me posicionei atrás da Kira na merda da fila indiana que eu acho extremamente ridícula e sem lógica. Para que raios uma fila indiana? Estamos na creche? A fila começou a andar e caminhamos pelo corredor, cada sessão indo em uma direção diferente. Olho para trás e vejo aquele chiliquento me encarando como se eu fosse um cachorro vira-lata, revirei os olhos e só ignorei. Caminhamos até o campo de treinamento, nos mandaram ficar um ao lado do outro formando um círculo e então começaram a passar instruções. — Uma dupla entra na roda, vão simular uma luta. Quem acabou de entrar fica, e quem já lutou duas vezes sai. E assim sucessivamente. — Uma outra carrancuda explicou. Tem uma inspetora para casa sessão. Todos começaram a se encarar. Isso é constrangedoramente ridículo, a pessoa quer intimidar os oponentes achando que deboche é tudo. Deboche não é ter personalidade forte, imbecis. Derrota teu inimigo no deboche para ver se tu consegue. — Chase! — Kira sussurrou desesperada. Eu estava concentrado encarando um i*****l que cismou comigo, mas a Kira atrapalhou meu contato visual... Na verdade não, continuo o encarando e converso com ela mesmo assim. — Berra. — Ironizei sem muita importância. — Eu não sei nem mesmo dar um soco, o que eu faço? — Tadinha, dava para sentir o desespero no seu tom de voz. Não tenho nada haver com isso, e ela quer que eu resolva. — Então aprende, miniatura. — Ironizei novamente. O i****a que estava me encarando cansou e desviou, saco de lixo. — Que tal eu testar em você primeiro? — Kira esbravejou ao meu lado. — Como? — Questionei confuso. — Nada. A carrancuda arrumou algumas pessoas do círculo. Quase não tem mulheres aqui, são tão idiotas que nem separam as mulheres para os homens s*******o não acabarem com elas. Homens são s*******o. — Quem é o primeiro voluntário? Sem precisar que eu aponte. — A chiliquentinha gritou. Todos se entreolharam como se estivessem analisando a cara um do outro esperando uma atitude de alguém daquela roda. — Então está bem, vamos começar por você. — A mulher rabugenta apontou para uma moça que estava toda se tremendo como se estivesse com frio. É por esse motivo que a inspetora escolheu ela, não se pode demonstrar medo ou insegurança. — Mantém a pose, para de agir como uma medrosa. — Sussurrei no ouvido da Kira rápido o suficiente para que os outros não percebessem. A Kira estufou o peito e ergueu o queixo. Eu quis rir, ela não combina nadinha com essa personalidade. Eu ia me voluntariar, mas não vou me envolver nessa covardia por vontade própria. — Eu vou. — O debochado se voluntariou. Eu não fiquei surpreso, era meio óbvio que covardes como ele(imbecis que juram que são os fodões por intimidar a minoria)ia se voluntariar para lutar com essa mulher que de diferente da Kira provavelmente só tem o nome. É óbvio que a mulher ficou assustada, e o i****a olha para ela como se ele fosse o centro do mundo. É uma luta injusta, a mulher é valente e tem muita coragem, mas o homem é covarde demais, ele bate e puxa o cabelo dela, não tem medo de usar a força dele para dominá-la, mas ela não desiste, ela se defende de todas as formas possíveis, mas por mais que ela tente, ele é mais forte que ela e muito mais esperto, ele é capaz de dominar o corpo dela facilmente, é como se ela fosse um brinquedo frágil dentro das mãos de um homem c***l. — Chega! — A mulher pediu, então a carrancuda levantou a mão em sinal de limitação. O i****a soltou a mulher e ficou lá parado no meio do círculo de pessoas. A inspetora circulou o olhar pelas pessoas alí, esperando a atitude de alguém. Encarei o i****a covarde que acha que intimidar a minoria é sinal de força, ele me encarava com aquele olhar intimidador, que pelo menos ele acha intimidador. — Eu sou o próximo. — Me voluntariei e dei alguns passos até estar no círculo, cara a cara com ele. Eu ia lutar agora contra um babaca escroto que não merece nem 1% do meu respeito, e eu não terei. — Podem começar. — A rabugenta ordenou. O homem ficou me encarando por uns segundos, rapidamente ele tentou me acertar um soco, acertei seu braço com o meu antebraço como defesa. Ele me olhou com raiva, tentou acertar outro, então fiz a mesma coisa. Deixei ele tentando me acertar, e desviei todas as vezes deixando ele com raiva. Eu quis rir, mas evitei e continuei focado. Isso seu i*****l, se esforce mais e canse. Seu inútil, não era o fodão? Você não passa de um i*****l. Ele já com raiva veio com toda fúria me dar um soco, desviei e depositei um soco com força na lateral do seu corpo. O i****a se encolheu por alguns segundos mas continuou. Dei um soco no seu rosto e o fez cair no chão, dei outro soco e mais outro e mais outro. Até que o nariz dele sangrou e sujou minha mão. — Chega, poupem seus punhos para as lutas clandestinas. — A inspetora ordenou que parássemos. O babaca me olhou com os olhos cheios de ódio e então saiu. Ficou aquele silêncio, todo mundo chutando pedras. Olhei para Kira e gesticulei com a cabeça para ela vim, mas ela balançou a cabeça gesticulando negativamente. Para ela se sair melhor, seria ótimo se ela viesse comigo. Mas a Kira é tonta demais para raciocinar. Gesticulei com a cabeça novamente e então ela cedeu. Ficamos frente a frente, ela estava receosa e dava para perceber isso no olhar dela. Então tomei iniciativa. — Tente me acertar. — Ordenei. Kira cerrou o punho e o arremessou em direção ao meu rosto, segurei seu punho com a mão. — Não deixe que te acertem. — Falei enquanto segurava seu punho. Tentei acertá-la agora e ela segurou meu punho como eu havia feito. Boa menina. — Imobilize os braços, impulsione o oponente para baixo e acerte o joelho no estômago. Com um movimento rápido, entrelacei meus braços nos dela a deixando imóvel. Levantei meu joelho na altura do seu estômago e então encostei alí simulando um golpe sem machucá-la. A soltei e então ela imitou. Nos próximos minutos fizemos isso com outros diversidades de golpes, tudo lentamente para a Kira aprender alguma coisa. Nos próximos treinos essas simulações são mais rápidas, e a inspetora exige mais. Dificulta um pouco mais, como lutar em cima de troncos de árvores apoiadas no alto e por aí vai. — Quando sentir que está no seu limite dê as batidinhas no meu braço! — Com um movimento rápido dei um mata-leão na Kira, contei 5 segundos e então ela bateu no meu braço. Estava vermelha, me senti culpado, achei que tivesse pegado pesado. — Você está bem? — Questionei preocupado. Ela me pegou de surpresa me dando um mata-leão também, me debati um pouco e então dei algumas batidinhas no seu braço. Kira me soltou. — Muito bem, já está ótimo. — A inspetora se intrometeu. — Mas eles nem lutaram, e você diz que está ótimo? — O i****a de antes resmungou. — Eu pedi para simular uma luta, para os outros aprenderem as estratégias e aprenderem alguma coisa. Não pedi para espancar o oponente em desvantagem que nem um valentão de quinta série do fundamental, seu i****a. — A inspetora deu um fecho nele que se calou logo em seguida. Depois da gente aprender as coisas do nosso jeito, eles ensinam da forma mais eficiente. Aqui meio que é cada um por si, "se vire aí, vou só acompanhar". — Muito bem, a mocinha. Quem é o próximo? — A inspetora chamou. Saí andando e deixei a Kira lá, ela me olhou toda assustada mas eu só ri comigo mesmo. Depois de verem como realmente era para lutar, outra mulher se sentiu mais encorajada e foi lutar com a Kira. Fiquei observando a Kira colocando em prática e ensinando para a outra menina, ela estava mais tranquila. Depois de lutar com a outra menina, a menina ficou lá e Kira voltou para perto de mim. Estava ofegante, sorriu animada. — Isso é tão legal. — Falou sorrindo animada. — Depois vamos pegar prática, no caso você. — Por que não contou que era assim que funcionava? Achei que eu fosse apanhar até fraturar as costelas de novo. — Porque faz parte do treinamento descobrir sozinha. — Expliquei. — Como assim apanhar até fraturar as costelas novamente? — Questionei confuso. — É uma longa história. Depois do treino, nos levaram para tomar um banho. E então voltamos para o dormitório. As outras sessões já estavam lá. — Muito obrigada, Chase. Você é um bom amigo. — Kira sorriu e saiu andando mais rápido na frente. Amigo? Somos amigos agora? Só o que me faltava. Deitei na minha cama querendo enlouquecer por estar longe a tanto tempo no mundo lá fora. Aqui tudo é entediante. A Kira deitou na cama do Ash com ele. Me dá raiva, me deixa incomodado o fato dele não dá muita importância. Eles não estavam tendo um lance? Então por que ele tratava ela friamente assim? Kira beijava o rosto dele alegre enquanto sussurrava algo, Ash não dava tanta importância mas tentava demonstrar que dava. Virei para o outro lado que era para não vê essa cena e querer quebrar a cara dele. Por que ela ainda deixa ele tratar ela assim? Porque é i****a, ela devia mandar ele ir se f***r. Aliás eu nem devia estar perdendo meu tempo dando importância para isso, deve ser o tédio.
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