Rachel 9

1226 Palavras
Guardo tudo e saio em direção aos elevadores que dão para o térreo. O tempo de uma hora para outra mudou e me causou um imenso frio.  Olho em  constatação e vejo que a sala de Dominic está meio acesa, talvez ele esteja planejando as reuniões da França nessa semana. Justo nessa segunda me sinto cansada e com medo. Dominic após o abraço se enrijeceu e me manteve distante, não conversou mais comigo, se trancafiou na sua sala e até agora não saiu de lá. Olho para a recepção e não há ninguém, fiquei até tarde planejando a d***a da viajem e as reuniões chatas que deverei participar. Dominic não disse nada, mais sei que ele esta preocupado com o que Gael disse, por que ele sabe onde trabalho? Por que acha que em algum momento sairei com ele? Iludido. Uma garoa fraca começa a cair e me apresso para fora da empresa. O ônibus passa e o perco d***a. Vou caminhando até o próximo ponto e uma chuva começa a cair, que m***a! Vejo uma casa e me coloco embaixo dela para que não me molhe. d***a, só o que me faltava. Vejo um carro ao longe apontar e sinto falta do meu carro lindo que infelizmente não vim com ele hoje. Meus saltos estão molhados e as gotas estão pingando nos meus pés... vejo o carro parar de frente em mim e o vidro abrir, não dou atenção até que uma camada de dentes perfeitos me encara sorrindo. __ Quer uma carona?.- Pergunta o lindo do meu chefe. __ Não tudo bem, eu logo logo apanho um ônibus. - vejo um ao longe apontar, e dou sinal. O motorista faz sinal de lotado e passa voado. __ Então tá. - Ele se ajeita no banco.  __ Não sou eu que estou molhando mesmo. - Desgraçado. __ Espere. -Eu digo.  __ Eu aceito. - Digo e ele revira os olhos. __ É claro que aceita. - exibido. Abro a porta de carona de seu carro e começo a me molhar mais ainda.__ Cuidado com i banco de couro. - Nojento __ Sério?.- Digo já dentro do carro. __ Não. - Diz olhando no retrovisor. __ Esse carro é um dos de muitos né?.- Ele concorda. __ É porque você não viu o que eu tenho no meu térreo da ala Oeste da casa de Praia. - Como assim?. __ Tem outro? __ Digamos que um dos meus fetiches é coisa cara. - Ah é claro. __ Isso eu vejo pelo Rolex no seu braço. - Ele sorri. __ Eu amo relógios. - Sorri como uma criança que acaba de ganhar seu primeiro carrinho. __ E então oque acha de me dar uma folga na França ?.-Ele me olha perplexo __ Nada disso. Se quiser sair é do meu lado. - Ele aperta o volante . __ Ta bem. - Ah mais não é assim mesmo. Ele olha para mim e logo desvia seu olhar, continua dirigindo e olho para seus ombros grandes e largos. Sua postura é de um homem forte, e sério. __ Você não comeu nada né?.- Lembro que não me alimentei hoje e estou faminta. __ Não. - Ele solta um suspiro e da meia volta. __ Onde está indo?.- Pergunto. __ Alimentar uma mulher que não tem nenhum amor na vida. - Não posso me deixar ir a esse ponto. __ Não. Tenho que ir para casa. - Ele me olha com um olhar assassino.- Olho em dúvida para ele. __ Claro. Depois que jantar. -d***a. Ele não diz nada, apenas olha para a estrada e continua seu trajeto. Escuto meu celular tocando. __ Alô. - Olho para Dominic que não dá nenhum tipo de interesse ou algum tipo de. curiosidade em quem quer que seja. __ Fala perua. - Abaixo o volume do celular pois afinal a louca de Katherine não tem nenhum tipo de prega na língua. __ Como esta?.- Pergunto olhando o esmalte de já começa a descascar. __ Estou bem. Mais cansada. - Ela suspira em seguida percebo que ela começa a mascar um novo xiclete. Katherine fumava, e os chicletes são a maneira que ela encontra para poder enfim sair do seu maldito vício. Fico feliz por ela ter tanta força de vontade.  __ Onde está?.- Pergunta. d***a, não quero falar com ela que estou infelizmente a caminho de um restaurante com meu chefe, ela surtaria e consequentemente imaginaria coisas que não existem... __ Ela está a caminhonde um restaurente comigo Katherine. - Ela grita ao telefone ao ouvir Dominic dizer. __ Até mais tarde. - Diz  __ Beijos. - E desliga. __ Não era para ter dito. Não queria que ela soubesse. __ Já é tarde. - Diz Ele estaciona de frente um restaurante e logo descemos. Seu perfume esta um pouco mais suave e  seu cheiro me embriaga. Ele olha para os lados em dúvida, mas continuamos a subir. __ Bem vindo senhor, o que vocês vão querer?.- Um homem novo pergunta olhando de mim para Dominic. __ Uma garrafa de Dub-fery. -O garçom anota e em seguida entrega um cardápio para Dominic.  Ele pede nossos pratos e me encara. __ Pode perguntar. - Ele me encara e se ajeita na cadeira, colocando um braço sobre a mesa apoiando uma das mãos na cabeça. __ Por que está tenso?.- Pergunto. __ Eu tenso? Claro que não. - Ele me encara e o garçom trás o vinho. __ Pode deixar. -Fala pegando a garrafa da mão do garçom. __ Aceita?.- Ele pergunta apontando a taça. __ Sim. -Ele coloca aquele líquido vinho no copo igual sangue. __ Após a viagem quero que você faça um B.O. -  Arregalo meus olhos não acreditando no que escutei dele. __ Não posso. - Eu não poderia, Gael é um louco,e não quero correr o risco de ser sequestrada. __ Então colocarei vigias sobre você. - Não estou acreditando no que estou ouvindo. __  Não quero que se preocupe em colocar seguranças atrás de mim. Talvez ele esteja apenas estressado por ter sido deixado, nada de mais. - Minto f**o. __ Não me engane, sei muito bem que ele te qier de volta, e que você não quer dar uma trégua. - Claro que eu não queria, ele era meu dono. Vivi em um relacionamente onde ele sempre achou ser meu dono, e isso não tá certo, claro que não.  __ Você tem que entender que independente do que você queira, eu não posso me deixar levar por ele. - O garçom aproxima com nossos pratos e sinto uma fome imensa diante do tanto de comida abastecida em minha frente. __ Eu estou com fome. Não vindo do deserto. - Sorrio __ Apenas coma. - Ele me olha e começa sua refeição. Cada garfada dele no prato e seu modo de mastigar me deixa excitada. Isso não poderia acontecer, mas fazer o que se é assim que me sinto perto dele? Como em silêncio pensando no quanto poderia ser aproveitosa essa minha viagem- ou não- Caso não fosse obrigada a somente trabalhar. Mas enquanto um lado rejeita esse pensamento, a outra já me encentiva a embarcar fundo... Afinal de contas, amanhã de manhã estarei em um avião com este homem. E isso de certa forma me alegra e me produz um frio na barriga. Mas eu adoro essa sensação.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR