Vasculho meu guarda roupa apressada, a procura de uma roupa que eu possa ir para meu novo emprego. Visto uma saia lápis até no joelho e uma blusa amarelo claro. Algo que me deixa mais viva, passo um baton nude e assenta para o meu tom de pele.Calço meu sapato de salto alto e pego minha bolsa. Saio apressada de casa chamando o táxi. Essa é a vida de Rachel!
___ Bom dia senhora. - O motorista fala enquanto entro no táxi.
___ Bom dia Marcelo. - já o conheço a tempos. O dia não poderia estar melhor, uma chuva enorme está a caminho.Passo meu endereço para o homem e logo ele da partida.Meu celular toca.
___ Filha?. - a voz preocupada de minha mãe me chama a atenção.
____ Oi mãe. - Digo enquanto ela suspira e já sei que lá vem uma bronca
___ Você não poderia ter ido embora. Eu estou passando o credo. Quem vai levar o julinho na escola? Quem vai fazer o almoço?. - Minha mãe sempre com esse papo. Desde que nasci morei com minha mãe, até à uns três dias. Comprei um apartamento, não muito luxuoso, mas sim aquele que posso considerar meu!
___ Mãe pelo amor de Deus. Clarita pode levar julinho para escola. Afinal, ele pode ir até mesmo caminhando, a escola e a dois quarteirões.- Esse é o r**m de minha mãe, sempre dependera de mim, eu quem era a menina que levava meu irmão de quinze anos na escola.
___ Você está louca Rachel? Ele pode ser assaltado. - Ela como sempre sendo uma cabeça dura. Meu irmão tem apenas quinze anos, mas não é necessário um exagero desses.
___ Mãe. Ele tem quinze anos. Ele pode se virar sozinho. - ela soluça e já vou perdendo minha paciência.
___ Você abandonou sua família. - Não abandonei, só que tenho 28 anos e estava mais que na hora de sumir daquela casa. Vivi meus 28 anos tendo regras. Não podia tomar banho a hora que quisesse, meu irmão toda vez que entrava no banheiro ficava se masturbando, o que levava meia hora para sair do banho, minha vó e meu vô não poderia ser o melhor casal louco. Minha mãe e meu pai me atentava muito, e pelo jeito não vai parar nem tão cedo. Minha irmã é a única que regula naquela casa, minha pequena Lara. Não que ela seja pequena, ela tem dezoito anos.
___ Mãe por favor, tenho que desligar. - ela ainda falava que estava muito triste por ter me deixado partir.
___ Filha você me abandonou...- desligo o celular e percebo que estou muito atrasada.
___ Obrigada Marcelo. - Entrego ele o dinheiro e deixo o troco para trás. Entro na minha nova conquista e me arrependo, por ter demorado tanto em meu primeiro dia de trabalho.
___ Corre porque a fera, esta te procurando. - Josefa uma mulher da recepção me entrega um tipo de crachá e me empurra na direção do elevador.
___ Porque?. - Hoje o dono da empresa volta, não poderia estar mais feliz, por finalmente conhece -lo.
___ Ele não está de bom humor. Esta muito nervoso. - As portas do elevador se fecha e sou levada a vinte e oito andares acima.
Uma moça loira me encara e sorri tímida.
____ O senhor Levinsk já te aguarda. - fala caminhando em direção a porta. Ela bate e logo abre.
Ela me da passagem e sou obrigada a entrar na sala.
Um arrepio me percorre a espinha, talvez a temperatura esteja alta de mais.
___ Ah.. prazer senhor Levinsk. - Digo enquanto o homem se coloca olhando em minha direção. Meu corpo todo se enrijece quando olho para aquele galinha, aquele pedaço de m*l caminho que joguei na piscina sábado. Ele solta o mouse que navegava em algum arquivo.
___ Senta. - seu olhar é frio. Ele é lindo.Olho para os lados, para a mão e nunca para ele.
___ Você precisa ser responsável, não posso dizer o quão surpreso estou por estar quinze minutos atrasada. - Meu deus o homem é um chato. Um chato bem gostoso.
___ Eu moro do outro lado da cidade senhor. - Abaixo minha cabeça e sinto seu olhar passear pelo meu corpo.
___ Não pedi justificativas. - Toma que é de graça.
___ Claro senhor. - a empresa há um termo de que uma das regras é obedecer a ele, e jamais chamar pelo nome. Somente senhor
___ Espero que entenda. E que seja a última vez, não atolero atrasos de empregados. - Uma raiva imensa se apodera de mim.
___ Entendo senhor. - Ele olha para o computador. Scaneia algo e me entrega em folhas.
___ Quero que você avalie e arrume tudo isso antes do almoço. - Ele joga uma pilha de papéis encima da mesa e fico espantada. Não tenho condição de entregar tudo isso antes do almoço.
___ Senhor, antes do almoço?. - Pergunto mais para mim que para ele. O olhar que ele me lança e divertido e intenso.
___ Você não é s***a. - Que cretino. O homem não está me reconhecendo ou simplesmente está fingindo que não me conhece e que não da a mínima para a cagada, que fiz.
___ Não...
___ Terei alguns negócios fora do país, e você como uma ótima pessoa da empresa e bem conceituada, irá comigo. - Bem eu não reclamaria de ir. Mas com ele, a situação já muda.
Olho para seu terno feito sob medida e imagino o que há por debaixo daquele terno.
___ Acho que já chega de me olhar por hoje. - ele solta um olhar mortal.
___ Pode ir, antes que eu me seque. - Otario.
Levanto rapidamente da cadeira, caminho até a mesa e escuto ele me chamar.
___ A propósito Rachel, é um prazer em reve-la. Será um ótimo desempenho nós dois. - Ele é um s****o, sem dúvida. É impressão minha, ou somente eu notei, que ele queria dar um duplo sentido na última palavra? CANALHA é o sobrenome do meu chefe. Que por algum tipo de destino incerto, me colocou de frente para o homem que eu humilhei. Após sair da sala meio tremendo, percebo que estava prendendo o ar, que eu por algum motivo segurava. Agora vamos ver, se da tempo de analisar esses documentos, antes do almoço. Eu odeio meu chefe, isso é fato!