MARIANA Fico encarando Pedro enquanto ele fala, apontando um dedo em minha direção com autoridade. — Regra número um: nunca abra a porta sem permissão — ele diz com firmeza, suas palavras ecoando na banheira onde estou paralisada. Engulo em seco ao ouvir sua voz, sentindo-me como uma criança sendo repreendida por um adulto. Então, Pedro levanta o segundo dedo, seu rosto próximo ao meu, e continua: — Regra número dois: sempre feche a torneira — sua voz é calma, mas há uma intensidade por trás de suas palavras que me faz estremecer. Finalmente, ele levanta o terceiro dedo, seu olhar fixo nos meus olhos, e conclui: — Regra número três: jamais me olhe com pena. Você deve ter recebido essas regras antes de aparecer na porta do meu banheiro — suas palavras são como uma sentença, e eu me

