Capítulo 8 - MARIANA

1308 Palavras

A água morna escorre pelo meu corpo tenso, oferecendo um breve alívio para a minha alma atribulada. Cada gota parece carregar consigo a promessa de purificação, lavando não apenas a sujeira física, mas também os vestígios sombrios que se acumularam dentro de mim. No entanto, mesmo no calor reconfortante do chuveiro, não consigo escapar das garras do medo e da incerteza que me assombram. O som da água caindo ecoa no pequeno espaço do banheiro, abafando os pensamentos tumultuados que lutam para encontrar uma brecha em minha mente. Fecho os olhos, buscando desesperadamente uma fuga temporária da realidade opressora que me cerca. Mas mesmo com os olhos fechados, ainda posso ver as sombras do meu passado se contorcendo diante de mim. O vapor paira no ar, envolvendo-me em um abraço úmido e opr

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