Cap 57

1696 Palavras

Felícia Não acredito que é ele, Bernardo! Ou melhor, Ferdinando, ele mentiu sobre o seu verdadeiro nome para mim, não que eu não tenha mentido o meu também. Dizer que me chamava Amália me pareceu a melhor solução, ele não podia saber quem eu era e, pelo visto, eu também não podia saber quem ele era. Sempre fui uma boa menina, a perfeita filha submissa que abaixava a cabeça e seguia todas as ordens do pai, mas quando ele me disse que estava dando a minha mão para um velho de oitenta e poucos anos eu surtei, achei que o papai me amava e que apesar do seu jeito durão se importava comigo de verdade e queria a minha felicidade. Eu estava errada, ele só me via como uma moeda de troca, alguém que ele pudesse usar para obter vantagens. Naquele momento eu me rebelei e tive a minha única noite

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