(São Paulo – Janeiro de 2017)
- Aqui diz que você tem que comer comida com bastante Ferro e Cálcio, ajudam no desenvolvimento do bebê. _ A morena falava de forma concentrada.
- Fê, ainda acho melhor esperarmos ir à próxima consulta e a médica me encaminhar para a nutricionista. _ Clara diz ao ver a esposa lendo artigos e notícias sobre a dieta para uma grávida nos primeiros meses.
- Não custa nada ler, amor, espera, vou pesquisar comidas que contém Ferro e Cálcio.
Nesse momento o sino de entrada na porta é acionado, elas levantam o olhar e veem uma mulher entrando. As duas estavam atrás do balcão de atendimento. As paredes até a entrada eram todas cobertas por várias imagens de tatuagens, de todos os tipos e havia algumas prateleiras com objetos, como alargadores de orelhas, piercings para orelha, nariz, sobrancelha, umbigo, qualquer parte do corpo que possa fazer um buraco.
- Olá, boa tarde, em que podemos ajudar? _ Clara disse simpática, mas o olhar da mulher loira foi em direção à sua esposa, o que já a fez ligar o botão de alerta.
- Você é tatuadora?
- Sim, o estúdio é meu e da minha esposa. _ Fernanda logo coloca sua mão na cintura da outra, o que fez Clara sorrir vitoriosa.
- Oh, claro, bom... _ A mulher ficou sem jeito. – É que estou à procura de emprego e achei seu estúdio tão legal.
- Você é tatuadora? _ A morena pergunta.
- Sim, acabei de me formar, fiz um curdo no Rio de Janeiro e vim morar em São Paulo com meu irmão.
- Quantos anos você tem? _ Clara pergunta.
- Dezoito. _ O casal se olha, elas até estavam de fato procurando alguém para trabalhar, pois quem tatuava era Fernanda e seu amigo Eduardo, tinha também mais uma funcionária, Roberta, mas essa cuidava apenas dos alargadores e piercings e queriam alguém para ajudar a garota, mas consideravam a menina muito nova.
- Olha, eu sei que sou nova e tal, mas eu sou boa, posso provar. Só preciso trabalhar, podem me colocar em período de experiência. _ A morena encara a esposa que assente, tudo que Fernanda fosse fazer precisava do aval da loira.
- Eu não posso garantir nada agora para você, mas o que posso dizer é que precisamos de alguém, porém não para tatuar e sim para ajudar Roberta, nossa funcionária que trabalha com alargadores e piercings.
- Minha formação também abrange os dois. _ A garota responde sorrindo.
- Então faz assim, amanhã Roberta estará aqui às dez da manhã. Venha e converse com ela, se ela te aprovar como profissional conversaremos, veremos o que fazer. _ Clara sorri sincera.
- Muito obrigada. _ A garota diz esperançosa. – Ah, e meu nome é Carol, Carol Silva.
- Certo, Carol, eu sou Fernanda e essa é minha esposa Clara, nos vemos amanhã. _ As três sorriem sincera e se despedem, quando a mais nova sai a morena começa a gargalhar alto. – Eu pensei que você fosse m***r a garota.
- Eu devia, viu como ela olhou para você? _ A morena abraça a esposa pela cintura.
- Amor, ela não olhava diretamente para mim, ela olhava para as minhas tatuagens, percebi que ela tem isso como uma paixão, assim como eu. _ A maior usava uma camiseta, o que deixava os braços expostos.
- Sorte a dela que eu percebi isso também, pois a cabeça dela estava a prêmio.
- Nossa, que mulher brava. _ Fernanda a beija.
- Mas adorei aquilo que você fez, continue colocando essas mulheres nos lugares delas ao me apresentar como sua esposa que tudo ficará bem.
- Mas isso é a verdade, minha rainha, você é minha esposa, minha mulher que está grávida do nosso pimpolho e eu amo você, Clara, eu nem consigo explicar o quanto. _ Elas se encaram com intensidade.
- Eu também amo você, meu amor, demais. _ Elas sorriem e se beijam mais uma vez. De fato, elas se amavam mais do que qualquer pessoa poderia imaginar.
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- Aqui diz que...
- Que d***a, Fernanda, é só me c****r, eu garanto que você sabe fazer isso muito bem.
Clara estava irritada. No meio da ação s****l a esposa resolveu que iria pesquisar sobre s**o para grávidas, disse que poderia machucar o bebê. A loira estava completamente nua na cama e a morena também, mas de pé perto da mesinha onde havia o notebook.
- Calma, amor, eu não vou machucar o meu filho.
- Quer saber, esquece, você conseguiu quebrar completamente o clima. _ Clara se levanta e veste sua roupa de novo.
- Ei, não, eu vou t*****r com você.
- Não quero mais, esquece. _ E se deita na cama, puxando a coberta, Fernanda fica de boca aberta, ela agiu como uma i****a, mas não era para tanto, ou era?
- Amor... _ A morena se deita ao lado da esposa. – Desculpa, eu só quis ter certeza.
- Eu disse a você que não tinha problemas. Mas você não acreditou, agora não quero mais. _ E não queria mesmo. – Nosso filho ainda nem é uma bebê, Fernanda, é só uma semente.
- Eu sei, m***a, eu sei. Me desculpe. _ Ela começa a beijar a nuca da loira.
- Agora me deixe dormir.
A morena sabia que era melhor não insistir, apenas se levantou, vestiu sua calcinha boxer e uma camiseta depois se deitou com a mulher, puxando seu corpo para perto.
- Boa noite, minha rainha.
- Boa noite, amor.
Clara responde carinhosa, ela nunca conseguia dormir zangada com a esposa, mas tinha que admitir estar frustrada, pois queria gozar muito naquela noite. Agora ela só fecha os olhos e sonha com quantos o*****o teria se sua esposa não fosse tão teimosa e cabeça dura.