CAPÍTULO 5

3066 Palavras
Já estava na penitenciária aguardando conhecer meu novo cliente. Sarah estava do meu lado mais tranquila. Esperava conseguir ganhar esse caso. Eu sei que conseguir tirá-lo do corredor da morte será tranquilo, porém, para retirar de vez desse penitenciária teríamos que ter provas concreta que não foi ele. Sarah estava depositando toda sua confiança em mim, e eu não queria falhar. - Espero que ele esteja aberto a receber sua ajuda. Porque ele estava relutante em não querer mais nenhum advogado para defendê-lo depois dos últimos que não fizeram nada. Sarah fala olhando para suas mãos em cima da mesa. - Eu vou convencê-lo. Tudo dará certo. Fecho minha boca e um homem vestido com o uniforme da penitenciária aparece na nossa mesa. Sarah já pula em cima dele o abraçando, onde o mesmo retribui. p**a merda. Marcus tinha razão em dizer que esse homem era muito lindo. Uma beleza assim deveria ser proibido. Sou tirada dos meus pensamentos com a conversa dos dois. - Como você está? Sarah pede. - Indo. Ele responde abatido. Ela passa as mãos no rosto dele e o beija no rosto. - Eu prometi que não iria te abandonar e estou aqui para cumprir minha promessa. Ele sorrir sem graça. Sarah olha para mim e o mesmo acompanha seu olhar. Que olhos são esses? Nunca vi nada igual. - Essa deve ser a advogada para realizar meu testamento? Ele fala olhando para mim. - Não. Eu disse que não faria isso. Traria um advogado para te tirar disso daqui e aqui está ela. Kimberly Parker. Sua cara é de revolta e dúvida. - Eu disse que não queria nenhum advogado, Sarah. Ainda mais para fazer eu confessar algo que não fiz. Ele fala olhando para mim. - Andrew...Sarah tenta, mas eu a interrompo. - Srta Campbell, posso conversar com seu irmão sozinha? Peço olhando para ele não me abalando com jeito dele. - Por favor não se deixe afundar ainda mais aqui dentro. Quero continuar tendo meu irmão, e não morto. Sarah fala pegando na mão dele, o mesmo suspira. - Agora é só nós dois, Sr Campbell. Mas antes, vamos mudar uma coisa aqui. Sinto seu olhar em mim. Guarda. Chamo o guarda que está em pé em uma parede da sala - Pois não Dra. O agente chega olhando para o Sr Campbell. - Tire as algemas. Peço e o agente olha para mim parecendo não entender o que eu disse. - Eu não posso fazer isso. Olho para ele séria. - Mas fará. Eu não costumo conversar com meus clientes como se fossem animais. Então retire as algemas. Peço firme. - Ele é um dos presos mais perigosos que temos aqui. Ele vai precisar mais do que isso para me convencer. - Não tenho medo. Retire agora. O agente fica me olhando e eu não tenho tempo para perder aqui. Agente Tom, eu sou promotora e posso usar do meu cargo para dar voz de prisão para você agora mesmo, por me desacatar. Me levanto olhando séria para ele. Você fará ou não? Eu não tenho tempo a perder aqui. - Sim Dra. Ótimo. Vejo ele retirar as algemas. - Ótimo. Assim está bem melhor. Me sento sorrindo. Agora vamos conversar sobre seu caso. - Pelo que eu ouvir a Dra não é advogada e sim promotora. Andrew fala e eu assinto. - Sim. Eu não advogo a muito tempo, pelo menos uns dois anos. Mas presto serviço comunitário para pessoas carentes e sua irmã me procurou. - E você aceitou me representar assim do nada? Leu pelo menos o meu processo antes de vir aqui oferecer seus serviços? Dou um sorrisinho de lado. - Vejo que já desistiu de você mesmo. Olho firme para os olhos diferentes a minha frente. Sua irmã me fez aceitar esse caso. Está aflita por ver que seu irmão vai morrer dentro de meses. Ela não desistiu de você, e espero contar com a sua colaboração. - Se a Dra está falando para eu confessar algo que não fiz, está perdendo seu tempo. Continuo olhando para ele sem entender. Nunca obrigaria alguém a confessar algo que não fez. E outra se ele tivesse mesmo cometido o crime, eu não estaria aqui. - Foi você que matou a sua namorada? Ele se levanta revoltado. - Não, não foi e eu não quero mais saber desse conversar. Não quero defesa nenhuma que me julgue como culpado. Ele fala com raiva. - Eu não sei o porque o Sr está exaltado. Sente-se. Peço tranquila. - Porque eu não matei Louise. Nunca faria isso e não vou confessar algo que não fiz. Ele fala ainda de pé. - Eu não quero que você confesse nada, somente a verdade. Você já disse que não matou, então quero que me conte o que houve no dia. - Você deve ter lido sobre meu caso, leu o meu processo antes de vir aqui. Ele fala se sentando. - Li tudo sobre o Sr, Sobre a Srta Morris e também sobre seu processo, porém Sr Campbell, eu quero ouvir do Sr o que ocorreu no dia. O que estavam fazendo, o que iriam fazer. Se sairiam. - Eu já dei meu depoimento. Fala sem ânimo. - Não para mim que sou sua advogada a partir de agora. Então acho bom o Sr me contar tudo. Desde o seu envolvimento com Louise até a morte dela. -Eu não falarei do meu relacionamento com Louise. Olho para ele sabendo que tem algo escondido nessa história, mas quero que ele me conte. - Porque? O que há de mais ai ? Sr Campbell, suas chances de sair do corredor da morte são grandes, suas chances de se livrar desse prisão também são grandes, porém eu preciso que o Sr seja sincero comigo. Vamos trabalhar juntos. Ele me olha duvidoso. Quanto tempo vocês dois namoraram? Indaguei. - Dois anos. Anoto sabendo que ele está mentindo. Na minha profissão tenho que aprender a ler as pessoas e eu aprendi muito isso com meu tio. - Quando vocês começaram? Data, Sr Campbell. Ele respira fundo. Sr Campbell, não minta para mim. Você está aqui hoje por não dizer a verdade. Seu caso foi classificado como crime passional. O júri entendeu que você tinha um relacionamento amoroso com a Socialite Morris. Que a matou por ciúmes, por não aceitar o fim do romance. - E porque você acha que estou mentindo? Sorrio me ajeitando na cadeira desconfortável. - Porque seu julgamento está cheio de falhas. O i****a do seu ex advogado não fez o dever de casa direito e eu não estou aqui para perder uma causa ganha. Eu não colocaria meu nome em algo que tivesse certeza que perderia. Você nunca teve nada com Louise, porém quero saber o motivo de você está escondendo a verdade. - Você acha que eu a matei? - Não. Tenho certeza que não foi você, porém preciso que você diga a verdade. Preciso que você seja sincero comigo para que eu possa fazer meu trabalho com mais precisão. Ele ainda está em dúvida. Mas eu não quero que ele tenha dúvida que vai sair daqui. Ele precisa confiar em mim. Sr Campbell. Chamo sua atenção para mim. - Eu não falarei do meu relacionamento com Louise. Eu prefiro morrer a contar o que nós tínhamos. Burro. Isso que é o que ele é, porém o que ele tem de burrice, eu tenho de persistência e determinação. - Eu não estou aqui para perder. Sugiro que você pense bem no que vai dizer no dia do seu julgamento. Indago me levantando. - Julgamento? Ele pede surpreso. - Sim. Seu processo foi reaberto e haverá um novo julgamento para você. Como disse, temos tudo para te tirar daqui, mas eu preciso de você. Sua colaboração é fundamental. E já te digo que não dar para ajudar alguém que não quer ser ajudado. E se você não quer fazer isso por você, que faça pela sua irmã que está angustiada, que está acabada por ver que seu irmão está no fim. Digo pegando minha bolsa. Eu vou indo. Tem muitas coisas para fazer no seu processo. Quero que o Sr pense bem. Eu não jogo para perder. Vamos nos ver novamente. Saio da sala. - O que houve? Sarah pede assim que chego na ante sala. - Nada. Seu irmão não vai cooperar. Ele não quer falar, e já te digo que se eu descobrir algo que o tire de vez dessa situação, que comprometa a reputação da Srta Morris, eu vou incluir no processo. Não estou aqui para salvar morto, mas sim um vivo cabeça dura. - Eu vou conversar com ele. Ela fala. - Tudo bem, eu vou indo. Preciso conversar com Catarina sobre o que ela descobriu até o momento. - Por favor não desista do caso. Ela pede me abraçando. - Eu não vou. Ele tem que se ajudar. Digo e vou embora. Eu estou vendo que não vou poder contar com a ajuda dele. Terei que fazer esse processo sem ele. Terei que ir a fundo para tirá-lo dessa situação. Voltei para o escritório para ver se Catarina tinha descoberto algo. Não podíamos falhar com nada. Não podíamos deixar nada a desejar. Tínhamos uma única chance de dar a liberdade para esse cabeça dura, e tudo teria que ser feito por mim e Catarina. Já fui para sala de Catarina e bate na porta entrando. Ela estava concentrada em seu computador e assim que me viu abriu seu sorriso. - Espero que esse sorriso seja de notícias boas. Pedi me sentando. - Sim, mas como foi com nosso cliente? - Um nada. Ele não quis me contar nada sobre Louise. Não falou sobre o envolvimento deles. Não acho que ele falará muita coisa. - Então, faremos o que? Catarina pede cheia de rugas na testa. - Trabalhar sem ele. O que ele nos contar será bem vindo, se não disser nada, vamos a nossa busca e colocaremos tudo no processo. Eu não me importo com a reputação de uma morta, se ele quer livrá-la por alguma coisa, eu não posso fazer nada. - Mas se ele tiver escondendo algo dele e não dela? Franzo a testa. - Descobriremos também, e aí falaremos com ele. Mas por hora o que temos? Peço e ela sorrir para mim. Já vi que ela descobriu algo relevante para nosso caso. - Falei com o pessoal da perícia que fez o laudo para o processo. Dr Herves, disse que no apto não tinha nada demais, porém tinham duas pegadas diferentes. Ela me mostra as fotos. - Acredito que uma deva ser do nosso cliente e a outra pode ser do assassino. - Pode ser, porém tem mais. Procurei o porteiro do dia, ele não trabalha mais ali. Estranho. Sei o que você deve está pensando. Muito estranho ele ter sumido, mas não, o cara já estava para se aposentar e ninguém sabe onde ele está. O mesmo morava em um bairro próximo de Los Angeles, mas parece que foi embora. - Droga. Digo me levantando. Cruzo meus braços. - Calma que não acabei. Olho para Catarina. Eu consegui com os outros porteiros a lista de visitantes da Srta Morris daquele dia. - Catarina, você está saindo melhor do que encomenda. Como você conseguiu isso? Pedi me surpreendendo com ela. Ela não tem muita experiência. A mesma acabou de sair da faculdade e foi contratada por Marcus, para fazer estágio aqui e logo ele a contratou. E posso dizer que ela está se saindo muito bem nos seus casos. - Dei uns beijos no porteiro. Olho para ela séria. Calma que estou brincando. - Que bom. Digo, porque isso não é nossa conduta. - Foi mais fácil. Garantir dois ingressos para o jogo dos Marines para sábado. Assim ele me deixou ver o caderno de visitantes. Tirei uma foto para gente. Ela me mostra uma foto já impressa em papel normal. Na parte da manhã ela não recebeu ninguém. Na parte da tarde ela teve cinco visitantes e tudo entre a hora que a legista disse que ela morreu. Um nome aqui me impressiona. - Rui? Peço e Catarina pega uma outra folha. - Pesquisei sobre ele. Rui Melendes. Um figurão das mídias. Trabalha com eventos e é dono de uma empresa de bebidas. - Qual era o envolvimento dele com a vítima? - Ainda não sei Kim, mas vou entrar em contato com ele para saber melhor. Fico intrigada com isso. o Outro foi o pai dela que esteve lá, Sr Campbell, Lauren Garner, e a assessora dela de imprensa Morgan Flaya. Eu ainda não obtive nada sobre os demais, Estou nisso. - Tudo bem. Olha com isso, vou falar com um certo juiz para revogar a sentença de morte. - Paolo? Assinto. O cara é um porre, machista. - Não se preocupe, eu sei lidar com esse tipo de gente. Digo sorrindo. Catarina, quero as gravações das câmeras de rua e do prédio se tiver do dia. Temos que ter a hora exata que todos entraram ali e saíram. - Tudo bem. - E quanto ao porteiro, não se preocupe, pois conheço alguém que pode achá-lo para nós. Deixa comigo. Falo sorrindo. Vou indo. Quero pegar Paolo antes do almoço, porque depois ele fica pior. Falo sorrindo e Catarina gargalha. Eu tenho que questionar a Mary sobre esse tal Rui. Pode não ser a mesma pessoa, mas se for tenho que saber mais dele. Essa história está cada dia mais estranha. E também tenho que ter um embate com Wilson Trevis. Ele é um filho da p**a do m*l. Como não olhou nada para livrar seu cliente da cadeia? Como pode colocar a ética do seu trabalho de lado? É um verme mesmo. E pior que eu namorei esse verme. Cheguei no gabinete de Paolo e já fui falando com a secretária dele que queria falar com ele. Ela me questionou se eu tinha marcado hora e eu disse que não, mas precisava falar com ele urgente. O i*****l demorou, mas me atendeu. - Espero que seja urgente mesmo o que você tem para conversar comigo, Kimberly. Ele pede e seu humor é o pior de todos os tempos. Reviro meus olhos. - Sim. É sobre um cliente meu que recebeu sentença de morte. Preciso que seja revogada de acordo com as provas que temos. - Nome do seu cliente. Ele pede sério. - Andrew Campbell. Ele me dar um sorrisinho. - Esse cara foi julgado e condenado. Impossível eu fazer a revogação. Dou meu melhor sorriso e afirmo. - Eu quero que a sentença de morte do meu cliente seja revogada. - Não é tão fácil assim. - Não é tão fácil? Não venha com isso. Eu posso muito bem processar o estado por manter meu cliente preso sem provas concretas que foi ele. Digo e ele me olha não gostando para onde a conversa está sendo levada. Paolo não é burro. Eu acabaria de vez com essa mordomia que o estado dar para ele e alguns juízes. Ser sobrinha de um militar reformado e um juiz aposentado dar nisso. - Dra Parker, seu cliente foi julgado e condenado como manda a lei. Sorrio - Sério? Então me diz onde estão as provas que ele a matou? Meritíssimo Paolo, não quero que o Sr o libere agora da penitenciária. Vamos marcar um julgamento, onde será provado a inocência dele, porém, por hora, eu quero que a sentença de morte seja revogada. Eu tenho aqui laudos da época do crime que tinha duas marcas de sapatos no ambiente da vítima. Todos os dois sapatos masculinos, claro que um é do meu cliente, mas e o outro? Alguém pesquisou? A promotoria da época fez algo para afirmar que meu cliente era culpado? Ele me olha sabendo que não vim despreparada. Já tenho listas de visitantes do dia da vítima, ela recebeu cinco pessoas dentro da hora que ela morreu. Sendo duas mulheres e três homens. Alguém olhou para essas pessoas? Alguém interrogou os homens que ali estiveram? Não. Então não tem motivo para meu cliente ter recebido a sentença de morte só porque no momento de desespero tirou a faca do corpo da vítima e a abraçou. A lei precisa mais do que isso para prender e condenar um cidadão a morte. Pois bem, quero que seja revogada o mais rápido possível, enquanto isso vamos trabalhar na defesa dele. O caso já foi reaberto e eu não vou sossegar enquanto não livrá-lo daquela penitenciária. Há, e pode ter certeza que o estado será processado por Andrew Campbell. - Você fala como um homem, Kimberly. Acredito que seu tio não fez um bom trabalho te criando. Dou um sorrisinho para ele. - Pois eu acho que ele fez um bom trabalho, não tenho do que reclamar. Porém o assunto aqui não sou eu, não tenho tempo a perder Paolo, você vai ou não conceder a liminar que retira sentença de morte do meu cliente? - Concederei, mas caso não prove que o mesmo é inocente, ele voltará para o corredor da morte. Pego minha pasta sorrindo. - Não se preocupe com isso. Vamos provar. Indago saindo da sala, porém escuto ele dizer algo antes de sair. - Você deveria ter um homem para te colocar na linha, talvez esse seu jeito seria diferente. Talvez se estivéssemos juntos você não estaria com esse seu jeito. Dou uma gargalhada. - Não me venha com esse seu jeito machista e dou graças a Deus que não estamos mais juntos, essa hora poderia ser eu no corredor da morte. Digo saindo e não dando a mínima para ele. Paolo foi outro fracasso da minha vida nada romântica. Ele se opunha a tudo que eu fazia. Seu lado machão acreditava que eu deveria fazer direito voltado para a vara de família, falava que esse lado criminalista não era para mulheres e muito menos para mim. Ria do machismo dele. É um i****a mesmo. Não deu certo graças a Deus, e por homens como ele e Wilson que desistir de ter um relacionamento com alguém. Eu quero somente ter um filho e nada mais. Sem homens no meu pé, sem a responsabilidade de ter que dar satisfação para eles e mais importante, poder fazer o que eu quiser.
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