Luís não estava prestando atenção. Ele tentava, mas simplesmente não conseguia. Sua visão era um borrão, e sua cabeça latejava ainda mais do que quando acordara naquela manhã. O suor escorria por sua testa, e, por mais que tentasse limpá-lo com a manga da camisa, parecia inútil. Seu corpo tremia, exausto, como se estivesse chegando ao limite. — Tommer! O som do próprio nome fez Luís estremecer. Seu olhar assustado correu até a origem do chamado. O professor o observava com um misto de interrogação e preocupação. — Você está bem? Por que não está fazendo o teste? Teste? Luís prendeu a respiração. Só então percebeu as duas folhas sobre sua mesa. Ele estivera tão aéreo que sequer notara quando o professor as distribuiu. Engolindo em seco, desviou o olhar para o homem à sua frente, que

