Capítulo 17

833 Palavras
Não me senti tão surpresa em saber que minha irmã tinha uma boate. Katerina sempre gostou de estar rodeada de muitas pessoas, receber atenção, talvez só quisesse a boate para suprir sua carência. Vestida em um roupão vinho com a palavra Queen escrito em dourado nas costas, procuro o que vestir no carro closet. Era sábado à noite e provavelmente Katerina vestiria um vestido tubinho de alças finas e decote em V. Adela ergue a cabeça quando entro na sala, deitada preguiçosamente no sofá com um balde de pipoca. - Hum. Está bonita – elogia. Dou uma pequena volta, me sentindo nua. - Sério mesmo? - Vermelho já virou sua marca registrada e fica mais do que perfeito em você. Sorrio me aproximando, pegando um pouco de pipoca. - Vai ficar mesmo em casa? - Daqui pra cama. - Prometo voltar hoje – Ela abre um largo sorriso. - Estarei te esperando. Tenho que admitir, imaginava que a boate ficava localizada em alguma parte escondida da cidade, onde pessoas de classe baixa frequentava em busca de alguns minutos de prazer. Só que mais uma vez, fui pega de surpresa. Encaro o letreiro vermelho com o cenho franzido. El Diablo Firce era o nome da boate e ao lado do nome havia uma mulher segurando uma caveira. Um dos seguranças acena com a cabeça abrindo caminhando. O interior da boate era escuro e suas luzes em tons de vermelho se projetava para toda parte. O piso de led vermelho guiava os visitantes tanto para a pista de dança ou para as mesas acolchoadas, com caveiras servindo de velas. Havia escolhido como decoração caveiras e a cada um metro me deparava com algum objeto. - Katherine. Até que fim! – diz uma mulher ruiva de cabelos curtos, com tatuagem por todos os braços e b***o e piercing no nariz e na boca – Achei que finalmente tinha abandonado a vida noturna – Ela me abraça com força – Por onde andou? - Resolvendo alguns problemas. Ela inclina a cabeça para o lado. - Este problema se chama Alejandro? - Alejandro? – repito. - Vai me dizer que ele já é passado? – Ela caminha em direção ao bar, a sigo sob os olhares de alguns funcionários – Alto. Sorriso sexy. Gostoso. Que você estava tentando seduzir, para conseguir provas o suficiente para usar contra Juan Carlos. O barman coloca sob o balcão dois copos de coquetel, me deixando frustrada, já que gostaria da velha tequila e não de um drink americano. - Então, como anda as coisas com Alejandro? Ele já perdoou o último escândalo que fez no prédio dele? Pegou pesado em quebrar o carro, já é o segundo este ano – Ela bebe metade do drink – Você consegue enganar qualquer pessoa, mas a mim não – Arregalo um pouco os olhos surpresa – Você gosta dele. Sei que gosta. Tomo um gole do drink ponderando suas palavras. Se Katerina estava saindo nos últimos dias com Alejandro, então talvez estivesse perto do assassino este tempo todo. - Talvez – digo com um meio sorriso, depositando o copo em cima do guardanapo. Ela sorri, mordendo o lábio rosado. - Vamos para o escritório? Acho que quer saber o que aconteceu enquanto estava fora. Balanço a cabeça assentindo. O escritório ficava em uma parte interna da boate , á prova de som. Era também o único lugar na boate que não era vermelho. O ambiente continha móveis rústicos e de cores escuras, com armários de ferro no fundo e alguns papéis sob a mesa. - Fomos nomeados no jornal nesta manhã, a melhor boate da Cidade do México – Ela pega um jornal ao lado, colocando na minha frente – A casa está sempre lotada nestes três dias da semana. Poderia pensar na possibilidade de abrirmos a semana inteira. - Boates não têm muito lucro durante a semana – argumento – Durante a semana a maioria das pessoas estão cansadas do trabalho. Não teriam tempo de vir pra cá. - Poderia inaugurar outra. - Isso requer tempo e dinheiro – rebato – Além do processo de legalização. - Sabe onde conseguir tudo isto – Ela apoia as mãos na mesa se inclinando para frente. - Está falando de Alejandro? – Estreito o olhos. Ela dá de ombros se afastando, no instante em que batidas na porta soam pelo cômodo. - Entra. A porta abre e um garçom aparece. - Angel, estamos precisando de você. - O trabalho me chama- diz ela, saindo do escritório. Folheio os papéis sobre a mesa com a contabilidade da semana passada. Havia um bom faturamento, porém os gastos éram maiores e acaba que entravam outra semana no vermelho. Analiso os gastos semanais, encontrando certos exagerados que resolveriam aquele problema. Começando pela contratação excessiva de funcionários. A maioria das bebidas não eram do México, eram importadas dos Estados Unidos. O projeto que Katerina criou daquela boate, era baseado em boates americanas; Desde das músicas tocadas pelo DJ, até os drinks servidos.
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