Virando as costas, já ia sair quando esbarrei em um de meus marujos, Caco. Um homem m*l, sem escrúpulos. _ Tudo bem, capitã? – Ele sorriu irônico. Olhei enojada para ele. Não gostava de tomar banho. Sua barba crespa estava suja de alguma coisa que provavelmente, havia encontrado na cozinha do navio. Seu hálito se comparava ao de uma hiena que havia acabado de comer a carniça destinada aos urubus. Tinha uma grande barriga, a qual, segurava com suas mãos ásperas e de unhas sujas, toda vez que achava graça de algo. Poderia compará-lo a um porco, se não fosse uma grande ofensa à categoria suína. Diante de uma criatura tão execrável, uma idéia perversa tomou posse de minha mente. Virando e fitando Tiago, respondi a Caco. _ Sim. Está tudo bem. Já terminaram de saquear o navio? _ Falta só este

