Naquela noite, ele não voltou para o quarto. Eu fiquei esperando. Cada estalo no corredor, cada ranger distante me fazia prender a respiração, torcendo para que fosse ele. Mas não era. Quando ouvi a porta principal bater, soube. Christian tinha ido embora. O vazio foi tão profundo que parecia um abismo abrindo no chão. Chorei até o corpo doer, até a alma se contorcer de tanto tentar segurar o que não cabia mais em mim. Adormeci com o rosto molhado, abraçada a uma das camisetas dele que ainda carregava o cheiro amadeirado, quente, tão dele. Acordei com batidas suaves na porta. Dona Josefa entrou com passos silenciosos, carregando uma bandeja. O cheiro de chá fresco preencheu o quarto. — Bom dia, menina. Ela disse num tom suave, quase maternal. — Trouxe chá pra você. Ele disse q

