Capítulo 11 — Segredos no Quarto

1546 Palavras

A luz suave do abajur pintava sombras dançantes nas paredes. O quarto inteiro parecia respirar junto com a gente, como se fosse testemunha silenciosa de algo que nenhum de nós ousava nomear. Stella dormia sobre o meu peito, o rosto calmo, os lábios entreabertos, uma mecha solta colada à bochecha úmida de suor. Passei os dedos devagar pelo cabelo dela, sentindo a maciez que me lembrava de tudo que eu não deveria sentir. Fechei os olhos, afundando o rosto no travesseiro, o cheiro dela impregnado em mim como uma tatuagem invisível. Foi ali, no silêncio da madrugada, que todos os fantasmas começaram a gritar. Eu lembrava exatamente quando parei de acreditar no amor. Foi numa tarde fria, numa sala de hotel qualquer, quando percebi que o toque que eu buscava não existia. Depois disso, pass

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