Kim Dae-jung.
Eu realmente cheguei a cogitar a idéia que seria mais um menino perdido depois da morte dos pais, que seria mais um daqueles que são adotados por pais ruins e que maltratam as crianças.
Eu tinha apenas 6 anos quando em uma missão meus pais morreram, eu era apenas uma criança que ficaria sozinho no mundo. Mas foi aí que os Jeon's surgiram na minha vida, minha mãe e a senhora Jeon eram melhores amigas e também parceiras de trabalho. E então fui adotado por eles.
No começo foi um pouco difícil me adaptar nessa nova família, eu chorava todas as noites pela falta dos meus pais, mas eu também sabia que eles não iriam voltar.
Mas em nenhum momento meus novos pais deixaram de me dar amor e carinho, me tratavam como um filho de verdade. E também tinha Ha-jun, meu irmão mais velho e confesso que ele foi bem implicante no começo e não deixava eu me aproximar dele. Ele tinha 10 anos na época e já se mostrava responsável.
Mas gradualmente nos aproximamos e criamos um vínculo fraternal, lembro que na escola ele me protegia dos meninos que brigavam comigo e às vezes me batiam sem motivos. Com o passar dos anos ele se tornou aquele irmão ciumento e não deixava eu sair com ninguém, eu descobri que gostava de garotos com 16 anos e até comecei a gostar de um. Porém não passou de um beijo e semanas depois soube que ele começou a namorar, minha primeira desilusão amorosa.
Eu tinha o sonho de cursar moda, mas meus pais queriam que eu seguisse carreira no "ramo da família". Aos 19 eu saí de casa e fui seguir meu sonho, e isso custou minha relação com meus pais. Com 21 anos eu conheci Min Jae-sang e foi amor à primeira vista. Ironia do destino ele trabalhar na polícia ou não? Mas ao contrário do que as pessoas pensavam sobre ele, Jae-sang era tão carinhoso comigo e sempre me fazia surpresas e me dava flores. Eu vivi os melhores dias com ele e ficamos 3 anos juntos, mas o seu trabalho estava tomando muito do seu tempo e ele ficou paranóico com a minha segurança. As brigas ficaram constantes e resultaram no nosso término.
Hoje com 24 anos sou formado em moda e tenho minha própria empresa, depois da morte de Dong-hae, Ha-jun se afastou um pouco de todos e confesso sentir falta do meu irmão. Eu sei que ele não gosta quando vou ao trabalho dele, mas eu não me importo, aquele ingrato nem pra avisar que levou um tiro e ficou uma semana fora do trabalho, a contragosto claro. Nem fiz questão de avisar porque eu já sei a resposta dele sobre isso.
É hora do almoço e resolvi levar sua comida favorita, com bastante carne já que ele é viciado em carne. Eu não sabia onde ele estava, então perguntei a um homem que estava ali.
ㅡ Olá, pode me dizer onde Ha-jun está? — Perguntei.
Ele me olhou e pareceu travar por um momento, me deu um sorriso e que sorriso. Parece que ele tinha o poder de iluminar qualquer um com um simples sorriso.
ㅡ Capitão Jeon está em sua sala, ele acabou de sair de uma reunião. Se quiser posso te acompanhar até lá.
ㅡ Claro, docinho.
O olhei por um minuto, ele parecia um tanto tímido? Achei fofo, logo paramos em frente a porta da sala de Ha-jun e ele se despediu de mim.
ㅡ Já te aviso que ele está de péssimo humor e me chamo Jung Sang-hun. ㅡ Disse antes de sair.
ㅡ Eu sei lidar com esse sem coração, meu irmão parece ser duro na queda mas é só um bebê. Sou Kim Dae-jung.
Trocamos uma gargalhada discreta e entrei sem bater, ele não estava com cara de muitos amigos. Eu sinto falta daquele Ha-jun que me levava pra tomar sorvete e me protegia de tudo, mas depois da morte do namorado ele se tornou outra pessoa e não julgo ele por isso.
ㅡ Quando ia me contar que levou um tiro seu ingrato? Tive que saber pela televisão. ㅡ Disse me sentando em uma cadeira.
ㅡ O que você está fazendo aqui Dae-jung? Já disse que não gosto que vem ao meu trabalho, ainda mais sem avisar. ㅡ Esse estresse é falta de sexo meus amigos.
ㅡ Você deveria me agradecer hyung, eu ainda me preocupo com você sabia? Faz quanto tempo que não saímos pra conversar? Eu sinto falta do meu irmão mais velho.
Fazer drama com ele às vezes funciona, Ha-jun sempre se dedicou ao trabalho mas nos últimos anos ele está ainda mais dedicado, nem férias ele tira mais e nem sai com os amigos que nunca conheci. Ele diz que prefere trabalhar e depois ficar em seu apartamento, já tentei apresentar várias pessoas pra ele mas ele sempre recusa.
ㅡ Olha me desculpe, está bem? Eu ando cheio de trabalho e nem parei para visitar meu irmãozinho mais novo, mas prometo marcar da gente ir naquela sorveteria que você ama, ok? Hoje não estou em um dia muito bom, desculpe Dae.
ㅡ Tudo bem, hyung, aproveitei e trouxe seu almoço. Sua comida favorita!
Enquanto almoçava conversamos sobre algumas coisas e ele teve que ir para outra reunião depois, nos despedimos com um abraço apertado e eu vi que realmente sentia falta do meu irmão.
[...]
Ha-jun.
Me sinto péssimo deixando meu irmão de lado, éramos inseparáveis antes e agora quase não o vejo mais. A solidão vem me acompanhando nesses últimos anos e prefiro assim.
Meu braço já estava melhor e se fosse por Jae-sang eu teria ficado 15 dias trancado em casa, mas ele sabe que sou irredutível sobre isso. E hoje o dia pelo visto será cheio de reuniões, recebimento de armas, munições. Eu já estava estressado por uma gangue ter roubado uma das nossas cargas de armas e pela incompetência dos soldados. Uma equipe bem treinada pra quê?
Depois da última reunião fui para minha sala e afrouxei a gravata, estava cansado e só queria a minha cama e um banho quente. Relaxei na cadeira e escutei dois toques na porta e apenas disse um "entre".
Soube quem era pelo perfume marcante e já conhecido, Park Hwan. O olhei sério e meio curioso por sua presença em minha sala já que era final do expediente.
ㅡ O que quer aqui Park? Já deveria ter ido pra casa. ㅡ Disse tirando a gravata e abrindo os três primeiros botões, e por um segundo o vi atento a cada movimento meu.
ㅡ Você me disse para vir aqui depois da reunião, Jeon. ㅡ Ele disse com sua pose superior e com as mãos nos bolsos da calça.
ㅡ Me esqueci por um momento, depois do que aconteceu eu não tive a oportunidade de te agradecer por ter me salvado naquele dia, graças a você foi só meu ombro que se machucou. Você fez um bom trabalho e saiba que não sou de agradecer a ninguém.
ㅡ Uau, Jeon Ha-jun sabe reconhecer o trabalho de alguém. Estou realmente impressionado, mas não fiz nada mais que minha obrigação com a equipe e faria por qualquer outro agente. Mas aceito suas desculpas se aceitar tomar uma bebida comigo.
Desde quando ele acha que tem essa i********e comigo? Mas só vou aceitar porque realmente preciso de álcool agora, e não vai ser nada demais, apenas uma bebida com meu parceiro de trabalho em uma sexta-feira.
ㅡ Vou aceitar apenas pelo álcool, preciso relaxar e só um Whisky bem forte vai me ajudar.
Marcamos em um barzinho perto do meu apartamento e cada um foi no seu carro, gosto desse lugar por ser perto de casa e não muito cheio. 15 minutos depois estávamos sentados em uma mesa e eu estava na minha segunda dose dupla da bebida forte, eu sou bem resistente ao álcool. Conversamos sobre trabalho e outras coisas bobas, quando vimos já estávamos bem alegres e um tanto já bêbados.
Não sei porquê mas os lábios de Hwan ficaram um tanto chamativos e pensei em como seria a textura deles, mas porquê diabos eu estava pensando nos lábios dele? Me levantei e disse que ia ao banheiro, chegando lá estava totalmente vazio e lavei meu rosto com água fria para tentar tirar aqueles pensamentos da cabeça. Mas parece que foi em vão quando Hwan entrou no banheiro e ficou me encarando com aqueles olhos intensos que são capazes de ver sua alma.
Não sei se de modo consciente ou não fomos nos aproximando, os olhos fixos na boca um do outro e quando percebi já estava o prensando na parede com minha boca na sua, o beijando intensamente.
O beijo era rápido e cheio de mordidas e aquilo estava me deixando "alegre" demais, minhas mãos estavam em sua cintura apertando com pouca força enquanto as mãos dele estava em meus cabelos o puxando mais em sua direção. Separamos nossas bocas pela falta de ar, mas foi por pouco tempo, o peguei pela cintura e o sentei na pia do banheiro tomando sua boca novamente, em um beijo ainda mais necessitado.
Pressionei minha pélvis contra a sua e vi que ele também estava e******o, e eu realmente não sabia como fomos parar ali. Até dias atrás o ódio ainda era presente entre nós dois, mas o beijo dele era bom, gostoso, envolvente e viciante. Me surpreendi quando ele tocou minha ereção por cima da calça, gemi entre o beijo e logo sua mão estava por dentro da minha calça tocando meu p*u sem qualquer pano o impedindo. Desci meus beijos por seu pescoço e quando ele ia tirar minha calça seu celular tocou, ele ignorou uma vez mas ele voltou a tocar e ele parou para atender.
ㅡ Alô?... O que houve com ele?... Você deveria ter me ligado antes Areum, sabe que o Ji-sang fica assim quando a alergia dele ataca… Estou indo pra casa agora e prepare a bolsa dele porque vamos direto ao hospital. ㅡ Ele disse e desligou o telefone.
Eu fiquei parado e me perguntava quem era Areum e Ji-sang, sai dos meus pensamentos quando senti Hwan me puxando pelo cós da calça e me dando um beijo de tirar o fôlego. E eu ainda estava duro, duro feito pedra e só queria aquela boquinha me babando todo.
ㅡ Desculpa meu bem, mas tenho que ir. Nos vemos amanhã no treino. ㅡ Me deu um beijo rápido e saiu.
A conta já estava paga e fui para meu apartamento, estava cansado e confuso pelo que aconteceu naquele banheiro. Tomei um banho quente e resolvi meu "problema" com uma boa punheta, imaginando Hwan ali me olhando de baixo e sentindo minha glande tocar sua garganta.
Mas eu sabia que no outro dia eu me arrependeria...