CAPÍTULO 36 MARINA Quando abro os meus olhos vejo que estou em uma espécie de quarto escuro, parece uma cabana, posso ver pelas frestas das madeiras que formam uma parede a luz do dia, há uma cama, onde estou deitada e uma mesinha no canto, o lugar é escuro e sombrio, ouço vozes que parecem vir de outro cômodo, um homem conversa com uma mulher, mas não reconheço a voz de nenhum deles, e não consigo entender muita coisa do que é dito. Fico naquela cama abraçada ao meu próprio corpo, vejo que tem uma corrente prendendo o meu pé a cama. As lágrimas escorrem pelo o meu rosto, sem que eu possa contê-las. Logo a porta se abre e vejo um homem entrar, ele tem uma bandeja nas mãos, e noto que ele é alto, porém não consigo ver o rosto dele, devido à escuridão do quarto. —Coma—ele diz colocando a

