CAPÍTULO 36

1409 Palavras

CAPÍTULO 36 MARINA Quando abro os meus olhos vejo que estou em uma espécie de quarto escuro, parece uma cabana, posso ver pelas frestas das madeiras que formam uma parede a luz do dia, há uma cama, onde estou deitada e uma mesinha no canto, o lugar é escuro e sombrio, ouço vozes que parecem vir de outro cômodo, um homem conversa com uma mulher, mas não reconheço a voz de nenhum deles, e não consigo entender muita coisa do que é dito. Fico naquela cama abraçada ao meu próprio corpo, vejo que tem uma corrente prendendo o meu pé a cama. As lágrimas escorrem pelo o meu rosto, sem que eu possa contê-las. Logo a porta se abre e vejo um homem entrar, ele tem uma bandeja nas mãos, e noto que ele é alto, porém não consigo ver o rosto dele, devido à escuridão do quarto. —Coma—ele diz colocando a

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