(09)
Diana narrando
Vejo uma menina toda marrenta querendo brigar com os menino por conta de bola, lógico que seria maria Júlia, minha afilhada.
Diana: ô garota, cadê minha bença? - chamei atenção dela que logo veio correndo até mim.
Maju: bença dinda. - beija minha mão contra gosto.
Diana: passei no cu não garota. - ela ri, beijo topo de sua cabeça. : tá precisando de alguma coisa?
Maju: queria uns biscoito, danoninho minha mãe parou de comprar dinda.
Diana: por que a raquel parou de comprar suas coisas? - falei p**a de raiva, raquel é aquela minha amiga que roubou dentro da minha própria casa.
Maju: não tem dinheiro. - sorri concordando.
Diana: mais tarde passo lá com as coisas, toma pra comprar bala. - dei trinta reais a ela, o que tinha no meu bolso na hora.
Merda, teria que fazer isso só amanhã, hoje seria a missão e tava todo mundo ansioso.
{...}
Do uma tragada no cigarro, na intenção que aquilo me acalme um pouco.
Sinto o cigarro ser puxado dos meu lábios e irem parar na boca do catra.
Diana: abusado do c*****o.
Catra: to nervoso irmã, vontade de cagar tá grande. - só tinha nós dois fora da van, enquanto todos estavam dentro passando de novo o plano.
Diana: ninguém vai colocar máscara, nada disso não? - pergunto até porque não vi nenhuma.
Catra: tá vendo muita la casa de papel em, tu acha que eu cortei o cabelo porque? quero aparecer bonito na televisão. - disse, logo vejo todos sairem.
Th: primeiro passo é contigo, buchinha. - piscou pra mim.
Eu não estava nem um pouco satisfeita em ser bucha no plano que era meu, iriamos roubar os caixas 24h só ficam dois seguranças, é fácil.
Entrando no banco, passo pelo primeira segurança, e pelo segundo do uma travada quando vejo uma mãe com três crianças pequenas e ela sacando dinheiro no caixa eletrônico.
Eu nunca iria deixar ai virar uma cena de guerra com criança junto, dou meia volta na intenção de avisar eles e esperar essa mulher sair do banco mas quando viro já vejo
Todos eles entrando e atirando pro alto, a gritaria o povo correndo.
Catra: qual foi deu uma travada por que? - falou chegando em mim e me passando uma pistola.
Diana: aqui tá cheio de criança cara. - falo pra ele, que da de ombros e pula pra parte do outro.
Vejo um segurança já rendido pelo loiro, e sinto braços apertarem meu pescoço.
:: você tá com eles né sua filha da p**a? - sussurra no meu ouvido, pego a arma e consigo atirar em sua perna sem nem olhar, sinto ele ficar imobilizado, mas ele atira em mim também, fecho os olho vendo que a bala não pegou em mim.
mas o berro do choro mexe mais comigo, vejo que a mesma bala atravessou e pegou um menininho, vou correndo até ele vendo os batimentos, sua camisa estava cheia de sangue.
Diana: você vai ficar bem, olha pra mim fica acordado. - tento chamar por alguém, mas vejo todo mundo ocupado. : não fecha os olhos por favor, FICA COMIGO!.
Grito, mas vejo ele fechando os olhinhos, tento estancar o sangue e vejo que foi muito próximo do seu coração.
Fico sem forças nas minhas pernas, caio deitada do lado dele, a bala era pra ser em mim e foi numa criança inocente, não consigo chorar, fica preso na minha garganta, fico em choque olhando pra aquela criança morta agora em meu lado.
Era como eu estivesse anestesiada, eu queria mas não conseguia me mexer, algo não deixava, eu ouvia os tiros, ouvia o loiro gritando, vi o catra chegar perto de mim e me balançar.
Catra: conseguimos, levanta cara, ta na hora de nós ir, os canas vão brotar,bora, bora. - me sacode, mas logo desiste sem minha resposta e corre pra fora do banco.
Sinto tapas na minha cara.
Loiro: acorda p***a, reage! - força meu maquicilar pra olhar pra ele.
Th: a mina ficou em choque, temos que vazar agora irmão. - escuto a voz dele também mas nem faço o esforço pra encarar ele.
Loiro: vamos ralar daqui.
Sinto ele tentar levantar meu corpo e me segurar me jogando em suas costas e correndo comigo assim pra fora do banco.