Isabella Narrando Acordei assustada no meio da noite, com o coração acelerado. O quarto tava escuro, só a luz da rua passando pelas frestas da janela. Respirei fundo, tentando me acalmar. Ainda tava aqui. Ainda era prisioneira dele. Sentei na cama, abraçando minhas pernas. Minha mente tava uma bagunça. Fazia pouco tempo que eu tinha chegado, mas já parecia uma eternidade. Odiava aquele lugar. Odiava Gustavo. Odiava meu pai por me vender como se eu fosse um objeto qualquer. Mas o que mais me incomodava era o jeito que Gustavo me olhava. Como se eu já pertencesse a ele. Como se ele tivesse certeza de que eu não ia a lugar nenhum. Levantei e fui até a porta, testando a maçaneta. Dessa vez, tava destrancada. Meu coração bateu forte. Seria minha chance? Saí do quarto devagar, os pés descal

