57- Gustavo

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Gustavo Narrando Depois que as mulher foi pra cozinha lavar a louça, eu fiquei ali na sala trocando ideia com o Vinícius. Moleque tava rindo sozinho, e eu já sabia o motivo. — Tá rindo de quê, pivete? — perguntei, cruzando os braços. Ele se encostou no sofá, largado, com aquele sorrisinho de quem já tava com um plano na cabeça. — Qual foi, chefe? A mina é gata, pô… e ainda mora aqui no morro agora. Tem que aproveitar as oportunidades. Eu ri e balancei a cabeça. — Tu num tem jeito mesmo, hein? Mas ó, vou te dar um papo: vai com calma. A mina chegou agora, perdeu os pais, tá se adaptando… se tu chegar com essa fome toda, vai é assustar ela. Vinícius deu de ombros, ainda sorrindo. — Tá suave, Gustavo. Sei chegar. Eu ri de novo e olhei pra direção da cozinha, de onde vinha a voz da I

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