60- Gustavo

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Gustavo Narrando Desci pro café e já tava todo mundo na mesa, só esperando a comida da dona Lídia, que sempre era daquele jeito: cheirinho bom e sabor melhor ainda. Puxei a cadeira e sentei, pegando logo um pão e um café preto, que era do jeito que eu gostava. Tava ali na minha, mastigando de boa, quando senti o olhar da Sofia em mim. Levantei a cabeça e vi que ela parecia meio sem jeito, mas mesmo assim mandou a pergunta: — Gustavo, você sabe de algum serviço em algum comércio aqui no morro? Dei um gole no café, pensando. Eu sabia que ela queria ajudar a tia nas despesas, mas o morro não era fácil. Não ia colocar a menina em qualquer lugar. — Depende, cê quer trabalhar com o quê? Ela deu de ombros. — O que aparecer... lanchonete, mercado, sei lá. Só quero um serviço honesto. Fiqu

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