33- Gustavo

1072 Palavras

Gustavo Narrando A manhã passou voando, depois de tomar café com dona Lídia e a Isabella, eu só queria cair na correria. Tava cheio de parada pra resolver, não dava pra ficar só no papo. Quando tu é o dono da boca, as coisas não param nunca, e não tem descanso. Desci pro morro e fui direto pra lá na boca, onde tudo acontecia. Tava uma tensão no ar, todo mundo correndo pra lá e pra cá. Eu, já acostumado com o ritmo, fui agilizando tudo o que podia. Não demorou muito, já fazia um tempão que eu tava lá na boca, quando o rádio estalou. A voz do vapor da contenção veio lá de dentro, me chamando. Aquela voz grave e rápida, sempre direto ao ponto: — Patrão, tem um dos polícia querendo falar contigo. Eu não gostei muito, mas sabia que às vezes o jogo era esse. Acontecia. O que importava era s

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