Maria narrando Tudo tava tão silencioso… como se o mundo lá fora tivesse colocado no mudo. Eu só ouvia o apito das máquinas, aquele som que me lembrava que eu ainda tava aqui, respirando, mesmo que com ajuda. Cada piscada era um esforço, cada pensamento, uma mistura de lembranças e arrependimentos. Quando abri os olhos e vi Isabella entrar, meu coração doeu. Minha filha. Tão linda, tão forte… e com uma dor no olhar que eu ajudei a construir. Ela se aproximou devagar, segurando minha mão com tanto carinho que fez meu peito apertar. — Mãe… tô aqui. — ela disse com a voz baixa, mas firme. Senti as lágrimas virem. Tentei sorrir, mas meu corpo m*l obedecia. Mesmo assim, eu senti algo diferente nela… um perdão silencioso. Ela não precisava dizer. Eu vi nos olhos dela. Fiquei com ela o quan

