Isabella Narrando Meu corpo ainda tava tremendo quando Gustavo saiu do quarto, deixando aquela risada irritante no ar. Meu coração batia tão rápido que parecia que ia sair do peito. Apertei os punhos, tentando acalmar a respiração. Como ele tinha coragem de me provocar daquele jeito? Como se tudo isso fosse um jogo, como se eu não tivesse sido vendida pelo meu próprio pai? Passei as mãos no rosto, sentindo meu corpo ainda quente. Ódio. Era isso que eu sentia. — Desgraçado… — sussurrei pra mim mesma, andando de um lado pro outro no quarto. Eu precisava dar um jeito de sair daqui. Ficar nesse lugar, perto dele, só ia me enlouquecer. Joguei meu corpo na cama, encarando o teto escuro. Fechei os olhos e tentei lembrar da minha mãe. Será que ela já sabia o que meu pai fez? Será que ela tava

