Mario narrando Ver aquela cena ali no hospital foi como levar uma tijolada no peito. Eu tava com minha filha nos braços, sentindo pela primeira vez o que era abraçar um pedaço meu que eu nunca pude cuidar… e aí aquele desgraçado aparece gritando. Antônio. O cara que me roubou tudo: a mulher, a filha, os anos. Ele veio pra cima como se ainda fosse dono da verdade. Como se tivesse algum direito sobre a Isabella. E ainda teve a audácia de gritar comigo, de se fazer de pai. — Você não tem direito nenhum de encostar nela, Mário! Eu criei essa menina! A vontade que me deu foi de quebrar ele ali mesmo. Mas respirei fundo. Eu não podia estragar tudo agora. Só que quando Gustavo falou — com aquele olhar de quem já tava pronto pra puxar a peça da cintura — eu vi que o negócio ia sair do control

