Eu estava tremendo e nem era por medo. Não tinha medo que meu irmão pudesse fazer algo contra mim, apesar de Antonio ter sido o irmão mais explosivo que tive, ele nunca faria algo para me machucar e eu podia ver isso em seu rosto do outro lado da rua. Ele estava tranquilo, encostado na parede, com as mãos no bolso, seu cabelo estava maior, caindo sobre a testa, os olhos fundos de cansaço e a boca numa linha fina e dura. Aquilo era triste de se ver, mas eu não tinha medo. Com um nó no estômago eu atravessei a rua, a seu encontro. Queria saber por que ele estava ali. — Onde está Sandro? - Foi a primeira coisa que eu perguntei quando finalmente estava em sua frente. Estava com a mão para trás, ainda tinha os três testes em mãos, meus dedos soavam e tremiam. — Oi para você também, irmãzi

