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1827 Palavras
Salvatore narrando Entendendo como funciona uma guerra, eu entendi que eles não queriam a Giovana e nem a Laura, Jovi não veio atrás de Laura, eles me queriam morto e era isso que eu deveria dar a eles, a minha morte. Giovana e Laura estão chorando muito em meus braços e eu confesso que derramo lagrima também, mas uma vez Giovana me disse que elas não precisavam de mim, e é verdade, elas precisam ter distancia de mim para estarem vivas e protegidas, no momento em que a minha morte for anunciada, ninguém vai querer saber de fazer m*l a elas. Pela primeira vez na minha vida eu estava tendo que sacrificar algo de verdade, algo que eu amava muito porque eu sabia que essa era a única forma de saber que os três ficariam bem e vivos. Eles não queriam saber do filho que ela carrega, se ele seria herdeiro ou não, porque por mais que Mateus tivesse a gana de querer a máfia, ele jamais iria conseguir conquistar ela, eles queriam a minha morte como forma de vingança por coisas que eles criaram na cabeça deles. — Eu te amo – eu falo olhando para ela e depois para Laura, beijo a testa de ambos. — Eu também – eu olho para ela – não nos abandona. — Seja forte – eu falo segurando no rosto dela. – por favor, seja forte por nós. As mãos dela começam a tremer e eu vejo que essa era a minha hora de me despedir. — Fica aqui – eu falo — Onde você vai? – ela fala me olhando – Salvatore. — Qualquer coisa foge – eu falo – foge — Salvatore. — Eu amo vocês – eu falo pela ultima vez as encarando. — Salvatore – ela fala chorando Eu me levanto e engatilho a arma, vou andando e me afastando dela. — Plano turques – eu falo no rádio. — Você tá louco? – Kevin fala — Plano Turques – eu respondo – e assegura que elas vão sair bem e em segurança. Eu vou atirando contra os inimigos e começa um tiroteio enorme, os homens começam a se armar atrás de mim e eu me coloco na beira do penhasco, eles começam vim em minha direção correndo e atirando mas a mira não era tão bom. Eu apenas fecho os olhos e sinto o barulho dos tiros passando por mim e eu sinto quando meu corpo é jogado pelo ar e quando abro os olhos eu vejo a Giovana me encarando e fecho os olhos sentindo o baque do meu corpo caindo no rio. Kevin narrando — Salvotore c*****o – eu falo com a mão na cbaeça – não é possível. — Meu deus – Carlos fala – vamos tirar ele de lá. — A correnteza está muito forte, vamos logo, acionem os barcos , eu vou atrás da Giovana. Eu vejo o corpo de Salvatore ser levado pelo rio e eu não consigo acreditar em uma coisa dessa, eu corro até onde a Giovana estava mas ela não está mais , nem ela e nem Laura. Merda, onde vocês estão? — Giovana e Laura sumiram, atirem em todos os carros, parem todos os carros, eles levaram elas – eu falo – não podemos deixar eles levarem elas. Eu saio correndo e atirando em todos os homens de Jovi que eu encontro, nesse momento ainda estou na adrenalina e sem acreditar que Taisa tinha me enganado dessa forma. Capítulo 98 Jovi narrando — Por favor não – Giovana fala me olhando e eu a encaro. — Por favor? – eu falo rindo – você realmente acha que vou ter misericórdia de vocês. — A gente não tem nada haver com isso, por favor – ela fala – nós estamos só querendo fugir, vocês nunca vão ouvir falar de nós três. — Eu jamais deixaria vocês vivam – eu falo — Por favor – ela fala implorando – pelas crianças, por favor. — Eu jamais – eu engatilho a arma. Eu abro um sorriso em meu rosto e aponto a arma para ela, a mesma começa a chorar abraçando forte a Laura em seus braços, eu jamais deixaria a mulher de um inimigo viva, eu jamais seria capaz disso, de abrir mão de matar, ele iria sentir a dor de ver elas mortas. — Vocês já mataram ele – ela fala chorando e Laura chorava também – o que vocês mais querem? – eu a encaro — O que você disse? — Ele está morto – ela me olha – ele está morto – ela grita. — Jovi – meu rádio começa apitar — O que foi? — Salvatore está morto – ele fala no rádio, era a voz do Mateus. — Papai – Laura fala pulando no colo dela – apapi, meu paai tá morto? – ela começa a chorar e Giovana começa a se desesperar tentando acalmar ela. Eu encaro pela primeira vez a Laura na minha frente, ela chorava muito desesperada por causa do seu pai, então a Giovana me encara. — Ele não é seu amigo, Mateus não é seu amigo, ele vai continuar a guerra contra você – Giovana fala – ele não vai te proteger e nem mesmo te dar nada. Ele sempre quis apenas o poder. — E porque eu deveria confiar em você? — A pessoa que é capaz de me enganar durantes anos, acabar com a própria família, acha que você pode confiar nele? – ela pergunta – olha para ela, nós sabemos a resposta de tudo, olha para Laura, deixa eu fazer ela feliz, ela já perdeu a Jamily a mãe dela. — Minha mamãe – Laura fala chorando e eu a encaro. — Ela perdeu o pai, ela só tem a mim – ela me olha – infelizmente, ela só tem a mim. — Felizmente ela tem a você – eu falo olhando para ela – vai embora, anda – ela me encara – levanta e vai embora, antes que alguém te encontre, se alguém da máfia mexicana te pegar, você é trancafiada e usada, por causa do herdeiro que carrega, foge. Ela não pensa duas vezes e eu encaro Laura em seus braços, a sduas saiem correndo em direção a uma luz vermelha, eu passo a mão pela minha cabeça. — Cadê elas? – Mateus pergunta — Fugiram. — Como fugiram? – ele fala nervoso — Elas fugiram – eu respondo — Como fugiram? Você está maluco, seu filho da p**a. — Teu irmão ta morto, não tá? — Eu precisava dela – ele fala – porque eu iria jogar aos quatro ventos que o filho era meu. — Mas ele não é. — Mas eu ia – ele fala – eu vou – ele sai passando por mim – encontrar ela. — Você não vai – ele se vira e eu atiro em seu peito. — Jovi – ele fala tentando apontar a arma para mim ma eu atiro em sua mão – você não vai fazer m*l a nenhuma das duas. — Seu filho da p**a – Mateus fala caindo e eu continuo atirando nele. Quando eu termino de atirar nele e me viro, dou de cara com Kevin atrás de mim. — Encontra a Taisa no inferno filho da p**a – não deu tempo nem de reagir, ele fala e atira em mim e eu caio no chão e apago. — Capítulo 99 Kevin narrando Eu vejo o corpo de Jovi cair no chão com tudo, Mateus também já estava morto. — Todos mortos – eu falo para Adão. — Conseguiram tirar Salvatore do Rio. — Vivo? – eu pergunto — Ainda não sei – ele fala — Ninguém pode saber do estado dele – eu respondo – ninguém, entendeu? — Sim – ele fala — Eu vou atrás da Giovana. Eu saio correndo atrás dela e quando chego perto, o carro já tinha sumido, tinha ficado apenas o colar de Laura no chão, eu respiro fundo e de uma forma eu sei que agora ela estaria em segurança. — Peitra? – eu falo ligando para ela — Fala – ela fala – Porque está me ligando Kevin? — Preciso da sua ajuda agora – eu respondo – O plano Turques aconteceu. — Certo – ela fala – e ela já saiu dai? Giovana já saiu? — Já – eu respondo — A onde está Salvatore? – ela pergunta – ond eestá o meu irmão? — Ainda não sei o estado dele, preciso que auxilie a Giovana em tudo que precisar, leva ela para Nova York como Salvatore tinha decidido levar. E lembre-se apenas eu e você sabemos disso e mais ninguém, somos as únicas pessoas que ele confiava a vida de Laura e agora de Giovana e da criança. Você sempre foi a guardiã de Laura, escolhida por ele, eu sei que ele errou Pietra, mas protege ela. — Pode deixar – ela fala – eu irei proteger ela , eles – eu sinto que sua voz está chorosa. – e Mateus? — Está morto. — Meu Deus – ela fala – Salvatore não pode morrer. — Protege elas, faz o que o seu irmão pediu , por favor. — Fique tranquilo – ela fala – estarei esperando por elas no endereço que Salvatore me passou.. — Obrigado, qualquer coisa você me liga e não passa informação nenhuma a ela. — Eu não irei – Pietra fala. Eu desligo a chamada e saio andando em direção onde estava o corpo de Salvatore, doutor Vinicius tentava reanimar ele e eu me afasto. Salvatore tinha planejado tudo isso nos mínimos detalhes e ele achou que poderia sair vivo do plano Turques mas também sabia que poderia sair morto por qualquer outro motivo, então deixou tudo pronto para que isso acontecesse, Giovana estaria em boas mãos, estaria com Pietra e Laura a reconheceria. Eu saio andando sem rumo por todos os lugares até que encontro o corpo de Taisa que eu mesmo tirei a vida dela, eu me abaixo até ela e vejo ela ainda com os olhos abertos, eu fecho os seus olhos e a encaro. — Apodreça no inferno sua v***a – eu falo nervosa — Kevin – meu pai fala — Minha mãe sempre teve razão em odiar ela. — Sua mãe pode ser a cobra que for, mas ela sabe quando não gosta de uma pessoa. — Eu preciso de um tempo – eu me viro vendo o doutor Vinicius se aproximando. – E ai? Ele me encara em silêncio e eu vejo todos os homens e segurança de Salvatore, abaixando as armas e tirando os coletes e os chapéus que tinha como proteção. — Não pode ser – eu falo olhando para aquela cena toda. Eu dou um grito alto e jogo a arma longe. — Calma – Vinicius fala colocando a mão sobre o meu ombro – O plano foi um sucesso – eu encaro ele.
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