Giovana narrando
4 meses depois...
Eu estou com 38 semanas, morando em Nova York junto de Laura e de Pietra, a morte de Salvatore nunca foi confirmada por ninguém, era um mistério para todos, até porque eu mantinha contato com Safira, no fundo do meu coração eu esperava por ele todos os dias, todos os dias a noite eu esperava por ele.
Eu estou na escola de dança que eu fundei nesses quatro meses em Nova York com o dinheiro que ele tinha deixado separado, uma escola pequena e toda noite eu vinha dançar esperando me virar e encontrar ele , mas toda noite durante esses quatros meses eu o esperei e ele nunca veio.
Mas a minha esperança nunca iria acabar, eu sei que um dia eu iria me virar e encontrar ele me olhando e por mais que ele não tivesse aqui fisicamente, era só eu fechar os olhos que eu me lembrava da primeira vez que ele me viu dançando na escola e abria um sorriso automaticamente.
Flash black onn
Eu quase perco o equilíbrio vendo ele ali, mas consigo me equilibrar, eu fico girando até o meu corpo parar e vendo ele cada vez que eu virava para ele, quando enfim meu corpo para, eu fico paralisada vendo ele se aproximar perto de mim.
A ultima vez que eu senti algo assim, foi quando me apaixonei pelo pior homem do mundo.
— Eu fico feliz que você tenha gostado das rosas vermelhas que eu te mandei – ele fala apontando para as rosas e eu encaro as rosas e depois ele.
— Foi você? – eu pergunto
— Foi. Não desconfiou? – ele pergunta
— E porque você me mandaria flores? – eu pergunto para ele – é meio estranho, quando você é casado e eu sou a professora da sua filha.
— Para te agradecer por ontem.
— E o que você faz aqui agora?
— Você esqueceu sua mochila – ele fala apontando para trás.
— E você veio trazer? Porque?
Flash black off
Eu danço de olhos fechados lembrando daquele dia e paro no meio da musica, no meio da sala com uma dor forte em meu coração, era como se eu tivesse algo relacionado a Salvatore.
Era como se eu escutasse ele me chamando, me pedindo socorro, eu começo a passar m*l e sinto uma dor na minha barriga, eu arrumo as minhas coisas e subo para o andar de cima onde era a nossa casa já que a escola era embaixo do apartamento.
— Pietra me ajuda – eu falo
— O que ouve? – ela pergunta
— O bebê vai nascer.
— Agora?
— Agora – eu respondo dando um grito
— Mamãe – Laura fala
— Estou bem, o maninho vai nascer – ela me encara com os olhos brilhando.
Mas ao mesmo tempo eu sentia uma dor forte no coração, era como se algo paralelo com o nascimento estivesse acontecendo.
— Está doendo muito – eu respondo
— Vou chamar o médico – ela fala – o medico que o doutor Vinicius indicou.
— Rapido – eu falo
— Vamos para o hospital..
— Não, eu vou ter em casa – ela me encara
— Voc~e está maluca?
— Não quero que ninguém saiba que estou dando a luz a esse bebe.
— Você está certa mas é perigoso.
— Vai dar tudo certo – eu falo dando um grito de dor.
Eu me deito no sofá agarrando as guardas e me revirando a cada contração, eu fecho os olhos e era como se eu sentisse Salvatore comigo.
Kevin narrando
São 4 meses que ele está em coma e 4 meses estou preservando seu estado, para todos ele está viajando e arquitetando uma nova sede, mas para quem sabe, ele está aqui em coma.
— Ele está levemente alterado hoje – Vinicius fala
— Isso é perigoso? – eu pergunto
— Não sei, pode ser que ele queira acordar – ele fala
— Toamre – eu respondo
Salvatore começa a se agitar sem parar, os batimentos começa alterar e Doutor Vinicius e outros enfermeiros começam a fazer vários procedimentos, o corpo dele dava pulos na cama e o som de sua voz saia, chamando Giovana, parece que ele está sentindo algo.
— Giovana está dando a Luz, Pietra acabou de me ligar.
— E Salvatore está agitado dessa forma? – eu pergunto
— Parece que ele está sentindo – Vinicius fala – vamos ter que sedar ele ainda mais para ele se acalmar.
— Ele não tem chance de acordar?
— Dessa forma não é bom que ele acorde – Vinicius fala.
Eu respiro fundo.
Era horrível ver meu primo nesse estado.