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1828 Palavras
Capítulo 48 RK narrando Eu olho para Ph me dando conta do que ele estava me acusando, eu o encaro fervendo de ódio. — Você tem noção do que está me acusando? – eu pergunto para ele. — Eu te fiz uma pergunta – Ph fala – você matou ele ou não? — Primeiro você vem com uma conversa estranha de que a nossa mãe – ele me interrompe. — Ela é um traidora, ela admitiu isso para mim – ele fala – isso e muito mais coisa, tanto ela como Marta começaram uma discussão sem fim, e ela foi clara quando disse, que a nossa mãe matou o nosso pai porque ele tinha descoberto tudo. — Você realmente acha que se eu soubesse de tudo isso, eu iria está tranquilo aqui p***a? — Eu não sei até onde vai a tua ganancia por esse morro – ele fala — Como assim? – eu pergunto – vocêa cha que eu matei o nosso pai para ficar no comando? — Me conta a verdade. — Eu já disse que não sei de nada p***a – eu falo dando um soco na mesa – Cadê elas? Onde elas estão? — Em um lugar seguro de você – ele fala — Um lugar seguro de mim? — Sim – ele responde – você é totalmente explosivo e não pensa em ninguém e nem nas consequencias. — Você entra na porcaria da boca dizendo que eu posso ter matado o nosso pai para proteger a nossa mãe que ela é uma traidora e quer que eu seja o que? Comece a rezar uma ave maria aqui com você? — Eu te fiz uma pergunta, porque eu sei que você é capaz disso – ele fala apontando para mim. — Mas eu não fui capaz disso Pedro Henrique. – ele fala – eu posso já ter feito muita coisa, mas jamais mataria o nosso pai para proteger traição nenhuma e eu ordeno que você me diga onde as duas estão. — Você não ordena nada – PH fala – porque eu também comando esse morro com você e você sabe muito bem que o nosso pai deixou claro, que não existiria chef ou sub, a gente comandaria junto – ele me encara – então, não, da mesma forma que você não quer dizer onde você escondeu a Heloise eu também não vou dizer onde está as duas. — Heloise? – eu pergunto – que merda tu tá falando? — Você acha que eu sou i****a e não sei que você está com ela? – ele fala rindo – eu te conheço muito mais do que você imagina e para mim Henrique você é totalmente previsível. — Você está me traindo. — Não – ele fala me encarando – você que me traiu a muito tempo e nem pensa. — É sério isso Ph? – ele pergunta — Você não manda em mim e eu mando junto com você nesse morro – ele fala me encarando – e agora você não vai mais fazer as coisas do seu jeito, porque do seu jeito é totalmente errado. — Quem me acusou de assassinato foi você – ele fala — Me de um motivo para eu mudar de ideia? – ele fala e eu o encaro. — Se eu descobrisse que a nossa mãe era uma infiltrada no morro da policia, eu teria matado ela – eu falo — Será mesmo que você mataria a sua mãe? — E porque eu não mataria? – eu pergunto para ele e ele me encara. — Porque você não é filho biológico do nosso pai – ele fala e eu encaro ele engolindo seco – sendo assim, quando ele descobriu tudo, você não tomaria posse do morro como você sempre quis. – ele me encara e eu fico calado e ele abre um sorriso de canto – não precisa dizer mais nada, você o matou. — Ele era um monstro – eu falo dando um soco na mesa – você não tem noção das coisas que passamos. — Eu não estou te julgando por ter matado ele – ele fala – e sim por ter escondido de mim, até porque somos uma dupla, somos irmãos – eu o encaro – e agora Henrique, eu perdi totalmente a confiança em você, porque você nunca confiou em mim. — Ph fala sério – eu falo para ele. — Você não merece minha admiração e nem minha confiança – Ph fala saindo da sala. Eu começo a chutar tudo. Porra. p***a!!!!!!!!! Eu não acredito que isso tinha acontecido e que essa discussão tinha acontecido, quando a minha mãe procurou ajuda contando tudo que tinha passado e falando que eu realmente não era filho dele e que ele mataria nos dois, ele entrou pela porta armado xingando a minha mãe de tudo que era coisa e eu não pensei em duas vezes e dar um golpe nele e fazrr ele cair no chão, Ph não estava em casa e estava no alemão, eu e minha mãe recriamos a cena toda da morte dele e eu como filho mais velho ficaria responsável por toda a investigação que tivesse. Só que agora tudo desandou e Ph está furioso comigo. Capítulo 49 RK narrando Eu ando atrás de Ph por todo o morro e não o encontro, Lk estava sentado com Matarindo e eu me aproximo. — Cadê Ph? – eu pergunto — A gente não viu – Lk fala — Nada? — Não – Matarindo fala – ele saiu aquela hora lá e depois disso a gente só viu ele passando de relance — Me avisa se ver ele. Eu vou até a casa onde ele e Jessica estão morando, bato na porta e Jessica abre — Cadê o Ph? – eu pergunto entrando — Na cozinha – ela fala e eu passo – boa noite, tudo bem com você? Educação é bom. — Pedro Henrique precisamos conversar – ele me encara. — Vai embora – ele fala – quero papo contigo não. — Precisamos terminar o que começamos na boca – eu falo — Vai fazer o que? Vai continuar falando o que? – ele pergunta – to cansando de você Henrique, cansado da sua ganancia e da forma de você lidar com todos os problemas. — Até agora você não tinha reclamado. — Mas agora eu estou – ele fala – até porque eu sei porque você está agindo dessa forma, está com medo, medo de perder tudo. — As coisas são muito além do que eles contaram. — E porque você nunca abriu a boca para falar? – ele pergunta – porque não confia em mim? — ;O que está acontecendo aqui? — Vaza – eu falo — Naõ – Ph fala – ela não vai vazar, quem vai vazar aqui é você, ela é minha esposa e está esperando um filho meu e ela vai ficar. Eu olho para Jessica e depois olho para Ph. — Eu matei ele sim – eu falo – matei porque ele sempre maltratou a nossa mãe desde que casou com ela, nossa mãe quase morreu no seu parto porque ele bateu tanto nela, eu tinha quatro anos de idade Pedro Henrique mas me lembro daquela cena como se fosse hoje, nossa mãe chorando de dor e nosso pai podre de droga batendo nela. – Jessica nos encara – a vida toda foi assim, na frente a família feliz e por trás, ela era maltratada, ele batia nela todas as noites mas era claro, você não lembra, ele morreu você tinha 14 e eu tinha 18 anos, ainda não entendia tudo da vida. — E porque nunca me contou? – ele pergunta — A nossa mãe pediu, porque você sempre teve uma imagem boa dele, ao contrário de mim – eu falo – ela não queria que você tivesse outra visão dele, e ao contrário do que você pensa, eu não estou comandando esse morro por ganancia e sim para proteger a minha família de todo m*l, nossa mãe errou muito e a qualquer momento alguém pode querer vingar tudo. — Quem é o policial infiltrado todos esses anos? — Eu não sei – eu falo – como também não sei quem é o meu pai biológico, e também não quero saber porque não me faz falta, mas se você quiser, você pode comandar o morro sozinho. — Eu não quero o comando do morro – Ph fala me olhando – eu quero que você confie em mim, porque também sou digno de saber tudo. — E eu estou aqui te contando – eu respondo – tudo que eu sei, Antonio não é apenas um traficante de drogas ou trabalha com desmanche de carros roubados, ele é algo muito pior e ele pode causar um perigo enorme para Heloise, porque ele sabe de toda a verdade. — E se ele for o policial infiltrado? – Jessica pergunta — Como? – eu pergunto — Não – Ph fala — Vocês estão burros – ela fala – se tem um policial infiltrado aqui a tanto tempo e se existe um pacto, o policial infiltrado aqui o tempo todo é Antonio, tem bastante logica nisso. Eu e Ph encaramos Jessica sem reação, porque ela pode ter desvendado tudo em segundos , o que a gente não desvendou a vida toda. — Pera ai – eu falo — Pera ai nada – Jessica fala – Antonio está aqui a muito tempo e desde que ele está no morro tudo dar errado, a mãe da Heloise fugiu com ela de um dia para o outro, sendo que existe o segredo que envolve a Heloise nisso tudo, minha mãe sempre disse que não era para tocar nesse assunto que Antonio era muito pior, a verdade é que – ela me encara – você é filho do Antonio Henrique e a Heloise é filha do seu pai , existe uma troca. — Jessica – Ph fala — Essa é a verdade e vocês discutindo agora faz todo sentido – ela fala – a sua mãe e a minha Pedro Henrique sempre discutiram por um homem, vira e mexe, esse homem era Antonio, onde a minha mãe foi amante dele e a sua mãe também, porém , a mãe de Heloise se casou com ele por causa da troca de uma divida, fugiu para proteger a filha e não foi ela que vendeu Heloise, foi Antonio que matou a mãe dela quando enfim encontrou elas e vendeu a própria filha para um prostibulo, a história da mulher do carioca também tem envolvimento nesse rolo, porque após fugir do morro ela se envolveu com Kaique, o braço direito de Antonio que na verdade é um subordinado de Antonio, porque ele é o policial infiltrado e que comanda tudo, entenderam? – ela pergunta – como vocês foram burro e não desvendaram tudo isso? – ela pergunta nos encarando – já posso assumir no lugar de vocês.
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