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1510 Palavras
Capítulo 54 Antonio narrando Hoje era o grande dia, o dia em que a gente invadiria os morros, a rocinha seira surpreendida, a gente entraria pelos tuneis e no morro da maré Carioca seria surpreendido do nada, porque estaria com o nosso infiltrado junto. — Você vai para maré – eu falo para Kaique que me encara. — Vou fazer isso – ele fala – já está tudo pronto. — Perfeito. Eu esperei muito tempo para isso, eu esperei muito que eu destruísse tudo e todos, eu estava cansado desses traficantes filhos da p**a achando que era dono do mundo e da razão, Kaique queria a heloise mas por mim ela seria morta também. Eu não tinha ódio de uma única pessoa, eu tinha ódio de todos, de todos que já passaram pelo meu caminho, de todos que já tentaram me derrubar ou atrapalhar os meus planos. Agora seria Adeus a todos eles. Flash black onn Heloise chorava muito e eu não conseguia dormir com seu choro, eu vou até o quarto e ela estava com a Heloise sobre o colo tentando aclamar. — Essa criança não cala a boca – eu entro nervoso. — Eu estou acalmando – ela fala nervosa. — Não está – eu falo pegando Heloise do colo dela e jogando no berço e tiro a arma da cintura. — Não – ela fala atravressando – Heloise é apenas uma criança, um bebe, não tem culpa de nada. — Eu não aguento mais essa criança chorando dia e noite nos meus ouvidos – eu falo nervoso – eu não aguento mais. — Para – ela fala nervosa – por favor , para – ela pega Heloise e consegue sair correndo de casa. — Vagabunda – eu grito. Eu não suporto essa criança e nem essa mulher mais na minah vida, eu tinha que dar um jeito de acabar com tudo e prender esses filhos da p**a e me livrar dessas duas. Flash black off Mais uma vez eu tento ligar para Marta mas cai na caixa postal e nada dela aparecer pela casa, eu já tinha certeza que eles a pegaram e a colocaram em algum lugar naquele morro. — Você tem certeza que Heloise está no morro? – Kaique pergunta — Fui informado disso – eu falo – fui informado que ela está zanzando no morro normalmente, irei trazer ela para você fique tranquilo. — E Carioca? – Kaique pergunta — Será surpreendido – eu falo sorrindo – será surpreendido e vai pagar caro por tudo que ele fez com a Brenda. Ele vai pagar caro por tudo que fez com ela. — É para matar ele? – ele pergunta — Não – eu respondo – vamos levar ele para cadeia e lá torturamos ele até a morte. — Perfeito – Kaique fala. A gente começa a entrar nos carros para ir em direção aos galpões, o Kaique pega os homens e vão em direção ao morro da maré. É guerra, agora é guerra!!! Chegamos no galpão e assim que entramos somos surpreendidos, estava tudo soterrado. — Filhos da p**a – eu falo e alguns homens entram mais para frente, quando eles entram começa a explodir tudo e tinha muitas minas no chão – foge – eu grito – foge. Saimos todos correndo e entramos dentro dos carros novamente, esses filhos da p**a destruíram os meus tuneis. — O que vamos fazer agora? – um dos meus homens pergunta. — Vamos entrar para atacar pela entrada. — Mas perdemos alguns homens. — Que se dane – eu falo – que se dane, vamos entrar. Capítulo 55 Heloise narrando Era de madrugada quando eu me levanto da cama sem sono e escuto barulhos no andar de baixo da casa , eu desço vendo Jessica sentada na mesa da cozinha mexendo no celular, ela não me ver. — Eu preciso achar a minha mãe – Jessica fala repetindo milhões de vezes. – eu preciso achar a minha mãe. Eu penso em ir falar com ela mas a mesma estava tão concentrada e pensativa, eu desisto e viro as costas, mas depois escuro seu choro abafado e me viro. — Jessica? – eu pergunto e ela me encara – está tudo bem? — Porque não estaria? – ela pergunta — Você está falando da sua mãe e chorando baixo. — E você se importa? – ela pergunta — É claro que eu me importo com você. — Não, você não se importa, a minha mãe pode ser morta e a culpa é sua, a culpa é sua. — Minha culpa? – eu pergunto para ela – eu não fiz nada Jessica, sou tão inocente e vitima nessa história quanto você. — Mentira – ela grita e se levanta – se você não tivesse voltado para o morro nada dos segredos tinham vindo a tona, ela não tinha ficado com medo de ser pega e não tinha procurado a Alice. — Jessica, eu não tenho culpa de nada, você é minha prima e minah irmã, eu amo você mais do que tudo nessa vida. — Chega – ela fala me encarando – eu odeio você Heloise – ela me encara – eu odeio você e eu não consigo olhar para você e ver verdade. — Jessica, por favor, entende o meu lado, eu nunca quis o m*l da sua mãe e nem o seu, eu nunca soube nada desses segredos, eu nunca soube nada – eu repito — Estou cansada desse seu papinho furado – ela fala – sua prostituta, v***a e vagabunda. — Eu não vou discutir com você – eu olho para ela – você está grávida e nervosa e sei que você não quer fdalar isso. — Vai embora – ela fala – vai embora da minha casa, você prejudicou a minha vida e a vida da minha mãe. — Eu vou – eu olho para ela – a casa é sua, quando você tiver mais calma a gente conversa. Eu me viro e ela não fala mais nada, eu saio da sua casa no meio da madrugada sem saber para onde eu iria, confesso que fiquei chateada com as palavras dela em me culpar por tudo. Como era difícil as pessoas entenderem que eu também sou uma vitima? E que eu fui usada por todos depois da morte da minha mãe e que até mesmo ela tinha sido morta e tirada de mim, as lagrimas desce sobre o meu rosto, eu saio andando pelo morro totalmente sem direção e sem saber para onde ir. Eu me sento em uma calçada e fico ali, acendo um baseado que eu tinha na minha jaqueta , já que eu iria ir até o lado de fora fumar porque não conseguia dormir. Eu sei que não era a melhor pessoa do mundo e nem mesmo um exemplo para ninguém, mas me conduziram a tantos erros e eu sempre quis fazer diferente. Quando comecei o meu curso de direito eu achei que estaria mudando a minha vida, entrei naquele curso toda feliz, com tantas expectativas, achando que conseguiria me formar e me livrar de tanta coisa e de tantas pessoas, mas foi ai que Kaique começou a virar comigo, ciúmes atrás de ciúmes e mais uma vez eu senti que eu tinha que fugir, mas não sabia como. — Ei – Henrique para na minha frente e eu encaro ele com as lagrimas descendo sobre o meu rosto – está chorando? — Sim – eu falo chorando — Porque? – ele pergunta — Eu não tenho ninguém – eu falo chorando muito – minha melhor amiga e minha prima me expulsou da casa dela porque disse que eu vim estragar a vida dela, que sou culpada pela mãe dela talvez ser uma traidora e que se ela morrer é minha culpa, mas ninguém consegue entender que eu fui usada a vida toda por todos – ele se abaixa na minha altura e passa as suas mãos sobre o meu rosto – agora eu não tenho nem onde dormir. — Você pode dormir na minha casa – eu levanto meu olhar para ele e ele abre um sorriso discreto. – se você quiser, te ofereço até a minha cama. — Você é muito engraçado. – eu olho para ele estreitando os olhos. — Só queria te ver sorrir um pouco – ele fala sorrindo e eu acabo sorrindo para ele – vem vamos, a Heloise que eu conheço não ficaria chorando aqui na madrugada, estaria arrumando barraco com alguém, anda problema, você sabe que é só problema né? — Para que humilhar? – eu me levanto e ele abre um sorriso. — Fica tranquila, Jessica está nervosa com a graviez e com todos os fatos – ele fala – logo ela fica mais tranquila e te pede desculpa, vocês são primas e melhores amigas. — Eu sei disso e eu entendo ela, mas sei lá – eu falo — Vem vamos, vamos sair daqui, está ficando frio – ele fala pegando na minha mão e vejo ele pegando na minha mão.
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