CAPÍTULO 40 Maju narrando Alguns dias tinham se passado desde a morte da minha mãe. Eu ainda não conseguia dizer que estava bem. Na verdade, eu nem sabia mais o que significava estar bem. Mas estava tentando. Por Luiza. Naquela tarde, ela estava sentada à mesa da cozinha, completamente concentrada em um desenho que ocupava praticamente a folha inteira. Já passava das seis quando ouvi a porta se abrir. Antes que eu pudesse perguntar quem era, ouvi a voz da Gabriela. — Tia Gabriela! Luiza largou o lápis e correu pela cozinha, abraçando a amiga. — Oi, meu amor. Gabriela se abaixou para abraçá-la também. — Eu vim saber se você quer dormir lá em casa hoje. Os olhos de Luiza se iluminaram. — Obaaaa! — Não — falei imediatamente. — Você vai atrapalhar sua tia. — Vai nada! —

