Monique Narrando Eu já rodei esse apartamento inteiro umas dez vezes. Não tem como parar. Não tem como respirar. Amanda não sumiria assim. Ela não some. Ela avisa. Ela dá sinal de vida. Ela grita até quando a unha quebra. E agora, nada. — c*****o, Amanda… onde você se meteu? O celular dela desligado. A academia já fechou. Liguei. Liguei de novo. Nada. Liguei pra recepção, pra um aluno que conheço, pra gerente, até pro porteiro. Ninguém viu nada. Ninguém sabe de nada. “Ela saiu normalmente.” “Não parecia estranha.” “Ela tava com a roupa rosa de sempre.” Mas eu sei. Eu sinto. Tem alguma coisa errada. Eu liguei pro capitão pra pedir ajuda, minha voz já tremia, as palavras saindo atropeladas, o coração disparado. Enquanto eu falava, o Neno andava de um lado pro outro no corr

