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878 Palavras

Monique Narrando A porta ainda tremia do último toque. A sombra dele tinha sumido. O portão fez aquele barulho seco, metálico. E o silêncio que ficou depois disso parecia um soco no estômago. Eu me joguei no sofá, ofegante. As mãos tremiam. O coração ainda batia no ritmo de um tiroteio. Diego tava parado na frente da porta, ombro subindo e descendo, igual um touro prestes a explodir. E eu sabia… eu sabia que se eu não tivesse segurado, ele teria matado o Bruno ali mesmo. Na sala da minha casa. Com a minha arma. E a minha vida junto. — Eu não tô conseguindo mais segurar isso, Monique… — ele falou baixo, mas com aquela voz carregada. — Eu tô ficando doente por tua causa. Levantei os olhos pra ele. Doente? Eu também tava. p***a, eu também tava. Mas a diferença é que eu ainda tentava f

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