Noah: Oi Any. – subindo o olhar para a cacheada que os olhava com um sorrisinho maroto.
Any: Oi Noah. – pôs o cabelo atrás da orelha. – Oi Josh.
Josh: Oi. – mordendo o lábio. – Como se sente?
Any: Bem, obrigada. – sorriu de leve.
Beauchamp a encarava tão profundamente que sentia o olhar dele queimando em sua pele.
Josh: E aí loira? – disse a Sina.
Sina: Beleza Josh? – sorriu.
Josh: Mais ou menos. – voltou a olhar Any.
Ela notou e procurou ignorar, sentou-se em uma cadeira vazia.
Noah: Não vai me contar mesmo o motivo da felicidade? – arqueou a sobrancelha e Sina riu alto.
Sina: Ah amor, a Any me nomeou a nova capitã. – disse sorrindo alegre.
Noah: Sério? – encarando as duas.
Any: Sim, eu confio muito na Sina e não podia continuar a frente, por motivos óbvios, então é isso.
Noah: Meus parabéns meu amor. – dando um beijinho nela.
Joshua continuava parado, sem acreditar, Any tinha mesmo desistido da torcida?
Sina: É temporário, só durante o tempo de a bebê nascer e a Any se recuperar do parto. – roubando o refrigerante do namorado. – Daí coloquei a Sofya pra ser minha vice capitã.
Josh: Imagino como ela deve estar se sentindo agora. – rolou os olhos. – Deve estar se achando hein?
Sina: Não dúvido nada, mas ela é boa no assunto e não tinha ninguém melhor que ela, depois de mim e da Any ela é a melhor sem dúvidas. – disse sincera.
Noah: Acho que tem alguém te procurando Any. – apontou e a cacheada se virou curiosa.
Any: É o Pedro! – abriu um sorriso ao ver que ele acenava com as mãos.
Joshua ligeiramente fechou um bico enorme, o que aquele i****a queria com ela? O rapaz se aproximou da mesa com um sorriso singelo nos lábios.
Pedro: Boa tarde! – disse simpaticamente ao se aproximar.
Any: Olá! – dizia sorridente. – Tudo bem? – perguntou satisfeita enquanto observava Josh se remoer de raiva.
Pedro: Muito bem linda. – se agachou. – E essa princesinha, como anda? – acariciando a barriga dela.
Joshua bufou de raiva, como o deixava mexer assim na barriga dela? Que merda, dava a impressão que ele era o pai!
Any: Vai muito bem. – mordeu o lábio, enquanto ele ainda acariciava sua barriga.
Josh: Já chega meu caro. – disse irritado. – Não precisa ficar esfregando a barriga dela desse jeito.
Any arregalou os olhos com a grosseria do pai da sua filha.
Any: Josh... – disse entredentes. – Por favor!
Josh: Como? Eu não posso nem encostar na sua barriga sem sua permissão e esse bocó chega aqui e fica se esfregando como se fosse o pai da minha filha! – enfatizou com cara de poucos amigos.
Noah: Relaxa aí parceiro. – disse enquanto Sina o abraçava pelos ombros.
Any: Josh, não seja grosseiro. Pedro é meu amigo. – sibilou efusiva. Joshua cruzou os braços e tomou outro gole de sua bebida, se controlando para não jogar o copo na cabeça de Sampaio. – Oh meu Deus. – disse ao notar sua gafe. – Que m*l educada, nem os apresentei. – sorriu sem graça. – Noah, esse é Pedro. Pedro, esse é Noah.
Noah: Prazer cara. – estendeu a mão.
Pedro: Prazer é meu. – sorriu simpático, ainda meio receoso com Josh quase o engolindo com os olhos ali.
Any: Bem, o Josh e a Sina você já conhece.
Pedro: Sim já conheço, como vão? – perguntou sentando em uma cadeira, ao lado de Any.
Josh: Estávamos muito melhor antes de você chegar. – disse sorrindo falsamente.
Pedro se entreolhou com Any e ela sorriu sem graça, como se estivesse pedindo desculpas, ele entendeu e assentiu. Josh cerrou os punhos, eles estavam trocando códigos na sua cara?
Sina: Não liga para ele Pedro. – piscou. – Está com ciúmes.
Pedro: Eu não o culpo, faria o mesmo se namorasse a Any... OPS, ele não namora mais. – deu um sorrisinho debochado e Joshua se segurou para não lhe socar ali mesmo, maldito! – Mas então Any? – voltou-se para encarar a garota. – Já almoçou?
Any: Não, íamos almoçar agora. – respondeu encarando a amiga.
Pedro: Podemos almoçar juntos? – perguntou esperançoso.
Any: Claro. – respondeu claramente.
Joshua negou com a cabeça, que idiotice eram aqueles dois juntos? Que merda!
Josh: Hunf. – se levantando. – Noah, depois a gente se fala, estou indo. – pegou sua coca-cola e saiu, jogando uma expressão de deboche para aqueles dois. Que se fodam!
Sina: Bem. – tentando descontrair. – Vamos pedir?
Pedro: Claro. – sorriu vitorioso ao ver Joshua se afastar e indo até duas meninas. – Parece que agora ele está bem acompanhado. – apontou.
Any se virou para olhar e viu-o abraçando duas garotas e andando com elas, uma do lado e outra do outro. Droga!
Any: Vamos pedir logo, que eu estou morrendo de fome. – disse tentando ignorar o nó sufocante que tinha na garganta.
Eles resolveram pedir o almoço de uma vez, almoçaram em um clima até agradável, Pedro tentando fazer Any rir a todo momento. A tarde passou sem mais acontecimentos importantes.
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Á noite, Sina e Any viam a novela, Sabina rolava os olhos enquanto aguentava todo aquele drama mexicano, odiava novelas. Melissa via seus e-mails, ainda estava com um bico do tamanho do mundo pra cima de Sina, que não entendia absolutamente nada daquela p*****a, mas vindo de Melissa ela não se admirava de mais nada.
Sina: Ain o Joaquim Miguel é tão lindo! – dizia com os olhinhos brilhando, enquanto admirava o ator.
Sabina: Se tivesse umas tatuagens eu pegava... – dizia olhando as unhas. – Está muito limpinho.
Any: Se gosta tanto de tatuagens por que não faz em você?
Sabina: Eu tenho cinco tatuagens. – disse orgulhosa. – Mas você diz tipo, encher o corpo? – Any assentiu. – Não. Eu sou uma pessoa moderada, inclusive iria ofuscar minha beleza. – piscou se achando.
Any e Sina gargalharam alto.
Any: Eu acho que não tem espaço nesse quarto para você e seu ego Sabina. – riu, mas parou de rir ao sentir uma pontada no pé da barriga, bastante forte. – OMG! – levantou a blusa e acariciou a barriga.
Sina: O que foi Any? – preocupada.
Any sorriu e mordeu o lábio ao notar o que acabara de acontecer.
Any: Ela mexeu! – com os olhinhos brilhando.
Sina: Mexeu? – abriu um sorriso. – Sério? – Any assentiu. – Oh meu Deus, me deixa sentir... – se aproximando e colocando a mão na barriga da amiga.
Any: Aqui. – arrumou a mão de Sina no cantinho. – Ela está mexendo de novo Sina! – com os olhos embargados de emoção ao sentir sua filhinha se mexer, sentia um misto de emoção misturado com alívio por saber que ela era uma criança ativa.
Sina: Nossa, ela é forte! – arregalou os olhos. – Sente aqui Sabina! – chamou a morena que correu e ainda conseguiu pegar os últimos movimentos da pequena.
Sabina: c*****o! – com um sorrisão. – Isso não dói não?
Any: É estranho, eu até me assustei quando senti. – ainda acariciando a barriga. – Nossa, é muito boa à sensação. Saber que ela está aqui dentro, quentinha, sentir que ela está viva, que ela está aqui, é muito maravilhoso.
Sina: Ai que lindo. – mordeu o lábio. – Quando eu estiver grávida eu vou lembrar, nossa, é muito curioso. E você não sente dor em nenhum momento Any? Como é a sensação? – dizia com os olhinhos curiosos.
Any: Não amiga, é normal. Eu não sentia nada até agora, e a sensação quando ela mexe é próxima daquela que sentimos quando a barriga ronca, mas é muito mais forte. – dizia com os olhinhos brilhando. – Ai como eu queria sentir outra vez!
Sina: A maternidade é tão mágica! – sonhadora.
Melissa: Por que você não pede para o Noah te engravidar e cala a boca de uma vez? – disse pela primeira vez depois que começou a novela, ela estava calada até então.
Sina arregalou os olhos surpresa e intrigada. Como ela sabia de Noah?
Melissa: Eu vi vocês se beijando anteontem e sei que você mentiu, não era nenhum cara da internet, era ele! O Noah!
Sina e Any se entreolharam sem saber o que dizer. Sabina cantarolava uma musiquinha chula, não dando muita bola para o assunto.
Sina: Melissa, eu só não te disse por que eu não queria que ficasse chateada e...
Melissa: E pra me fazer de i****a também! – a interrompeu com raiva. – Pois quer saber? Pode engolir o Noah, eu não vou mais fazer caso por causa disso, ele nunca vai olhar pra mim mesmo, em que mundo ele trocaria uma loira peituda como você, por uma gorda sem graça como eu? – riu irônica. – Sem chances.
Any: Melissa, não fica assim...
Melissa: Sem problemas Any. – disse firme. – Eu sei o meu lugar por aqui e ele não é nada bom. – olhou uma última vez para Sina e pegou seu roupão, precisava de um banho! Entrou no banheiro e fechou a porta.
Any: Wow. – disse sorrindo de canto. – Parece que agora ela se revoltou.
Sina: Se ela se incomoda, eu só lamento. – se levantou indo para sua cama. – Não vou deixar de sair com o Noah por que a Melissa tem um amor não correspondido, eu já estou cheia disso, se ela está incomodada o problema é todo dela! Eu também tenho o direito de ser feliz! – dizia inconformada, enquanto deitava em sua cama.
Sabina: Isso é, falando nisso eu estou precisando afogar o ganso. – dizia lamentada. – Fazem exatamente sete meses que não dou uns pega em alguém, já estou criando teias.
Sina e Any riram, Sabina não tinha jeito!
¨¨¨¨
No dia seguinte, estavam todos na aula de interpretação, quando Margareth aparece na sala.
Margareth: Vinicius! – chamou o professor que se virou para olha-la. – Vou interromper sua aula outra vez... – disse sem graça e ele riu. – Any! O diretor quer conversar com você. – chamou e ela se virou com as pernas bambas.
O que o diretor queria com ela? Merda! Será que ele já sabia do seu estado?
Any: Sim... – gaguejou. – Está bem.
Margareth: Me acompanhe sim? – Any se levantou de cabeça baixa.
Joalin olhava a cena com deboche, seria ótimo se ela fosse expulsa de uma vez.
As duas saíram da sala e já no corredor Any roía as unhas, enquanto seguia a mulher loira.
Any: Margareth? – chamou e a loira a encarou. – Você sabe o que o senhor diretor quer comigo?
Margareth: Nem sei Any, mas seus pais estão aí. – Any suspirou mais agoniada ainda. – Então é verdade que está grávida? – disse com uma leve incredulidade, observando a barriga saliente da cacheada.
Any: É sim. – respondeu, confirmando sua suspeita que o assunto na sala da direção fosse esse mesmo, até a secretaria já sabia.
Margareth: Meus parabéns, um filho é sempre uma benção. – sorriu sincera.
Any: Obrigada. – assentiu com a cabeça. – Me deseje sorte. – pediu e a loira assentiu.
Quando entrou na sala da direção, encontrou o diretor e seus pais.
André: Se aproxime Any. – chamou e a menina engoliu o seco, se aproximou deles e sentou na cadeira entre os pais. – Imagino que já saiba o motivo desta nossa breve reunião. – disse olhando a barriga dela.
Any coçou a nuca, incomodada.
Any: Acho que sim. – estalando os dedos nervosamente.
Priscila: Fica tranquila filha, não é nada demais. – acalmou.
André: Bem, eu não esperava que você fosse engravidar tão cedo. – dizia rodando uma caneta. – E tanto você, como seus pais, sabem que aqui na Soneto o ritmo é muito pesado... Eu não sei se você iria aguentar a barra aqui nesse estado de gravidez.
Silvio: O que está querendo dizer com isso André? Por algum acaso está dizendo que minha filha não poderá frequentar as aulas apenas por estar grávida, é isso mesmo? – disse desconfiado com uma leve irritação.
Any arregalou os olhos e se adiantou.
Any: Não, por favor! – pediu se levantando. – Eu prometo que eu vou me esforçar pra acompanhar! Por favor! – disse desesperada, não podiam tirá-la da faculdade que sempre sonhou, não mesmo!
Priscila: Calminha meu amor. – disse fazendo-a sentar novamente na cadeira. Ela sentou de cabeça baixa.
André: Não se altere, por favor, senhor Soares. – pediu. – Sabe que tenho muito respeito pelo senhor, mas pense bem, Any logo dará a luz, como vão fazer? Ela estará nas aulas e a casa de vocês fica muito longe daqui, praticamente do outro lado da cidade, como ela vai fazer pra conciliar as obrigações maternas, com as obrigações de aluna desta faculdade?
Priscila: Muitas alunas, mesmo grávidas fazem faculdade, eu não sei qual é o motivo dessa conversa absurda. Por um acaso quer expulsar minha filha daqui? – dizia incrédula.
André: Não, eu apenas acho que ela terá o dobro de dificuldade do que os outros alunos e seria o mais propício se ela trancasse.
Any: Não, eu não quero trancar! – dizia com lágrimas. – Eu quero acompanhar meus amigos, eu quero continuar estudando! Por favor, eu juro que não vou incomodar ninguém! – soluçando.
Silvio: André você está sendo preconceituoso! – rugiu. – Minha filha é uma aluna como qualquer outra daqui e ela têm todo o direito de continuar frequentando as aulas, já que as mensalidades dela estão todas em dia, nunca atrasei nenhuma delas, minha filha é uma das melhores alunas daqui, então ela tem todo o direito de permanecer estudando! – bateu na mesa. – Ouviu bem? – o diretor assentiu.
André: Claro, senhor Soares, eu só achei que pudesse ajudar e...
Silvio: Eu agradeço pela sua ajuda e agradeceria também se você não oprimisse mais a minha filha desse jeito, a gravidez dela a partir de agora é um assunto que diz respeito apenas a mim e minha família.
André: Como quiser senhor Soares. – pigarreou. – Mas e quando o bebê nascer? Como será?
Silvio: Bem, eu conversei com a Priscila e não pensamos em afastar o bebê de Any. Ele vai ficar aqui!
André arregalou os olhos.
André: Aqui? – dizia espantado.
Any olhava tudo encolhida, tinha medo de ser expulsa e estava muito aflita.
Silvio: Sim aqui! – cruzou os braços. – Vou contratar uma babá e ela vai cuidar do bebê enquanto Any estiver nas aulas. Algum problema? – ergueu a sobrancelha.
André: Bem é... – sem jeito. – Aqui, não seria o local adequado para um recém-nascido.