Capitulo 59

2484 Palavras
Hina estava imensamente feliz com a vitória do time, viu Krystian ao longe comemorando e se abraçando com algumas pessoas, provavelmente a família. Sorriu e decidiu se aproximar, queria conhecer a família de seu namorado e aquela era a oportunidade perfeita! Andou em passos largos até ele. Hina: Meu amor! – a moça sorriu abertamente e viu Krystian encarando-a assustado, sem mais abraçou o rapaz. – Meus parabéns! Seu gol foi demais! – orgulhosa. Krystian estava completamente perdido, o que Hina estava fazendo ali? Sua mãe o olhava com cara de poucos amigos e o pai o encarava confuso, ele apenas fez uma mimica dizendo que Hina era maluca. A moça o soltou e sorriu. Krystian: O que faz aqui Hina? – tentando parecer normal. Hina: Como assim? – ainda sorrindo. – Vim parabenizar você, estou muito orgulhosa! Rose: Que é essa mocinha Krystian? – a mãe dele perguntou ainda encarando Hina por cima. Krystian: Essa é Hina... – ele forçou um sorriso. – Uma amiga minha.  Hina sentiu um balde de água fria caindo sobre si, por que ele não falou que namoravam?  Krystian: Hina, esses são meus pais... – apontou. – Rose e Miguel. Hina: É um prazer senhora. – estendeu à mão, a mulher apenas olhou e não apertou.  Hina só não ficou no vácuo por que Miguel, o pai, apertou a mão da moça. Miguel: É um prazer senhorita! – disse abrindo um sorriso. – Hina de...? – querendo saber o sobrenome. Hina: Hina Yoshihara, senhor. – encarou Krystian, que estava batendo o pé incomodado, com certeza querendo que ela fosse embora.  Sentiu seu coração bater fraquinho, estava confirmando ali que Krystian morria de vergonha dela. Rose: Estudam na mesma sala? – perguntou à Krystian. Krystian: Estudamos sim... – começou a mentir, mas Hina o interrompeu. Hina: Não senhora, eu não sou aluna, sou a garçonete da cantina, minha família não tem condições de pagar esse lugar. A mulher agora o encarava como se ela fosse um verme. Krystian não sabia onde enfiar a cara. Merda! Hina só estava complicando as coisas. Rose: Bem meu filho, Amanda mandou um beijo pra você! – disse ignorando a presença de Hina ali, que estava se sentindo uma porcaria.  Quem era essa Amanda? Encarou Krystian que apenas a olhou e depois desviou o olhar.  Rose: Disse que está voltando da Suíça na semana que vem e quer que vá buscá-la no aeroporto. Hina: Quem é Amanda, Krystian? Rosa: É noiva dele. – disse antes mesmo de deixar Krystian responder.  Hina arregalou os olhos e o encarou como se implorasse que ele desmentisse, não podia ser verdade! Hina: É verdade? – apontou para Rose. Krystian não sabia o que dizer, estava perdido, Amanda não era nada sua, bem, ela achava que eram noivos, mas isso não passava de uma loucura de sua mãe, não a via ha muito tempo. Mas se dissesse que era mentira sua mãe se chatearia, estava no meio do fogo cruzado. Krystian: Hina, eu... – ela negou com a cabeça. Hina: Já chega Krystian! – berrou, interrompendo-o. – Quer saber, eu já estou cansada de toda essa situação, estou cansada de você me evitar e depois chegar como se nada estivesse acontecido e me tomando o perdão, estou cansada de ver você me fazendo de i****a a todo o momento, estou cansada de ver você com outras mulheres, cansada! Eu não preciso disso, eu tenho meu valor. – disse segurando o choro. Não iria dar esse gostinho a ele. – Quer saber, vai para o inferno! – saiu com o coração em pedaços. Ele arregalou os olhos, não esperava que ela fizesse isso, terminar? Ela tinha enlouquecido, só pode. Não daria até amanhã pra ela voltar com o rabinho entre as pernas pedindo perdão. Krystian: Ela não bate bem. – disse passando a mão na testa, completamente transtornado. Voltou a conversar com seus pais sobre assuntos fúteis, mas seus pensamentos não eram voltados para mais nada, que não fosse Hina. ¨¨¨¨ Sina entrou no quarto soluçando, assustando Any e Sabina, que conversavam. Any: Sina... – indo acudi-la. – Oh meu Deus, o que houve? O que aconteceu? Sina: Eu vi... – soluçando. – Eu vi o Noah e a v***a da Sofya se beijando! Sabina: Ele está pegando aquela pomba lesa? – negando com a cabeça, completamente incrédula. – Está de brincadeira não é? – deu um risinho. Any: Sabina... – disse chamando a atenção da morena. – Por favor, sem gracinhas, a Sina está m*l. Sabina: Humor n***o, tá? – ela disse enquanto acompanhava as duas até a cama.  Any ajudou Sina a sentar e depois se sentou a frente dela. Sabina sentou ao lado. Any: Sina, não fica assim, por favor. – disse acariciando o rosto da amiga. – O Noah não merece suas lágrimas, muito menos o seu amor. Sina: Eu não consigo evitar Any. – a loira negou com a cabeça. – É mais forte do que eu. Any: Eu sei. – engoliu o seco, pensando em Joshua. – Eu entendo perfeitamente o que você está sentindo. Sina: Por que é tão difícil assim Any? – a encarou com os olhos verdes brilhando pelas lágrimas, Any sentiu o coração apertar ao vê-la tão frágil, não gostava de ver suas amigas chorando, lhe machucava muito. Any: O amor é assim amiga. – disse caindo no choro também, nessa altura do campeonato não conseguia ver ninguém chorando. – O amor é e sempre será assim. Sina: E por que tem que doer tanto? Any: Às vezes as pessoas que amamos nos magoam... – disse enxugando as lágrimas de Sina. – E nada podemos fazer, senão continuar nossa jornada com o nosso coração machucado, eu aprendi isso nos últimos meses... Dói? Demais. Mas a vida segue amiga, temos que viver, antes que seja tarde. Sina: Você tem razão. – ela assentiu, limpando as lágrimas. – Eu acho que o Noah não nasceu pra ser meu. Sabina: Você fala como se fosse morrer Any, cruz credo! – fazendo o sinal da cruz. Any: Nunca se sabe, Sabina. – enxugando suas próprias lagrimas. – Eu não sei nem se eu vou sair da sala de parto viva, mas quer saber? Eu já me conformei, se for pra eu morrer, eu aceito o meu destino. Sabina: Para de falar isso, p**a merda! – sentindo uma espécie de medo com tristeza. – Você não vai morrer Any, se toca! Any: Eu estou preparada pra tudo Sabina. – disse pegando um vestidinho minúsculo de sua filha, que estava em cima da cama. – Se for pra ir uma de nós duas, eu quero ir. – abriu um sorriso fraco observando. – Minha filha é o que importa agora. Sina: Não vai acontecer nada amiga. – disse apertando a mão dela. – Estaremos aqui com você e vai dar tudo certo! – disse confiante. – Está bem? – Any assentiu, a abraçando em seguida. – Te amo muito. Any: Eu também te amo, amo vocês duas demais! Sabina: Se você me fizer chorar aqui, te dou um murro, sua vaca! – disse sentindo um nó na garganta, mas não iria chorar, ela nunca chorava! – Ah eu também amo vocês, suas loucas! – se misturou no abraço fazendo as amigas sorrirem.  Depois de um tempo abraçadas, Sabina dá um salto.  Sabina: Chega! – disse ficando em pé na cama. – Chega de sentimentalismo. – Sina e Any riram dela. – Vamos voltar a fazer o que fazíamos antes de a apaixonada entrar. – sentando outra vez.  Sina rolou os olhos e também se deitou de lado. Sina: O que estavam fazendo? – perguntou enquanto respirava fundo, tentando apagar a cena de Noah e Sofya de sua mente. Any e Sabina se entreolharam e a morena encarou a cacheada, como se pedisse ajuda pra entreter Sina. Any: Eu estava mostrando a Sabina a música que eu escrevi pra Luninha. – disse se curvando e buscando o papel que estava no criando mudo. Sina: Não é aquela que você canta sempre pra ela se aquietar? – Any assentiu. – Já terminou ela? – arregalou os olhos. Any: Já! – abriu um sorriso. – Eu andei muito inspirada esses dias, acho que foram as circunstâncias. – deu de ombros enquanto estendia a folha para a amiga.  Sina pegou e começou a ler. Sina: Beautiful Life... – disse ainda lendo. – Que linda essa letra amiga. – sorriu. – A melodia é aquela mesmo? Any: Aham, quando estiver mais disposta toco no violão pra vocês verem, agora está meio impossível. – apontou sua enorme barriga. – Ai minhas costas doem tanto. – suspirou chorosa. Sina: Está mexendo de novo. – sorriu, olhando a barriga de Any. Any: Hoje ela está demais. – disse deitando-se de lado. Sabina: Nossa, isso é muito sinistro. – dizia sem tirar os olhos. – Parece que tem um alien dentro de você, querendo sair de qualquer jeito. Tipo a experiência sabe? – com os olhos arregalados.  Any gargalhou com vontade, Sabina era louca. Any: Ai Sabina... – rindo. – Você não bate bem, mas eu tenho que concordar contigo. – abaixando e vendo os movimentos da filha. – Eu acho que ela quer nascer logo. – espalmando a mão por toda a sua barriga. – Está mudando de posição. – sentiu, sorrindo sozinha. Sina: Ah! – indo para o lado de Any. – Me deixa ver. – tocando. – Onde está a cabecinha? Any: Espera aí. – procurando. – Aqui, está aqui. – colocando a mão de Sina no lado esquerdo da sua barriga. – Está sentindo? Sina: Estou. – abriu um sorriso. – Acho que ela já está se arrumando pra ficar na posição certa pra hora do parto. Any: Você acha? – murmurou. Sina: Claro que sim. – sem tirar a mão da barriga da amiga. – Cara eu m*l vejo a hora de ver ela, eu nunca tinha acompanhado uma gravidez assim, como eu acompanhei a sua e é meio estranho saber que aquela suspeitinha lá do inicio está quase chegando pra gente. – Any sorriu. – Eu vou olhar pra ela toda cheia e dizer que a conheço desde que estava na barriga da mamãe. – piscou. Any: Ai Sina. – emocionada. – Você é uma fofa. Eu acho que nunca vou poder agradecer a vocês duas por tudo o que fizeram por mim, por todo o apoio... Estiveram ao meu lado em todos os momentos e eu nunca vou esquecer. – enxugando uma lágrima solitária que rolava por seu rosto. Sabina: Ah não amiga, não vai chorar de novo. – disse abraçando a cacheada. – Você anda muito emotiva. – apertando o nariz dela que sorriu. Any: Desculpe, eu não consigo controlar. Sabina: Baixei outro vídeo de parto. – a encarou com um olhar malicioso. Any: Ah não Sabina, não quero ver! – tapando os olhos. Sabina: Any não seja chata. – rolou os olhos. – Todas as mulheres grávidas veem isso na aula de parto, só você fica com essas frescuras, anda. – mexendo no aparelho celular em busca do vídeo. Any: Não, eu dispenso. – destapando os olhos e encarando a morena. Sabina: Olha aqui Any... – sorriu animada. – Um momento tão lindo da vida. – apertou play  e os gritos da mulher começaram.  Any tapou os ouvidos. Sina ria que rolava, aquelas duas eram umas figuras. Sina: Any, não tem nada demais amiga. – riu. – Olha só o bebê da mulher já está quase saindo! – olhando o vídeo. Any respirou fundo e se sentou, as amigas se aproximaram dela e as três olhavam o celular. Any: Ai minha periquita! – chorosa, enquanto roía a unha. – Ai eles tão cortando... – apontou completamente aterrorizada. Sabina: Se eles não cortarem a cabeça do bebê rasga, o que você prefere?  Any abriu a boca em sinal de espanto e continuou olhando. O mesmo nível que era interessante, era assustador. Era praticamente impossível olhar aquilo e não sentir medo, ainda mais ela, que sabia que teria que passar por aquilo sem nenhuma escapatória. Sina: Saiu a cabecinha! – maravilhada. – Se ela empurrar mais um pouquinho ele sai. Any: Deve doer muito. – abraçando o próprio corpo e fazendo uma careta ao ver todo o corpinho do bebê saindo de uma vez. – OMG! – sorriu ao ver o bebê começar a berrar. – Ain que fofinho! Olha como é gorducho. Sina: Minha nossa, é um milagre da vida. – ela disse emocionada. – Imagina quando for você Any? Any: É, ao mesmo tempo em que sinto medo do que me espera, eu quero que chegue logo só pra eu segurar ela no colo, m*l posso esperar. – com os olhinhos brilhando ao ver as enfermeiras limpando o bebê e dando para a mãe. – Mas esse bebê é muito fofo meninas! – reinando. Sabina: Se demorasse mais a nascer, tinha nascido só saco. – gargalhou. Any: Sabina! – disse pasma. – Coitada da criança, que maldade. – caindo no riso. – Ele é lindo. Sabina: Eu sei que é lindo, estou dizendo que ele é superdotado. O que não deixa de ser verdade. – piscou. Any: Está bem, sua pedófila. – disse voltando a deitar-se, se acomodando em seus travesseiros. – Vamos dormir meninas? Amanhã tem ensaio cedo. Sabina: s*******m de esse professor marcar ensaio em pleno domingo. – rolou os olhos, insatisfeita. Sina: Queria o que rainha? – debochada. – A apresentação já é na segunda e eu não estou a fim de ficar em nenhuma matéria, quero minhas férias já! Sabina: Eu queria que existissem férias permanentes! – riu. – Não é Any? – se virou e viu que Any já dormia. – Valha-me Deus! – negou com a cabeça reprimindo o riso. Sina: É a gravidez, tadinha. – acariciou os cabelos de Any. – Vamos, não vamos acordá-la, a deixe dormir, que ela merece descansar. – sorriu.  Sabina assentiu e foi para sua cama. ¨¨¨¨ Dois dias depois, toda a faculdade estava no teatro, aguardando a apresentação da peça do oitavo período, a platéia estava lotada de alunos, professores e alguns pais. Any estava muito nervosa, tinha medo de errar alguma fala e perder ponto, ela não podia repetir!  Estava vestida com um figurino a caráter, um vestidinho de estampa florida, típico de moças de classe baixa e tinha uma travessa nos cabelos. Sina: Any, o professor está chamando... – a loira a puxou pelo braço e a arrastou. Enquanto isso na platéia. Krystian: E então Josh? Preparado pra ver sua gata beijando outro cara? – riu zombeteiro. Joshua o encarou, com um olhar de poucos amigos. Josh: Não fala merda Krystian. – rolou os olhos. – Vê se para de encher o saco! Bailey: Cala a boca aí. – disse olhando para o cenário. – Já vai começar. – assoviou olhando as cortinas se abrirem.
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