Joshua se sentou em sua cama e abaixou o corpo se apoiando na perna.
Josh: O que eu vou fazer agora? – disse baixinho. – Eu não vou conseguir viver sem a Any cara, eu namoro ela desde os cinco anos, meus pais planejam um futuro pra nós dois, a gente praticamente nasceu pra ficar juntos, eu não sei mais viver sem ela!
Bailey: Eu avisei. – sentou ao lado dele que subiu o olhar. – Eu disse que você poderia perder sua garota a qualquer momento cara. – suspirou.
Josh: Eu a amo demais, ela é a mulher da minha vida, eu não posso perdê-la. – sentindo um nó na garganta.
Noah: Você vacilou feio com ela cara. – disse triste. – Mas se você a ama tem que reconquistá-la. – batendo nas costas dele de leve.
Josh: É isso que eu vou fazer! – levantou. – Mas não vai ser fácil, ela está irada cara, não quer me ver nem pintado! – coçando a nuca.
Bailey: Também pudera não é Josh? Você estava beijando outra mulher pra todo o mundo ver. – negando com a cabeça.
Josh: Foi ela que me beijou cara! – insistiu e Bailey olhou para ele com um risinho abafado. – Eu estou falando sério mano! – disse sem entonação, provavelmente ninguém iria acreditar, afinal ele era o Josh. – Eu preciso de um banho, depois eu preciso dormir, espero que amanhã a Any volte pra gente conversar melhor.
Noah: Você tem razão. – sorriu de leve. – Vai descansar.
Josh assentiu e foi em direção ao banheiro, tomou uma ducha demorada e depois foi dormir, ou melhor, tentar dormir, não parava de pensar em Any um minuto sequer. Seria uma longa noite.
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No dia seguinte, Any acorda sentindo uma leve dor no pescoço. Tinha dormido de muito mau jeito e seus sonhos não a ajudaram em nada. Passou a noite sonhando com Joshua, bufou e ouviu a porta bater de leve.
Any: Pode entrar. – suspirou levantando preguiçosa.
Amélia entrou com uma bandeja de café da manhã. Ela sentiu o estômago roncar, não tinha comido praticamente nada no dia anterior.
Amélia: Bom dia Any. – sorriu colocando a bandeja na ponta da cama.
Any: Bom dia Amélia. – se espreguiçando preguiçosa.
Amélia: Como passou a noite? – abrindo as cortinas do quarto.
Any: Extremamente m*l. – puxando a bandeja. – Nem me fale. – suspirou tristemente.
Amélia: Sinto muito pelo que aconteceu. – disse solidária. – Achava vocês um casal tão lindo. – Any abaixou a cabeça e voltou a pensar em tudo o que aconteceu. Sentiu os olhos embargarem. - Oh. – pôs a mão na boca espantada. – Desculpe Any, eu não queria... – Any a interrompeu.
Any: Fica tranquila Amélia. – sorriu de leve. – Não aconteceu nada, eu estou bem.
Amélia: Bem, então eu já vou. – sorriu aliviada. – Qualquer coisa é só me chamar. – piscou.
Any: Espera Amélia... – a empregada virou-se. – Tem alguém em casa?
Amélia: Seu pai saiu cedo, sua mãe está na piscina. Joãozinho e a Shiva já foram para a escola.
Any: Ah, ok. – sorriu. – Obrigada Amélia. – comendo uma torrada.
Amélia assentiu e saiu. Any olhou para o relógio ao lado da cama, já marcavam dez e vinte e cinco, tinha dormido mais do que a cama. Voltou a tomar seu café e logo sua mãe entra no quarto.
Priscila: Oi meu amor. – sorriu sentando na cama da filha. – Como está?
Any: Oi mãe. – suspirou. – Eu estou melhor.
Priscila: Você quer conversar? – acariciou os cabelos de Any.
Any: Desculpa mamãe, mas eu não quero falar sobre isso. – fungou. – Meu coração ainda está muito machucado.
Priscila: Tudo bem meu amor. – sorriu. – Eu te entendo. – assentiu. – Quando quiser contar eu vou estar aqui sim?
Any: Obrigada mamãe. – sorriu e abraçou a mãe forte.
Priscila: Agora eu já vou. – se levanta alguns minutos depois. – Eu tenho que ir para o estúdio, daqui a pouco o programa vai entrar no ar. – deu um beijo na filha. – Se cuida querida, mamãe vai em um pé e volta no outro.
Any: Está bem mãe, manda um beijo pra tia Úrsula. – coçou os olhos.
Priscila: Mandarei. – pegando a bandeja de café. – Qualquer coisa é só ligar sim? – Any assentiu e a mãe sorriu e se retirou.
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Enquanto isso na faculdade, Sina e Sabina saiam do quarto apressadas e dão de cara com Joshua, parado na porta.
Sabina: Ai que susto, seu louco! – pôs a mão no peito. – Pensei que ia encontrar com satã mais cedo! O que faz aqui?
Josh: Cadê a Any? – perguntou afobado.
Sabina: Vê se ela está aqui dentro do meu olho. – apontou para o próprio olho.
Sina: Sabina, vamos logo. – ignorando Josh e puxando a amiga.
Josh: Qual é Sina? Eu estou falando! – indignado. – Dá pra olhar pra mim?
Sina: Quer saber da Any? – cruzou os braços. – Pois bem, não é por que você quer saber que eu tenho obrigação de falar. – apontou. – Como você ainda tem a cara de p*u de perguntar por ela depois de tudo o que você aprontou Joshua?
Josh: Você não tem nada o que me julgar e se estou correndo atrás dela é por que eu a amo.
Sabina: Nossa, quanto amor... – ironizou. – Se eu fosse você, eu pegava todo esse amor que você diz sentir e enfiava no... – Sina tapou sua boca.
Sina: Já chega Sabina! – sussurrou. – Vamos logo!
Joshua bufou de raiva, tinha entendido muito bem a piadinha de Sabina, se ela não fosse mulher com toda a certeza ficaria sem os dentes para aprender a respeitá-lo.
Sabina: Certo Sina, vamos ver a nossa amiga que merece muito mais a nossa atenção. – olhou Joshua por alto e saíram o deixando irritado e nervoso. – Bye Joshzinho! – mandou um beijinho e saiu com Sina.
Josh: Idiotas! – murmurou. – Que merda ela ainda não voltou... – fechou os olhos e negou com a cabeça.
Noah: Até que enfim achei você! – chegando apressado. – Vamos lá, os garotos estão te esperando pra treinar. – puxando ele.
Josh: Calma cara. – rolou os olhos e saiu com o amigo.
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Sina e Sabina chegam à casa de Any e são atendidas pelo mordomo que as leva até a sala de TV, onde se encontrava a moça.
Sina: Amiga! – dando um abraço forte em Any. – Como você está? – soltando e Sabina a abraça.
Any: Ai meninas... – sorrindo. – Que saudades! Nem parece que estamos desde ontem sem nos vermos, parece que faz uma semana. – suspirou. – Venham, sentem. – apontou pra elas sentarem.
Sabina: Como você está hein? – acariciando as costas dela.
Any: Se eu disser que estou bem eu vou mentir... – sentindo os olhos marejarem. – Eu estou acabada... – sussurrou caindo no choro.
Sina: Oh querida. – Any apoiou a cabeça no ombro da amiga. – Chora.
Any: Ainda não caiu a minha ficha. – Soluçou. – Eu ainda queria que fosse um pesadelo, que quando acordasse eu teria meu namorado de novo e que ele não fosse esse cachorro. Que droga, eu o amo demais Sina.
Sina: Fica calma Any. – Any desencostou a cabeça do ombro da amiga. – Hoje ele perguntou por você. – Any a encarou.
Any: O que ele disse? – nervosa. Ficava feliz por saber que ele se importava com ela.
Sina: Disse que amava você, que quer noticias suas e blá, blá, blá. – suspirou. – Ele é um cachorro amiga, esquece.
Any: Eu não vou conseguir esquecer. – enxugando as lágrimas. – Eu tenho certeza, o que eu sinto pelo Joshua é forte demais pra esquecer. – encarou as amigas. – Não dá. – completou.
Sina: O tempo resolve tudo amiga. – disse balançando a cabeça positivamente. – Você vai conseguir sim e daqui a um ano ou dois vamos rir de tudo isso. – enxugando as lágrimas dela.
Any: Eu quero acreditar. – apertou as mãos. – Mas quando eu me lembro eu desmorono. Que merda eu transei com ele! – pôs as mãos no rosto. – Eu entreguei o bem mais precioso que eu tinha pra um cafajeste, ele deitava comigo e com as outras! – voltando a chorar. – Eu me sinto imunda... – esfregando os braços. – Suja...
Sabina: Não fica assim Any! – abraçando ela por trás. – Nós estamos com você, vamos superar juntas e vamos fazê-lo pagar por tudo! E o único sujo de toda essa historia é ele!
Any: Obrigada meninas. – se virou. – Muito obrigado, sem vocês eu não sei o que faria. – sorrindo em meio as lagrimas. – Eu amo vocês!
Sina: Nos também te amamos. – a conduzindo até o sofá novamente. – Quando vai voltar para o campus?
Any: Eu não sei. – as encarou de relance. – Eu estava pensando até em sair da faculdade. – as amigas arregalaram os olhos. – Mas eu não vou dar esse gostinho ao Josh, eu sempre sonhei em entrar na Soneto e não vai ser isso que vai me fazer desistir. – disse firme.
Sabina: Ainda bem. – respirou aliviada. – Senão eu iria matar você por ser tão bocó! – deu um pedala nela e as três sorriram.
Any: Mas eu vou passar uns dias off. – gesticulou. – Vocês podem cuidar de tudo não é?
Sina: É claro que sim. – sorriu. – Não se preocupe com nada. – piscou e Any as abraçou apertado.
Ficaram o dia inteiro com a amiga e à noite foram embora.
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Any: Bom, eu já vou subir para o meu quarto. – sorriu de leve assim que terminou de jantar.
João: Me leva com você maninha! – levantando os bracinhos, Any sorri e o pega no colo.
Priscila: Ainda está cedo minha filha. – balançou a cabeça. – Você m*l comeu direito.
Shivani: Deixa ela mamãe. – resmungou e voltou a olhar a TV. – Ela terminou com o namorado dela, é normal ficar assim.
Silvio: Eu ainda vou querer saber o que aconteceu ouviu Any? – arqueando a sobrancelha. – Não engulo esse fim de namoro repentino.
Any: Depois eu explico papai, eu não estou com cabeça pra falar sobre isso. – sussurrou.
Silvio: Eu entendo. – sorriu. – Toda vez que brigam é assim. – deu de ombros e levantou. – Essas briguinhas não tem nenhum futuro minha princesa, logo reatarão! – disse certo e orgulhoso, enquanto dava um beijo na testa da filha. – Boa noite meu amor.
Any sorriu de leve, m*l sabia o pai que ela não queria ver Joshua nunca mais em sua vida. Sentiu-se um pouco culpada, seus pais sempre sonharam com o dia do casamento dos dois.
Any: Bem... Eu já vou. – arrumou o irmão no colo. – Ele vai dormir comigo. – a mãe assentiu e deu um beijo de boa noite nos dois. Any subiu com o irmão. – Ei seu dengoso. – sorriu enquanto ele enrolava seus cabelos no dedo. – Vamos tomar banho?
João: Não maninha. – com careta enquanto ela o colocava sentado na cama.
Any: Seu porquinho. – apertou o nariz dele. – Eu vou encher a banheira, coloco espuma e a gente solta bolinhas de sabão igual àquela vez. – bateu palminhas e ele gargalhou. – Aceita?
João: Tá bom! – pulando.
Ela sorriu e começou a fazer cosquinhas nele que ria alto. Ela não sabia se conseguiria viver sem o irmão, sentia que quando estava com ele voltava a ser criança e se esquecia de todos os problemas. Parou de fazer cocegas nele e foi preparar a banheira.
Any: Porque você não vai no seu quarto pegar as bolinhas de sabão e os piratas? – sugeriu e ele foi dando pinotes até o quarto em busca dos brinquedos.
Cinco minutos depois volta, com os bracinhos cheios de brinquedos, um navio enorme, três ou quatro piratas de brinquedo e as bolinhas de sabão.
Any: Eita maninha. – sorriu e foi ajuda-lo.
Logo ela prepara o banho e a banheira está pronta. Tirou a roupinha do irmão e o colocou dentro da banheira para a felicidade do pequeno, depois tirou sua própria roupa e entrou com ele. Ela não se importava em ficar pelada com ele, João ao contrario de muitas crianças atualmente era inocente, a única coisa que perguntou a primeira vez que tomou banho com ela foi: Porque você não tem torneirinha? Ela respondeu alguma coisa e ele esqueceu o assunto.
Já Liliane era uma cricri, lembrava ter tomado banho com ela uma vez para nunca mais, a menina ficava perguntando, por que ela tinha s***s, porque os homens tem p***o – sim ela falava p***o mesmo. – e era sempre a mesma coisa. Então evitava ao máximo tomar banho com ela.
Any: E o capitão perna-de-p*u caiu no mar! – jogou o boneco banheira adentro. – Salvem ele, salvem o capitão!
João: Eu vou salvar o capitão! – disse valente mergulhando na banheira. Depois volta sem nada. – A tempestade tá muito forte! – explicou e Any sorriu, ele voltou a mergulhar e logo achou o pirata. – Salvei ele! – colocou o "capitão" dentro do navio.
Any: Parabéns valente pirata! – o abraçou e o encheu de beijos. – Coisa linda da maninha! – mordeu a bochecha dele de leve. – Vamos sair? A maninha está ficando com frio. – com um biquinho.
João: Aham. – disse no ouvido dela. – Porque eu sou cavalheiro, minha professora disse que temos que deixar as mulheres à vontade. – se achou.
Any: Ui. – sorriu. – Então vamos senhor cavalheiro! – saiu da banheira com ele. Depois de se enxugarem e se vestirem, Any conta uma historinha pra ele. – Agora pronto, vamos dormir príncipe. – deu um beijinho na testa dele.
Ele assentiu e agarrou a irmã. Gostava de dormir abraçado com ela e ela também, Any ficou fazendo carinho nos cabelinhos dele e ele começou a acariciar a barriga dela de forma bastante carinhosa, o que a deixou um tanto confusa. Deu de ombros e logo os dois pegaram no sono.
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Uma semana depois, Priscila estava estacionando o carro em frente ao campus. Any precisava voltar, não tinha mais como se esconder e nem ela tinha motivos pra isso, o único que tinha que se envergonhar era Joshua. Naquele dia ela também precisaria selecionar as garotas e garotos do concurso, outro forte motivo para que voltasse. Confiava muito nas suas amigas, mas esse era seu trabalho. Tinha que cumprir com suas obrigações.
Priscila: Tem certeza que se sente bem filha? – preocupada. Any tinha vomitado praticamente o dia inteiro no dia anterior.
Any: Sim mamãe, eu já estou bem. – suspirou. – Eu só estou com um pouquinho de náusea. – sorriu. – com certeza comi alguma coisa estragada.