Noah: Oi Melissa. – suspirou.
Melissa: Não vem com Oi Melissa, eu quero saber quem é essa tal de Júlia! – cerrando os punhos.
Josh olhou surpreso para Noah, nem Any que era sua namorada fazia ceninhas como essas e olha que ela sempre o via conversando com várias garotas.
Noah: Por que você está falando assim eu posso saber? – disse confuso, não tinha nada com Melissa para que ela viesse cobrar explicações pra ele.
Melissa: Estamos saindo, não? – bufou.
Noah: Olha Melissa, isso é outra coisa que não ficou esclarecida. – a encarando com um sorriso. – Não temos nada um com o outro.
Melissa engoliu o seco, como assim? E o beijo que deram? Será que não significou nada pra ele?
Melissa: Como assim? – sorriu incrédula. – É brincadeira não é?
Noah: Como assim? Eu só te chamei pra tomar um sorvete, o que tem demais? – dando de ombros.
Melissa: Eu achei que estávamos namorando Noah. – disse chorosa.
Noah: O QUE? – arregalou os olhos e Beauchamp negou com a cabeça. p***a, ainda bem que não tinha ninguém por ali. – Olha, nada a ver Melissa, você e eu... – teve vontade de rir. – Olha, você não faz o meu tipo.
Melissa: E QUEM FAZ O SEU TIPO? – berrou, assustando os dois. – AS GOSTOSAS?
Noah: Para de gritar meu... – pediu pacientemente. – Você é muito paranoica. Você é uma garota linda, interessante e muito legal. Mas eu gosto de outra garota e o que houve ontem foi apenas um momento, nada demais. Não temos nada Melissa e eu definitivamente não vou te iludir, não sinto absolutamente nada por você e pronto. – Melissa o encarava negando com a cabeça, ele não podia estar falando aquilo. – Podemos ser amigos?
Melissa: Eu não quero ser sua amiga! – cuspiu. – Eu não quero ser nada sua! – saiu correndo.
Noah: Que garota i****a meu. – negando com a cabeça. – Que horror, além de gorda é doente! – dando um sorriso de leve.
Josh: Valha-me Deus, eu tinha um anjo e não sabia. – sorriu. – Minha princesa nunca me fez passar vergonha na frente de ninguém.
Noah: E olha que essa doida não é nada minha, quanto mais se fosse. – gargalhando.
Josh: A Any sempre foi muito educada, ao invés de fazer uma ceninha ela pedia pra apresentar a garota e puxava assuntos, eu adoro isso nela. – se lembrando. – Eu a quero de volta. – encarou Noah.
Noah: Conta uma novidade Josh! – riu. – Todo mundo sabe que você é de quatro pela Any. – Josh lhe deu um pedala.
Josh: É tão na cara assim? – sorriu e Noah afirmou com a cabeça. – Eu sou mesmo.
Noah: Você está tão estranho Josh, sei lá está fazendo exatamente duas semanas que você não aparece com nenhuma outra garota. O que foi?
Josh: Sei lá. – suspirou. – Não sinto vontade de ficar com ninguém.
Noah: E as gatinhas de ontem de manhã? As estagiárias?
Josh: Não sei, não quero ficar com nenhuma delas. – pensativo. – Eu só estava conversando com a loirinha, como se chama? – tentando lembrar. – Luciana, Lucia. Enfim, só estava conversando com ela por que o Krystian queria catar a amiga. – deu de ombros. – E também com essa história do bebê, minha cabeça não tem lugar pra mais nada, eu não consigo para de pensar nisso.
Noah: Está pensando na paternidade papai? – sorriu.
Josh: Bastante. – coçou a nuca. – E cada fora que a Any me dá eu fico mais caído por ela, com mais vontade de tê-la de volta.
Noah: Não desista dela. – apertou os ombros dele. – Any está muito machucada com tudo o que você fez, ela precisa de tempo.
Josh: Eu não sei se ela vai me perdoar algum dia. – mordeu a língua. – Mas eu queria uma nova chance.
Noah: Fica relaxado parceiro. – sorriu. – Mulheres são enroladas, mas quando elas amam, elas sempre voltam, entretanto depois que você vacila com elas pela segunda vez, ela só volta se gostar muito de sofrer. Então se vocês voltarem, mude. A Any não merece ser traída, ela é única. Pensa bem.
Josh: Ninguém pode mudar de um dia para outro, eu sempre fui assim, com esse meu jeito desligado. Eu quero mudar, mas sempre tem uma força oculta que me empurra pra fazer besteira. Só uma coisa eu digo, eu a amo de verdade! – disse certo.
Noah: Eu sei disso! – bateu nas costas dele, amigavelmente.
Josh: É melhor irmos para a quadra. Temos treino daqui a pouco.
Noah assentiu e os dois foram.
¨¨¨¨
Any: Ai Sof! – abraçou a amiga assim que saíram da sala. – Eu ganhei a música! Eu estou muito feliz! – sorriu de orelha a orelha.
Sofya: Que ótimo, Any! – sorriu sem sal. – Olha a sua mãe aí. – apontou para a mulher elegante que vinha com enormes óculos de sol.
Any: Oi mamãe. – foi em direção à mãe e lhe abraçou, ainda estava envergonhada pela conversa do dia anterior.
Priscila: Oi meu amor. – sorriu e soltou a filha. – Como está?
Any: Estou bem mamãe. – mordeu o lábio. – E a senhora?
Priscila: Muito bem também. – Sofya as interrompe.
Sofya: Com licença. – sorriu. – Vou deixá-las conversando à vontade. Até mais tia! – Priscila a cumprimentou com um beijinho e ela saiu.
Priscila: Pois bem filha, a mamãe veio lhe buscar pra irmos ao obstetra. – sorriu entusiasmada. – Já marquei a consulta pra dentro de pouco!
Any: Obstetras? Aqueles médicos que cuidam de bebês na barriga das mulheres? – levou os dedos à boca e roeu a unha.
Priscila: Esses mesmos. – sorriu.
Any: Vai doer? – com um risinho nervoso.
Priscila: Não filha, não vai doer. – disse achando graça. Any daquele tamanho ainda tinha medo de médicos. – Não se preocupe, não vai tomar injeção. – gargalhou.
Any: Então está bem. - coçando o olho. – Posso ir com essa roupa mesmo?
Priscila: Claro que sim filha. Vamos? – Any assentiu e saiu com a mãe.
Não demorou a que chegassem ao consultório de obstetrícia da doutora Selena. Que era a obstetra das famílias Beauchamp e Soares há muitos anos.
Priscila: Doutora! – sorriu dando um abraço na mulher que aparentava ter uns cinquenta anos.
Selena: Priscila! – feliz por vê-la. – Que honra receber você aqui! Não me diga que...?
Priscila: Não querida, - sorriu. – Já não basta o susto do João, não mesmo, ele foi a raspa do tacho.
Selena: Então a mamãe é essa moça bonita. – disse encarando Any. – Como vai? – deu dois beijinhos nela. – Selena, é um prazer conhecê-la.
Any: O prazer é meu. – sorriu.
Priscila: Essa é minha filha, Any Gabrielly! – riu. – Não sei por que está se apresentando, sendo que foi a primeira pessoa que a conheceu.
Selena: Meu Deus. – sorriu. – Não posso crer! – maravilhada. – Menina, eu peguei você quando nasceu!
Any estava boiando legal.
Priscila: Querida ela fez seu parto, ela quem cuidou da minha gravidez e puxou você da minha barriga. – dizia com os olhos brilhando ao lembrar.
Any: Nossa! – arregalou os olhos. – Que legal!
Selena: Ela está grávida? – apontou para Any, admirada.
Any corou de imediato.
Priscila: Oh sim, ela está esperando. – acariciou os cabelos da filha. – Foi uma notícia que não esperávamos. – encarou e filha que mantinha a cabeça baixa. – Mas estamos muito felizes com esse bebê que está para vir.
Selena: Claro que sim, um bebê é sempre motivo de muita felicidade. – disse afirmando com a cabeça.
Fez algumas perguntinhas para Any, a respeito de alimentação, sobre os enjoos, verificou o peso, mediu a pressão, tudo estava muito bem.
Selena: Vista isso querida. – mostrando um roupão de hospital.
Any assentiu e vestiu o que a doutora mandou, logo ela volta.
Selena: Agora deite aqui, vamos olhar esse bebê. – disse ligando o equipamento.
Any sentiu os nervos à flor da pele, m*l podia esperar para ver aquele pequeno ser que estava gerando. Deitou na maca e a doutora passou uma grande quantidade de gel em sua barriga, espalhou e logo depois pressionou um aparelhinho. Logo uma imagem distorcida surge na tela.
Selena: Olha só isso... – sorriu. – Consegue ver querida? – Any negou com a cabeça e ela mostrou com o mouse o exato local que estava o bebê.
Any: Olha mamãe. – sorriu emocionada.
Priscila: Sim meu amor. – apertou a mão dela.
Any: Ele está bem? – perguntou para a doutora. Podia ver a cabecinha, mãozinhas pequeninas ainda estavam se formando vagarosamente.
Selena: Muito bem. – disse olhando a tela. – Quer ouvir as batidas do coraçãozinho dele?
Any assentiu sorrindo, já tinha vontade de chorar. A doutora ligou o aparelhinho e as batidinhas do coraçãozinho ecoaram na sala, eram fortes, rápidas...
Any: Ain. – começando a chorar.
Era o coraçãozinho do seu filho, ela m*l via a hora de segurá-lo no colo, de ouvir seu chorinho, já amava tanto aquele neném.
Priscila: Onw meu amor. – deu um beijinho na testa da filha. – Eu sei o que está sentindo, é um sentimento maravilhoso.
Any sorriu. Era verdade, ser mãe deveria ser maravilhoso mesmo, se ela ainda nem era uma mãe completa e já sentia que podia morrer pela criança que estava carregando, imagine quando fosse.
A doutora finalizou a ultra e enquanto preenchia a ficha, conversava com Priscila.
Selena: E Úrsula, como passa? – escrevendo.
Priscila: Muito bem, também está demasiadamente feliz pelo neto. – arrumando os cabelos.
Selena: E ela também vai ser avó? – arregalou os olhos, surpresa.
Priscila: O bebê que a Any está esperando é do Joshua. – explicou e Selena ficou surpresa e depois sorriu.
Selena: Meu Deus, esses jovens de hoje em dia. – sorridente. – É claro, como poderia esquecer, você me disse a um tempinho que os dois eram namorados. – Priscila assentiu.
Any volta do trocador, já vestida e se despedem da doutora, marcam uma nova consulta e se vão.
Any: Obrigada por tudo mamãe. – sorriu destravando o cinto ao chegarem na faculdade.
Priscila: Imagina meu amor. – deu um beijinho na cabeça dela. – Nem acredita quem está louco de alegria por causa do bebê.
Any: Quem? – confusa.
Priscila: O João. – as duas riram. – É sério, ele disse que quer ver o bebê logo.
Any: Onw que fofo! – disse com os olhinhos brilhando. – Estou morrendo de saudades dele, só não vou lá agora por que tenho que ensaiar as meninas.
Priscila: Any... – a repreendeu. – Sabe que não pode ficar aos pinotes e voando no ar meu amor. Pode prejudicar o bebê!
Any: Não se preocupa mamãe, eu não vou praticar. – explicou. – Vou ficar sentada só olhando o desempenho delas. – suspirou. – Ai, só de pensar que eu vou ter que deixar minhas danças me dá um aperto no peito. – abaixou a cabeça.
Priscila: Já conversou com a Luciana? – acariciando os cabelos dela. Ela negou com a cabeça.
Any: Eu tenho vergonha. – brincando com as mãos.
Priscila: Vergonha de que minha filha? – a encarou.
Any: Sabe não é mamãe? Vão pensar que eu sou uma sem-vergonha.
Priscila: Claro que não querida. – achando graça da ingenuidade da filha. – Isso pode acontecer com qualquer pessoa. Você está grávida e aconteceu por que tinha que acontecer. Ninguém tem nada a ver com isso, ok? – ela assentiu. – E a respeito de parar de dançar, quem disse que vai ter que parar com a dança?
Any: Ninguém, eu que já estou ciente. Já viu alguma bailarina com um barrigão? – arqueou a sobrancelha.
Priscila: Meu amor, você só vai ficar um tempo afastada, não vai precisar parar de dançar, quando o bebê nascer você pode voltar. – explicou.
Any: Não mãe, aí que não vai dar mesmo, eu vou ter que cuidar do bebê, trocar as fraldinhas, dar de mamar. – chorosa. – Acabou tudo, eu já estou conformada, não se preocupe com isso, se for pra escolher entre a dança e o meu filho, é claro que eu vou escolher meu bebê. – acariciando a barriga. – Ele é o mais importante pra mim e eu vou enfrentar tudo que for por ele.
Priscila: Isso foi lindo. – disse sorrindo. – Me orgulha muito ver você falando assim meu amor, mas não acabou querida. Você só tem vinte aninhos e o bebê pode ficar com uma babá enquanto você frequenta as aulas, seu pai e eu já conversamos sobre isso e achamos o melhor a se fazer.
Any: Não mamãe, eu não quero que uma babá me substitua com o meu filho. Eu fiz, então eu que tenho que cuidar e você e papai não precisam se preocupar com a gente, já tem muito com que se preocupar e mais isso? Não mesmo.
Priscila: Any, não vai te substituir minha princesa, ela só vai cuidar enquanto estiver nas aulas, no ballet... Só isso querida. – sorriu.
Any: Eu não sei mamãe, eu estava pensando em arrumar um emprego e daí... – Priscila a interrompe.
Priscila: Mas nem pensar meu amor! – negando com a cabeça. – Você vai continuar com sua faculdade, eu sei como você ralou pra entrar aqui, passava noites em claro estudando, esse era o seu sonho meu amor e eu não vou permitir que você o abandone. – Any a encarou, quando já ia falar Priscila lhe corta. – Eu sei bem que você não queria engravidar assim, tanto que me pediu conselhos, fomos a ginecologista, você é muito responsável filha, se essa criança veio apesar de tudo, ela veio por um motivo muito especial! E estamos muito felizes com a chegada dela. – sorriu por fim e abraçou a filha que fazia bico de choro. – Não chore querida, a mamãe está aqui, sempre meu bem. – deu um beijo nos cabelos dela.
Any: Obrigada mamãe. – com os olhos mareados. – Te amo!
Priscila: Não mais que eu. – sorriu e secou as lagrimas dela. – Agora vá.
Ela se despediu da mãe e subiu para seu dormitório.