Capitulo 16

2677 Palavras
Any o encarou e pôs as mãos nos lábios, onde ele tinha acabado de beijar. Levantou-se e saiu dali, voltou para o seu quarto e Sina e Sabina a bombardearam com perguntas, ela disse a reação de Josh e as amigas se sentiram mais aliviadas assim como ela. Any estava ansiosa para ir encontrá-lo novamente, no estado que se encontrava se sentia muito melhor quando estava perto dele. ¨¨¨¨ Ao chegar à noite, Any recebeu um toque no celular, era Josh dizendo que era para ela ir para onde tinham marcado. Ela foi e ao chegar lá o encontra em um sofá, deitado olhando para o teto, parecia distraído. Any: Josh. – chamou a atenção dele e ele a encarou. Josh: Vem aqui Any. – se sentando e pedindo para que ela sentasse ao seu lado. Ela foi até ele e sentou-se. Any: E então? – suspirou. – Pra que me chamou aqui? Josh: Eu pensei em um modo muito simples pra gente não se meter em confusão. – sorriu abertamente. Any: O que? – cruzou os braços e ele pôs a mão no bolso. Josh: Não sabe o trabalho que eu tive pra conseguir ela. – mostrando uma cartela que continha uma única cápsula preta. Any encarou o comprimido e depois Joshua. – Você toma e eu juro que não vai doer nada, ele vai descer quando você menos esperar. – Any arregalou os olhos assustada. Any: Está me pedindo pra abortar o meu bebê? – com a voz trêmula. Josh: Pensa bem Any. – se levantou e se agachou na frente dela. – Nós dois somos muito novos para termos essa responsabilidade! – ela o encarou e depois abaixou a cabeça. – Você não concorda comigo? Any: Não sei Josh. – suspirou. – Está tudo muito confuso na minha cabeça, eu não sei o que fazer. – voltou a olhá-lo. Josh: Eu sei que você tem seus objetivos meu amor. Eu também tenho os meus e essa criança atrapalharia tudo! Any começou a chorar e ele suspirou fechando os olhos. Estava muito confusa, ela não queria ter um filho, mas abortar era uma coisa que desde novinha achava uma crueldade, nunca passou pela sua cabeça que um dia estaria em uma situação dessas. Josh: Pega. – ela pega a pílula. – Eu trouxe uma garrafinha de água pra você tomar. – ela o encarou com lágrimas nos olhos. Any: Eu estou com medo. – colocando a mão na barriga. Josh: Não precisa ter medo, eu vou ficar aqui contigo esperando ele descer. – disse pegando a garrafinha e entregando a ela. – O meu amigo me explicou tudo, você só vai sentir uma dorzinha e ele vai descer quando você for ao banheiro. – suspirou, ele também não estava se sentindo bem nessa situação, mas não podia ter um bebê agora. Tinha sua liberdade, suas farras e não tinha idade para ser pai. Any: Josh... – ele a encarou. – Você quer matar o nosso filho, você tem noção do que é isso? Josh: Claro que não Any! – mordeu a língua de leve. – Ele vai ficar bem, vai para o céu, lá ele vai ficar melhor do que aqui, eu garanto isso pra você. Any: E eu? – enxugando as lagrimas. – Como eu vou ficar depois de abortar Josh? Isso precisa de cuidados médicos. Josh: Eu vou cuidar de tudo. – assentiu. – Ninguém vai ficar sabendo disso, vamos fingir que nada aconteceu e retomar nossas vidas como sempre. Vai ser mais rápido do que você imagina. Ela suspirou e olhou para a pílula novamente, tinha todo um futuro pela frente, tinha o ballet, tinham as animadoras de torcida, ao qual ela era líder, tinha sua faculdade, tinha sua família. Josh tinha razão, não poderia trazer uma criança ao mundo. Não agora.  Abriu a pequena cartela e tirou a capsula, pôs na boca e abriu a garrafa de água seguida pelo olhar atento de Joshua. Molhou a boca e sentiu a pílula indo de um lado para outro em suas bochechas. Começou a pensar em como seria o rostinho daquele bebê, o chorinho, em como seria segurá-lo no colo assim que nascesse. A sensação de acalma-lo quando estivesse com cólicas e até mesmo senti-lo mexer em sua barriga.  Aquele era o sonho de tantas mulheres, inclusive o seu próprio sonho, qualquer mulher quer ser mãe um dia, muitas mulheres dariam o que fossem para estar em seu lugar, carregando uma vida dentro de si. E agora era a sua hora, era o seu momento... E ela iria vive-lo, por mais que fosse uma gravidez sem planejamento e muito precoce ela queria aquele bebê.  Seu instinto materno estava gritando para que não fizesse aquilo. Cuspiu tudo o que estava em sua boca e Joshua a encarou confuso. Any: Não dá Josh! – se levantou chorando. – Eu não consigo! Josh: Que droga Any! – bufou. – Eu não quero ter um filho! Eu tenho vinte e um anos, tenho muito que curtir, eu tenho muito que aprender ainda e você também! – apontou e negou com a cabeça. – Você não pensa nas consequências disso? – ela apenas chorava baixinho. – Você vai ter que renunciar seus sonhos, sua carreira de bailarina, de atriz o que for! E sem contar que nossos pais... – ele fechou a boca. – Eu não quero nem pensar no drama que eles vão fazer se souberem que engravidamos. Any: Meus pais não vão fazer nada que me prejudique e quanto a tudo isso que você disse, eu estou disposta a enfrentar o que for. – enxugou as lágrimas. – Nem você nem ninguém vai me fazer desistir do meu filho, ele é meu filho! – apontou para si mesma. – Eu não preciso de você pra cuidar dele! Eu não preciso de ninguém! – voltando a chorar. – E quem quiser ficar contra mim por conta disso eu não dou a mínima, se precisar eu arrumo um emprego, eu dou meu jeito, eu não sou quadrada. E quanto a você... – sorriu sem vontade. – Pode ficar com a sua liberdade, pode ficar com suas festas, com suas mulheres. Meu filho não precisa de você. Ele tem a mim. Josh: Any, também não é assim eu... – ela o interrompe. Any: No fundo eu ainda tinha esperanças que pudesse me apoiar e ficar ao meu lado, mas você é um cretino que só queria t*****r comigo! E agora que eu estou assim quer se livrar das suas responsabilidades perante o bebê. Josh: Any, eu te amo não duvida disso. – ela pôs a mão no rosto e voltou a chorar. – Eu estou assustado com isso, você me diz que está grávida de uma hora pra outra, como quer que eu fique? Any: Eu também estou com medo Josh... – o encarando. – Eu vou ser mãe daqui a sete meses e três semanas você sabia? – ironizou. – A única coisa que eu lamento é que você seja o pai. Ele a olhou e depois abaixou a cabeça. Josh: Está me julgando, mas você bem que iria tomar o remédio que eu trouxe, não é? Any: Eu estava confusa! – arregalou os olhos. – Eu estou desesperada Joshua! – passando a mão nos cabelos. – Mas graças a Deus que eu me dei conta a tempo de que essa criança não tem culpa de nada disso e ela merece nascer. Merece ser amada e eu vou dar a ela o amor que ela precisa. Josh: Tudo bem Any. – afirmou com a cabeça. – Vamos ter um bebê... – rolou os olhos. Any: Eu já disse que eu não preciso de você Josh. – disse firme. – Eu vou ter o meu bebê sozinha! E não se preocupe com a gente, ninguém vai saber que você é o pai, eu também não faço questão que ninguém saiba que meu filho tem um pai tão i****a! – cuspiu. Josh: É claro que vão saber que eu sou o pai, fui seu único homem Any e mesmo que tente, você não sabe mentir. – sorriu. Any: Eu não quero saber, a única coisa que importa é que me deixe em paz! – se virou para sair, mas ele a puxou pelo braço. – Me larga! Josh: Sabe que vão querer que a gente se case não é? – sorriu enquanto aproximava seus corpos. Any: Não me casaria com um cretino como você nem se fosse o último homem da terra, você me dá nojo Josh! – se soltou. – NOJO! Josh: Eu sei que não te dou nojo coisa nenhuma. – a agarrando e em seguida a beijando com paixão.  Ela se debatia tentando soltar, mas ao sentir a língua dele em sua boca como antes se entregou, o abraçou com sofreguidão e gemeu durante o beijo, ele sorriu com isso. Depois ela se deu conta do que estavam fazendo e o empurrou com raiva. Any: Nunca mais toque em mim, seu cafajeste! – vermelha de irritação. Josh: Está vendo? Você tem medo que eu te toque. – sorriu safado. – Porque será hein? – a puxou para beija-la outra vez, mas ela o empurrou e deu um chute em sua i********e que o fez perder o ar. – c*****o! – se contorcendo de dor. – Você enlouqueceu?! Quer que eu vire eunuco ou o que? – berrou apertando o m****o que latejava. Any: É o que merece por ser um i****a. – saiu dali antes que as coisas ficassem piores. Ao sair encostou-se à parede e começou a chorar, estava com medo, estava com raiva. Levou a mão ao ventre e o acariciou enquanto as lágrimas caiam por seu rosto. Estava sozinha, estava grávida de um i****a! E o pior é que ela não deixava de pensar nele, não deixava de amá-lo, queria morrer. Enxugou os olhos e saiu dali antes que ele saísse e a visse. Joshua ainda estava sentindo dor em suas vergonhas, deitou no sofá e ficou pensando em tudo o que estava acontecendo, seria pai dentro de poucos meses e aquilo o deixava desesperado. Não sabia o que fazer com Any, não sabia o que fazer com o bebê. Não pensou que isso fosse acontecer com ele, justo com ele. Sabia que estava sendo um canalha com ela, mas ele não podia evitar.  Assim como ela ele também estava com medo. Era muito novinho pra assumir uma responsabilidade dessas, ele sabia que quando Ron soubesse disso o obrigaria a assumir e com certeza teria que casar com Any. Mesmo contra a vontade dela. Casar na idade dele também era péssimo. Resumindo, ele estava ferrado. Any entrou no quarto soluçando, Sina e Sabina logo vieram acudi-la. Melissa já estava por ali e olhava a cena confusa. Sina: Any! – arregalou os olhos. – O que aconteceu? Any: Ele... – soluçou. Sabina: Ele fez o que! – perguntou já sentindo a raiva.  Melissa estava de orelhinha em pé, mas fingia ler um livro. Any: Ele me... – soluçava. – Me pediu... Para abortar. – abraçou Sina que negou com a cabeça indignada.  Melissa arregalou os olhos, quer dizer que Any estava gravida? Sabina: DESGRAÇADO! – urrou e saiu do quarto. Any: Sina... – assustada. – Pra onde a Sabina foi? Sina: Eu cuido dela, não se preocupe. – Any assentiu e Sina saiu atrás de Sabina. Joshua entrou no quarto e os amigos estavam vendo um filme, eles olharam a cara de Josh e se entreolharam confusos. Bailey: O que foi Beauchamp? – comendo pipoca. – Está parecendo até que viu um fantasma. Josh: Vocês nem imaginam o problema que eu me meti. – sorrindo incrédulo, ainda não queria acreditar que estava encrencado daquele tanto. Noah: Já sei! – jogou pipoca nele. – Descobriu o que nós já sabíamos há muito tempo. – piscou. Josh: Vocês já sabiam? – confuso. Noah: Que você era gay? – Josh o encarou com raiva. – Claro cara, há muito tempo! – gargalhou. Josh: Que i****a! – rolou os olhos. – Se eu fosse gay eu não estaria com esse problema. Krystian: Eita e que problema tão enorme é esse? – ainda olhando a TV. Joshua ia abrir a boca para falar quando a porta se arrombou e por ela passou Sabina enfurecida. Ela olhou pelo quarto e logo o encontrou a encarando confuso. Sabina: É você mesmo que eu estava procurando, filhinho de papai! – foi até ele. Josh: Está fazendo o que aqui... – não teve tempo de terminar a frase, pois Sabina já tinha virado um murro na cara dele. – VOCÊ ENLOUQUECEU É? – disse colocando a mão no queixo que estava dolorido, para uma mulher até que Sabina tinha a mão pesada. Sabina: Estou louca sim! – esbravejou enquanto ele levantava. – Estou louca de raiva! – os amigos de Josh olhavam a cena assustados enquanto Bailey segurava Sabina. – Me solte seu i*****l! Bailey: Não vou soltar não gatinha rebelde. – suspirou. – Porque veio aqui bater no Josh? Sina aparece e arregala os olhos ao ver a confusão. Josh: Se você não fosse mulher eu quebrava a sua cara pra aprender a me respeitar! – fechando os olhos com força. – Quem você pensa que é pra vir aqui me agredir? Sabina: Pois pode vir quebrar minha cara! Eu não tenho um pingo de medo de um covarde como você! – dizia batendo no próprio rosto. – Vem! – ele apenas negava com a cabeça. – Você é um i*****l! – tentando se soltar, mas Bailey permanecia segurando-a pelo braço esquerdo firme. – Como teve coragem de pedir para a Any abortar, seu p****e?! – todos arregalaram os olhos. Bailey: A Any está grávida? – soltou Sabina e encarou Josh com os olhos arregalados. Sina: Sabina, vamos embora! – pegou a amiga pelo braço. Sabina: Você vai ver Josh, eu vou te meter a porrada quando você menos esperar! – e saiu arrastada por Sina.  Noah fechou a porta ainda estava surpreso com o que acabara de saber. Noah: Você engravidou a Any? – perguntou enquanto Joshua sentava na cama, acariciando o rosto.  A porrada tinha sido forte. Maldita Sabina! Josh: Foi um acidente. – suspirou. – Aquilo que eu contei pra você me rendeu lucros. – rolou o olho irônico. Bailey: E agora? – sentando ao lado dele. – Você pediu para a Any abortar a criança? – olhando-o com um olhar de reprovação. Joshua assentiu de cabeça baixa. – Eu não acredito que você fez isso. Krystian: Vai ser papai Beauchamp. – dizia com voz de bebê. Josh deu o dedo do meio pra ele, que pôs a mão no peito se sentindo ofendido. Josh: Eu estou desesperado! – passou a mão pelos cabelos. – Eu sei que não deveria ter pedido pra ela fazer isso, mas agora já está feito, o que eu posso fazer? Bailey: Ela abortou? – perguntou apreensivo. Josh: Não. – sorriu de leve. – Na hora ela desistiu e começou a me xingar de tudo o que era coisa. Disse que não precisava de mim pra cuidar do bebê e tudo mais... Noah: Olha, o importante é que vocês se acertem agora cara. – passou a mão no maxilar. – Afinal de contas essa criança não tem culpa dos problemas de vocês. – Josh assentiu. – Seus pais já sabem? Josh: Nem me fale cara... – suspirou cansado. – Eu não quero nem pensar na histeria da minha mãe quando souber disso e meu pai juntamente com o pai dela, vai querer casamento. – rolou os olhos. – Eu não quero me casar! – bufou. – Eu quero aproveitar minha vida. Bailey: Sim, mas agora você tem que pensar no seu filho parceiro. Tem que apoiar a Any, até porque os dois fizeram, os dois tem que cumprir responsabilidades. – Joshua o encarou e respirou fundo. Josh: Eu preciso de um banho. – se levantou e pegou sua toalha, sem dizer mais nada entrou no banheiro. Os amigos se entreolharam confusos.
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