À noite, Any estava dando de comer aos cachorrinhos com a ajuda de Josh, até que ele estava a ajudando muito com os bichinhos.
Josh: E então, já encontrou um lugar pra eles? – disse dando mamadeira pra cadelinha.
Any: Ainda não, não sei de lugar nenhum e você? – ela subiu o olhar para ele.
Josh: Também não. – suspirou. – Mas eu vou conversar com o papai pra ver se ele não conhece algum lugar.
Any: Também vou conversar com o papai e a mamãe, o João adora animais, quem sabe ele não queira.
Josh: É uma boa ideia. – ele assentiu. – Você conversou com Heyoon?
Any: Incrível a sua forma de desviar os assuntos. – ele riu. – Conversei sim e você a encantou pelo jeito. – disse levantando. – Bem, eu não quero falar sobre esse assunto.
Josh: Tudo bem. – ela sorriu, olhando os cachorrinhos.
Any: Se importa de terminar sozinho? – ele negou. – Preciso ir ao banheiro.
Josh: Claro, vai lá, boa noite.
Any: Boa noite, Josh. – saiu apressada, estava apertada.
Ele sorriu observando-a sair.
¨¨¨¨
Joalin estava voltando da cantina, tinha ido buscar um chá, quando viu Any saindo de fininho de uma das salas da ala desativada, forçou a vista para conferir se era aquela i****a e sorriu ao ver que era ela mesma.
O que será que Any estava fazendo naquela sala? Tomada pela curiosidade decidiu ir até lá. Quando ia se aproximando da porta, Joshua sai, tomando um susto ao vê-la ali. A loira o empurrou para dentro da sala outra vez e fechou a porta.
Joalin: Ah então quer dizer que era você que estava com a Any? – perguntou insatisfeita e ele engoliu o seco.
Ela iria descobrir os cachorrinhos! Droga! Os dois começaram a chorar tomando a atenção de Joalin que arregalou os olhos ao vê-los.
Joalin: OH MEU DEUS! DOIS RATOS! – apontou pulando no colo de Josh. – Mata eles Josh! MATA! – berrava.
Josh: Sai fora Joalin! – irritou-se. – Se você não for embora, vou jogar os ratos em cima de você! – ameaçou e colocando a loira no chão.
Joalin se aproximou dos "ratos" e notou que não eram ratos p***a nenhuma, eram filhotes de cachorro! Olhou enojada e em seguida mirou Joshua.
Joalin: Então quer dizer que vocês estão escondendo cachorros aqui? – perguntou abrindo um sorriso malicioso, ela saberia tirar proveito disso.
Josh: Não está vendo? – cruzou os braços.
Joalin: Você sabe que se o diretor pegar pode rolar um castigo pesado, não é? – ela disse acariciando o peitoral dele. – E você não quer que isso aconteça... – ela disse bem próximo da boca dele. – Ou quer?
Josh se afastou dela e foi até os cachorrinhos.
Josh: Gata, aqui eu faço o que eu quiser, entendeu? – ironizou. – Acha mesmo que eu tenho medo do André? Fala sério Joalin. – gargalhou.
Joalin: Eu sei que você só está fazendo isso por ela. – ela disse com leve irritação. – Eu conheço você Josh, jamais iria perder tempo cuidando desses dois pulguentos. – olhou os cachorrinhos com desprezo. – Eu sei que quem está fazendo isso é a Any! – cerrou os punhos.
Josh: Garota, por que se mete onde não é chamada hein? – ele disse com pouca paciência. – Se manda daqui!
Joalin: Não Josh. – negou com a cabeça. – Eu não vou me mandar, não senhor! E se você continuar me tratando como lixo eu vou até a sala da diretoria e vou contar que a Any Gabrielly está escondendo dois animais aqui na sala da secretaria!
Josh: Ela não tem nada a ver com isso! – ele disse. – Quem trouxe os dois fui eu! E você não se atreveria a me dedar, ou se atreveria? – jogando seu charme em cima da loira.
Joalin: Eu não sou i****a Josh! – ela alegou. – Portanto, amanhã mesmo vou entregar toda essa palhaçada para o diretor.
Josh: Eu posso muito bem arrumar outro lugar pra eles e você nunca vai achar! – ele desafiou.
Joalin: Pois eu vou procurar até embaixo das folhinhas, mas eu vou achar e essa infeliz vai se dar muito m*l! – berrou. – Você sabe não é Josh? A Any Gabrielly já está bastante queimada com o senhor Sampaio, com essa historia de estar grávida. E ainda mais isso desses pulguentos? Como será que vai ficar a situação dela por aqui? Vai ficar bem complicada... – pôs a mão no queixo pensativa. – O que acha?
Josh: Você acha mesmo que consegue prejudicar a nós, os ricos? – ele a encarou dando risada. – Você não é nada aqui dentro, Joalin, é só uma bolsista e nada mais que isso! Por que não se coloca no seu lugar e para de perturbar?
Joalin: Parece que você não entendeu quando eu falei que não sou i****a Josh. Acha mesmo que eu falaria? Sei muito bem que esse lugar é movido a dinheiro, pois muito bem, eu também tenho amigos de elite aqui dentro querido e eu tenho certeza que eles não se importariam em fazer uma queixa ao senhor diretor. Sua queridinha não seria expulsa, óbvio que não, afinal de contas o senhor Sampaio não é burro, mas com certeza seria castigada, tadinha dela não é? – fez cara de pena e ele proferiu um palavrão em voz baixa, o que a vaca tinha de gostosa, tinha de inteligente!
Ele sabia que Any prezava muito seu histórico superior, já não era bastante que por culpa dele ela tinha levado quinze advertências outra vez e não permitiria que Joalin a prejudicasse.
Josh: Muito bem Joalin. – ele disse. – Parece que além de b***a e de belos p****s, você também tem cérebro. – ela sorriu. – O que quer pra ficar calada? É dinheiro? Fala quanto.
Ela o olhou safada e começou a subir a blusa, ficando apenas de sutiã. Ele engoliu o seco ao ver ela de lingerie, afinal fazia quase um mês que não tinha relações e estava subindo pelas paredes.
Josh: Eu não acredito que você quer dar pra mim aqui. – ele começou a rir. – p***a você é muito vagaba. – ela fechou a cara, ele continuava rindo.
Joalin: Vai querer t*****r ou não gatinho? – levantando a saia e depois tirando a calcinha e sentando na mesa que tinha ali. – Vem meu amor. – abriu as pernas deixando sua i********e exposta. – Ela já está preparada. – acariciando a i********e.
Ele sentiu a boca secar, que merda! Ele não podia comer aquela loira, mas seu sangue estava fervendo de excitação. Tinha uma loira deliciosa se oferecendo pra ele e ele não tinha sangue de barata, Joalin era uma delícia e transava como ninguém.
Joalin viu que ele não se movia e se levantou, indo até ele.
Joalin: O que é meu amor? – murmurou entrelaçando o pescoço dele. – Não estou te reconhecendo, já era pra estarmos quase no orgasmo e você sequer tocou em mim. – ela o beijou com ganas pegando-o de surpresa.
Ele mandou tudo à merda e retribuiu o beijo dela, que droga estava muito e******o, Joalin instigava seu m****o por cima da calça. De repente começou a pensar em Any, pensar na mulher que ele realmente amava, a mulher que ele queria ao seu lado pra sempre e que carregava um bebê dos dois. Sem pensar em mais nada empurrou Joalin para o lado.
Josh: Eu não posso fazer isso. – limpando a boca.
Joalin: É claro que pode, vem logo pra mim! – ela disse entediada.
Josh: Não! Eu não quero t*****r com você! – ele berrou. – Entendeu ou quer que eu desenhe? Se quiser pedir dinheiro ou qualquer outra coisa, pode pedir, mas sexo não!
Joalin: Estou achando que você desmunhecou Josh. – ela olhou pra ele intrigada. – Você é gay não é? – ele cerrou os punhos, irritado.
Josh: É CLARO QUE EU NÃO SOU GAY! – ele berrou.
Joalin: Então por que essa p*****a agora? – ela cruzou os braços. – Você sempre me comeu de boa e agora fica aí com essa frescurinha, parecendo uma bichinha virgem. – ela estava falando de propósito para aguçar o orgulho masculino de Joshua. – Aliás já faz um bom tempo que a gente não transa, o que deu em você?
Josh: Quer saber, isso não te interessa! – ele murmurou irritado. – E se eu sou gay ou não, o problema é todo meu. – ele disse a puxando pelo braço, pegando os projetos de roupa que ela chamava de blusa em outra mão e a arrastando pra fora.
Os dois saíram e ele trancou a porta.
Joalin: Josh, minha calcinha ficou lá dentro! – ela disse vestindo sua blusa.
Josh: E daí? Esquece essa p***a, você deve ter várias uma a mais ou uma a menos não vai fazer diferença.
Joalin: Por favor, aquela é minha preferida. – disse chorosa.
Josh: Tudo bem, mas eu vou lá e você fica aqui! – ele foi lá aparou a calcinha dela e voltou. – Pega! – jogou em cima dela. – Essa p***a está podre, você não lava essa periquita não? – disse trancando a porta.
Joalin: Mas bem que você gosta não é? – sorriu safada enquanto vestia a calcinha. – Ou melhor, gostava. – dando um risinho.
Josh: Olha já chega de piadinhas. – ele disse insatisfeito. – Depois você me procura e diz quanto quer pra ficar calada, agora me deixa em paz! – saiu a passos largos.
Joalin falou um palavrão baixinho e depois saiu, Any não iria escapar assim, não mesmo!
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No quarto, Any e Sina conversavam.
Any: Ai Sina! – dizia com os olhinhos brilhando. – Eles são muito fofos! Eu estou muito apaixonada por eles.
Sina: Eu sei amiga, eu e a Sabina ficamos lá durante a tarde com eles, parece que já se acostumaram lá, não choram como antes.
Any: Sim eles demoraram um pouquinho pra se acostumar, mas ainda bem que se acostumaram, eles devem sentir falta da mamãe deles.
Sina: Sim devem. – ela sorriu. – Mas eles vão superar. – piscou. – Me fala amiga, o Joshua estava lá com você mesmo?
Any: Sim, ele está me ajudando muito com eles. – sorriu de leve. – Sempre me ajuda a dar de comer aos dois.
Sina fez uma carinha maliciosa e Any arregalou os olhos.
Any: Não Sina! – disse rapidamente.
Sina: Mas eu sequer abri a boca. – sem tirar a malicia do seu rosto. – Ah Any, você dar uns beijos no Josh não tem nada haver, ele anda tão fofo e atencioso contigo esses dias. – piscou.
Any: Mas nós não temos nada, como quer que eu o beije?
Sina: Porque você não quer, se quisesse ele já estava lambendo seus pés, só cego não vê que ele é louco por ti. – a loira enrolou as pontas dos cabelos em uma caneta. – Vai me dizer que não sente atraída a dar uns beijinhos nele?
Any pôs a mão no rosto e sorriu sozinha.
Any: É claro que sinto. – Sina deu um gritinho. – Mas eu tenho medo entende? Medo de sofrer outra vez. – disse enrolando os longos cabelos cacheados em um coque frouxo. – Toda vez que eu o vejo sinto um calor no pé da barriga e quando ele me toca ou até mesmo um roce que seja, já é o suficiente pra me deixar completamente arrepiada.
Ouviram um grito de dentro do banheiro e se entreolharam assustadas.
Sabina: OMG! – saiu do banheiro. – Você está com fogo no r**o Any! – a morena disse pulando em cima de Sina, que gargalhou.
Any: Sabina. – ela engoliu o seco. – Eu não sabia que estava aqui, pensei que estivesse fumando.
Sabina: Que nada, eu estava era soltando um barro, menina comi um feijão com bacon que caiu m*l. – pegando um frasquinho do perfume de Sina e pulverizando por ali. – Mas continua contando, anda!
Any: Não é nada, é que eu só estava contando pra Sina que...
Sabina: Que tem vontade de pedir pro Josh te jogar na parede e te chamar de lagartixa, isso eu já ouvi menina.
Any a encarou, espantada.
Any: Eu não disse isso Sabina. – se deitou em sua cama.
Sina: Ah Any, conta pra gente, nós sabemos que é normal durante a gravidez os hormônios ficarem enlouquecidos e alvoroçados e você ficar com vontade de... – encarou Sabina e em seguida Any. – De t*****r ué.
Any a encarou e voltou a sentar, seu coque desmanchou fazendo os cabelos caírem outra vez.
Any: Não vão rir de mim? – mordeu o lábio.
Sabina: É claro que não mulher! – abriu um sorriso.
Any: A verdade é que é isso aí mesmo, eu ando muito sensível durante esses dias, mas a minha esperança é que com o tempo acabe, eu não me importo em ficar assim por mais três meses.
Sabina: Any, abstinência é f**a. – a morena acariciou o queixo. – Mas se você quer ficar na seca até o bebê nascer é uma escolha sua, eu não ficaria, ainda mais tendo dois gatos aos meus pés, como você. – a morena disse sonhando acordada.
Sabina: O Pedro é uma gracinha e o Beauchamp apesar de ser um cachorro... – a morena fechou os olhos. – p***a ele é muito gostoso! Aquelas pernas, aquela b***a, nossa senhora! – se abanando. – E aquele mastro...
Any arregalou os olhos.
Any: Sabina, você está falando do pai da minha filha! – coçou o pescoço e a morena riu.
Sabina: Então como você prefere o Josh, doa o Pedro pra mim? – fez legal com a mão.
Any não pode evitar rir.
Any: Você é uma figura Sabina! – a morena a abraçou. – Mas eu prefiro ficar quieta sabe? Eu não quero ter relações com um cara, sem nenhum compromisso. Só por t*****r entende? – a morena assentiu.
Sabina: Você é uma fofura. – apertou as bochechas dela. – Mas você sabe o que fazer da sua vida e não ligue para as minhas loucuras, eu ainda não arrumei um amor, por isso não se deixe levar por mim.
Any sorriu.
Any: Vocês são minhas melhores amigas. – apertou as mãos das duas. – Mas do que isso, são minhas irmãs!
As três se abraçaram e sorriram, a amizade delas era única e muito especial, cada uma com seu jeito de ser, cada uma cuidando e protegendo a outra e assim seria até morrer. Ficaram mais um tempo conversando e depois resolveram dormir.
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No dia seguinte, elas acordaram preguiçosas como sempre e se arrumaram naquela velocidade absurda, Sabina mais morta que viva, Sina preocupada com que roupa usaria e Any preocupada com as horas, para variar.
Terminaram de se arrumar e foram tomar café, ficaram um pouco no pátio conversando, já que não teriam o primeiro horário de aula. Depois decidiram ver os cachorrinhos, ao chegarem lá o celular de Any toca.
Any: Oi papai! – sorriu enquanto atendia.
Silvio: Oi meu bem! Como está?
Any: Bem papai, com dor nas costas, mas bem. – abrindo a porta da sala em que os cachorrinhos estavam. – A que devo a honra da sua ligação logo cedo? – ela brincou.
Silvio: Eu só queria avisar que amanhã a noite será o aniversário de setenta e cinco anos de sua avó, Marga.
Any pôs a mão no rosto, fadigada.
Any: Papai, eu tenho mesmo que ir? – ela disse com bico. – Por favor, a vovó vai me matar quando ver minha barriga.