último capitolo

526 Palavras
Sabrina chegava perto das 23 horas para me buscar e eu saia com a guitarra junto. A gente ia para o motel que a tia (irmã do pai biológico) dela era dona e pegava-mos um quarto por 2 horas, de graça, pagava apenas a consumação dos produtos. Passei uma semana tendo aulas exclusivas de sexo, percebi o quão imaturo e amador eu era. Ela me ensinou muito, nos primeiros dias foram aulas mesmo, mas é claro, praticando. Me fazia chupar ela até minha língua doer. Às vezes ela atendia casais também e aprendeu bastante com as mulheres. Ela passou esses ensinamentos para mim. Já na quinta-feira da semana das aulas, Sabrina apenas falou – hoje você vai colocar em prática tudo o que aprendeu nos outros dias. Sofri, foi uma sofrência maravilhosa, mas consegui fazer Sabrina gozar, comigo controlando. Já na sexta achei relativamente fácil. – Aprendeu bem – ela disse enquanto estávamos nos vestindo para ir embora – Obrigado – eu disse sorrindo, todo orgulhoso de mim mesmo. Eu explicando assim parece que eu saí dessa experiência como um guru do sexo. Mas não, foi apenas como se eu tivesse recuperado o tempo perdido e adiantando uns 2 ou 3 anos de práticas que eu teria na faculdade. Não queria que aquela sexta-feira acabasse (já era 4 da manhã de sexta para sábado). Sabrina tinha aula no sábado de manhã e um programa marcado à tarde, era um cliente importante que pagava bastante. Ela tinha que ir. Ela me levou para casa e eu me despedi com um aperto no coração. Chegando em casa, deitei na cama e não consegui dormir. Já tinha amanhecido quando peguei no sono. Acordei umas 15 horas com Sabrina me ligando no celular.. Atendi. – Posso te buscar? – ela pediu, parecia que estava chorando. – Claro, vou me arrumar – eu disse e desligamos o celular. Ela chegou e entrou no carro. Ela estava com os olhos vermelhos e inchados, tinha chorado… Ela nos levou até a casa dela e fomos ao seu quarto, estava cedo para o programa ter acabado. Sabrina me contou então o que aconteceu. Resumindo bem, o cliente dela descobriu que ela estava saindo comigo (de graça), chegou no encontro nervoso, brigaram feio e ela foi embora. Em cidades pequenas os boatos se espalham como fogo no palheiro. Tentei fazer ela desistir dessa vida e arrumar um emprego que ela se sentisse melhor, ficamos horas conversando, eu falava que era só ela largar tudo que a gente poderia ficar junto. Ela queria, mas também não queria. Percebi então que o dinheiro fácil ali (ela tirava 20~30 mil por mês, isso em 2007) era mais tentador que promessas de carinho e afeição, não estávamos no mesmo momento de vida. Sabrina sentia isso também. Nos abraçamos e transamos mais uma vez, mas dessa vez parecíamos um casal apaixonado, deixamos a selvageria de lado e transamos com emoção, era a nossa despedida. Quis ir para casa a pé, Sabrina insistiu em me dar carona, mas eu disse que queria passar o tempo caminhando e pensando. Estava com o coração duplamente partido, primeiro por Júlia e depois por Sabrina.
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