Agora ele que está comigo na mira, de pé entre a fumaça, pisando em uma das minhas mãos e me encarando com um sorriso nos lábios. Olho para ele, pensando no movimento certo para fazer nessa posição. Eu precisaria usar as pernas para derruba-lo já que estamos em planos diferentes e eu não posso pegar a arma, mas ainda é arriscado. Se eu não for rápido o bastante – o que é bem provável já que ainda estou um pouco tonto da explosão do carro – ainda recebo um tiro na cara. Mesmo que eu o derrube, se ele não deixar a arma cair eu ainda tomo um tiro também. É uma decisão impossível, mas eu preciso escolher uma coisa ou outra. Olhando para ele, eu dou uma rasteira que o faz cair no chão. Ele grita com o susto e também pelo impacto no chão, e não tenho tempo de esperar o efeito da explosão pass

