Capítulo 4

2341 Palavras
Alice Depois de passar o dia com a minha amiga.  Chego em casa e tenho o desprazer de encontrar a Samantha bem na minha sala.  — Oi Cunhadinha. - Ela fala ironicamente. — Você está fazendo aqui na minha casa? - Digo irritada. — Estou na casa do meu namorado. - me olhou com desdém.— Namorado não noivo, Olha! - ela estendeu a mão e pude ver um lindo anel de brilhantes. — Meu irmão não teria coragem de fazer isso. - olhei aquilo sem acreditar. — Não se ele souber quem realmente você é.- respiro fundo e fazendo um coque no cabelo pra não enfiar na cara dela. — Ele nunca vai saber disso. - riu debochando. — A não ser, que você queira destruir a sua família. - continuou rindo e se sentou no sofá. Saio correndo da sala antes de fazer uma merda, quando chego no pé da escada meu irmão estava vindo cozinha, nem olhei na cara dele e vou direto pro meu quarto.  Peguei meu celular e mandei mensagem pra Nicolle. Conversei um pouco com ela, contei o que aconteceu aqui em casa, marcamos uma praia pra amanhã. Desliguie o meu celular e vou tomar um banho pra dormir, coloco o meu baby Doll e me deito, mas de repente a porta do meu quarto se abre.  E a minha mãe passa por ela. — Filha, não vai jantar não? - ela falou com toda calma do mundo. — O que houve? - Ela se senta na minha cama. — Nada mãe. - olhei pra ela, minha mãe não merecia isso. — Mãe, posso te pedir um favor? - assenta com a cabeça e eu continuo. — Fala pro Felipe não trazer mais a p**a oxigenada aqui em casa. - ela me olha sem entender nada. — Filha, o que ela te fez pra você odiar tanto ela? - ela me olhando seriamente. — É coisa nossa mãe. - eu não consigo olhar pra ela. — Só não quero mais ela na minha casa. Pode ser?! - Falei irritada. — Tudo bem filha.- se deu por vencida.— Amanhã vou falar com o seu irmão, eu também não gosto muito dela. - Rimos com isso. Minha mãe me deu um beijo de boa noite e saiu do meu quarto. Eu fico um tempo encarando a parede até pegar no sono. [...] Na seguinte me levanto, faço toda minha higiene matinal. Tomo meu banho, coloco meu biquíni, arrumo minha bolsa e saio do quarto. Quando desço as escadas vejo meu pai se despedindo da minha mãe, ele fala comigo e nem respondo. Me sento na mesa, tomo meu café, falo com minha mãe que estou saindo. Chamo um Uber e vou pra casa da Nicolle.  Ela já está me esperando no portão. — Bom dia amiga. - me abraçou. — Bom dia gostosa. - retribuí o abraço. — Amiga, chamei o Leb também.- falou olhando no celular. — Tudo bem ? - ela olhou pra mim. — Claro amiga.- sorri. — Eu adoro seu primo, ele é muito engraçado. - digo rindo. — E lindo também né. - concordei com ela. — Pena que é gay. - rimos disso. Ficamos conversando o caminho todo, sobre outras coisas. Quando chegamos na praia, descemos e pegamos o Uber.  E fomos no quiosque para alugar umas cadeiras. Minutos depois Caleb chega, chamando atenção como sempre, tanto de homens quanto de mulheres. — Primaaaaaaa. - já veio pulando. — Como você tá gata prima. - ele falou todo escandaloso. — Você também tá um gato primo.- Disse olhando pra ele. — Tá mesmo, Leb.- concordei com a ela. — Obrigada meninas, tô malhando que nem um condenado; — Nem fala em academia. - revirei os olhos. — Faz um tempo que eu não vou. - disse desanimada. — Podemos malhar juntos. O que vocês acham? - perguntou pra nós que concordamos. Ficamos ali na areia tomando sol e depois entramos na água e voltamos pra areia. — Mas me conta Nic, como foi lá em Sampa? - ele começou a fazer um monte de perguntas. — Conheceu algum boy por lá? - perguntou eufórico. — Até que lá é legalzinho. - deu de ombros. — Não fiquei sério com ninguém de lá. Mas conheci uns boy maravilhosos. - Disse. — Mas você continua lacrada né?! - falei me referindo a virgindade dela. — Sim amiga.- ela ficou sem graça. — Ainda não achei o cara certo pra isso; — Falando cara certo. - o Caleb falou. — Acho bom ficar bem longe do Allan.- ele ficou sério. — Por que Leb?- ela perguntou confuso. Ele contou tudo que o Allan tinha feito em um ano. Falou da Carolina e de mais umas 5 meninas que ele estava ficando. — Então é por isso que a Carolina fez aquele comentário na minha foto? - ela negou com a cabeça. — Que comentário prima?- ficamos curiosos. Ela estendeu o celular e vimos o tal comentário. — Ridícula ela.- falei balançando a cabeça. — Isso tudo por que sabe que o Allan é caidinho pela Nic;  Rimos com o que eu disse, falamos sobre outras coisas. — Amiga, vamos tirar uma foto sua você postar. - disse pegando o celular. — Eu tbm quero tirar foto; — Ok, depois você uma minha; Tiramos algumas fotos.  Eu postei a minha no meu f*******:. Eles fizeram o mesmo. Ficamos mais um tempinho ali, até o Caleb dizer que precisava ir embora. Nós despedimos dele e continuamos tomando um sol. E conversando. [...] Algumas horas depois a Nicolle me chamou para ir embora.  Eu tinha chamado ela pra ir lá pra casa, mas não estou afim de ficar na minha casa. — Vamos amiga; — Amiga, posso dormir na sua casa hoje ? - Falei já sabendo a resposta. — Claro que sim amiga. - sorriu animada. —Mas não íamos dormir na sua casa? - me perguntou confusa. — Sim.- soltei um ar cansado. —Mas preciso conversar com você e não pode ser lá em casa; Ela me olhou com preocupação. Eu preciso contar isso pra alguém, e nela eu sei que posso confiar. Chamamos o Uber.  Chegamos rápido na casa dela.  Assim que chegamos a tia Lúcia nos recebeu com um belo sorriso. Subimos pro quarto dela, ela me emprestou uma roupa dela.  Eu tomei um banho no banheiro do corredor, me arrumei e voltei pro quarto da Nicolle. Entrei no quarto e ela já estava arrumada também. Descemos, ficamos na sala vendo TV com a tia Lúcia até dá a hora do almoço. Almoçamos conversando sobre vários assuntos.  Depois do almoço a tia Lúcia saiu pra se encontrar com algumas amigas e só ficou eu e a Nicolle. Subimos pro quarto dela, nos jogamos na cama. Ela vira pra e fala: — Pronto, agora já pode me contar o que tanto te angustia. - é incrível como ela me conhece bem. — Você acha que eu não percebi que você não tá bem?! Não consigo me segurar e acabo chorando. Ela me abraça e lisa meus cabelos falando. — Calma amiga.– tentou me acalmar. —Estou aqui, seja o que for eu posso te ajudar. - falou me dando um forte abraço. Me afasto dela, depois me levanto da cama, sento na poltrona que tem no quarto dela e começo a falar tudo. — Amiga, nem sei por onde começar. - respirei fundo. —Lembra que eu ia te visitar nas férias e acabei não indo.- Assenta com a cabeça. E eu continuo falando; Então foi isso que aconteceu; Flashback on Minha mãe tinha ido viajar pra ajudar o Felipe lá nos Estados Unidos, pois ele já estava vindo embora pra cá. Meu pai me deixou no aeroporto e foi trabalhar. Eu fiquei lá esperando o meu voo. Passando cerca de duas horas anunciaram que o meu voo tinha sido cancelado devido ao mau tempo. Então eu voltei pra casa. Chegando em casa, assim que eu entrei comecei a ouvir uns gemidos que vinha do escritório do meu pai. Eu fui até lá, a porta estava encostada e entrei. Quando eu entrei eu vi a pior cena da minha vida. Meu pai estava transando com a Samantha na nossa casa. — Aaaaah, tio Cláudio, vai me fode com vontade. Aaaaah eu vou gozaaaar. — Novinha gostosa pra c*****o, goza pra mim vai p*****a. Eu não aguentei e comecei a gritar. — QUE p***a É ESSA PAI. Eles se assustaram e o meu pai largou ela. Ele tentou se esconder atrás da cadeira, já estava completamente nu. E ela estava em pé com sorrisinho irônico Eu voei pra cima dela. Agarrei ela pelo cabelo, joguei ela no chão, dei vários tapas e socos na cara dela.  Ela tentava se defender.  Eu continuei batendo nela até sentir alguém me tirando de cima dela. Quando eu fui ver quem era.  Era, o meu pai já tinha colocado a bermuda. Eu comecei a xingar eles dois.  — SEU DESGRAÇADO, COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO COM A MINHA MÃE. EU VOU CONTAR TUDO PRA ELA. ELA VAI SABER O MERDA QUE É O MARIDINHO DELA. - Só senti meu rosto arder. Isso mesmo meu pai me deu um tapa na cara. Eu comecei a chorar, coloquei a mão onde ele bateu.  — Filha me desculpe; - ele tentou se aproximar e fui pra trás. — Não se aproxime de mim.- falei com raiva. —Pra mim você morreu como pai. — Por favor filha vamos conversar; — Não quero conversar com você e tira essa vagabunda daqui. - falei irritada — Por favor, não fale nada pra sua mãe.- ele entrou em desespero.— Deixa que eu vou conversar com ela. Sai do escritório dele.  Entrei no meu quarto, me joguei na cama e chorei até pegar no sono. Dois dias depois minha mãe chegou com o Felipe. Eu estava decidida a contar tudo pra ela. Só que assim que ela chegou ela passou m*l e foi parar no hospital. O médico falou que ela teve um AVC e que não pode sofrer fortes emoções e nenhum tipo de estresse. Então por isso não contei nada e desde esse dia eu nunca falei com o meu. Meses depois meu irmão começou a ficar com aquela p**a. Flashback off Termino de falar e vejo a cara de choque da minha amiga. — Como o Tio Cláudio fez isso com a sua mãe? E ainda por cima na casa de vocês.- ela falou espantada. — Amiga eu vi com os próprios olhos. - abaixei a cabeça e as lágrimas rolaram no meu rosto. Depois me deito na cama Sinto minha amiga me alisar meus cabelos de novo. Só ela mesma pra me ajudar nessa hora, como eu senti falta dela perto de mim. Ela faz isso até eu pegar no sono... Nicolle Ainda estou digerindo tudo que Alice falou sobre o tio Cláudio e a Samantha.  Nunca imaginei que ele fosse capaz de fazer isso na casa da própria família dele. Durmo com esses pensamentos. Depois de algumas horas eu acordo e vejo que Alice ainda está dormindo. Me levanto e desço. Meus pais estão na sala conversando. Chego e abraço o meu pai, ele me dá um beijo, me sento ao lado deles no sofá pra ver o filme que eles estão assistindo. Alice desce e se junta a nós. [...] — Lembra da outra vez que ficamos vendo filme de terror e depois ficamos morrendo de medo de dormir sozinhas no seu quarto; — Lembro sim amiga, bons tempos; — Verdade; — Vocês duas aprontaram muito; — Nem fala amor, graças a Deus tomaram juízo; Rimos e conversamos durante todo jantar. Logo depois ajudamos a minha mãe a tirar a mesa e fomos pro meu quarto. — Amiga, esqueci de te contar- ela olhou pra mim. — O Allan me mandou uma mensagem.- mostrei a mensagem pra ela. — E você, vai amiga?- Disse me devolvendo o celular. — Vou amiga.-dei de ombros. — Temos que conversar né amiga.- Disse frustrada. — Você ainda gosta dele, né amiga? - Falou jogando a capinha em mim. — Não sei amiga.- realmente eu não sabia o que sentia por ele. — Confesso que fiquei bem abalada com o que o Leb me falou; — Então vai nesse encontro, se resolva com ele.- deu de ombros. — Até porque sábado tem a festa do Guga pra gente ir.- ela falou animada. Guga é o primo do Allan que ela está ficando; — Amiga vai ser uma festa a fantasia. - ela contou como seria a festa. — Eu vou de Arlequina e ele de Coringa. - Disse animada. — Não sei eu vou.- ela me olhou sem acreditar. — Não fui convidada; — Você vai e ponto final. Vou ligar pra ele agora. -pegou e ligou pra ele. — Calma aí que tá chamando. Ela liga pra ele, e em dois toques ele atendeu. Chamada on Alice: Guga. ...... Alice: Tô bem amor, e você? ...... Alice: Então amor, só tô ligando pra saber se a Nicolle pode ir na festa. É que ela não quer ir sem ser convidada. ...... Alice: Isso, a ex do seu primo  ...... Alice: Obrigada amor. Beijos te vejo no sábado. ...... Alice: Sim, a fantasia já está pronta. ...... Alice: Depois te mando uma foto. Beijão. Chamada off. Ela desligou o telefone e sentou na cama. — Pronto, agora é só você ver com que fantasia você vai; — Eu tenho uma fantasia.- falei animada. — Comprei pra ir em uma festa lá em Sampa. Acabou que eu nem fui na festa; — Cadê? Deixa eu ver.- mostrei pra ela. — Nossa amiga você vai arrasar.- falei elogiando a fantasia. — Não vai ficar muito vulgar não amiga?- perguntou com a fantasia na mão. — Claro que não amiga.- fiquei meio assim.— Vai ficar mais gostosa do já é.- rimos disso. Ficamos conversando mais um pouco, depois nos deitamos e dormimos.
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