Reflexões noturnas

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Reflexões Noturnas No silêncio da noite, o Rei Draven contemplava a lágrima solitária que havia escapado dos olhos de Rosetta. Aquela pequena gota de tristeza o intrigava, despertando uma curiosidade que ele raramente sentia. Ele se perguntava o que estava por trás daquela lágrima, o que Rosetta escondia por trás de sua máscara de coragem. Draven se levantou de sua cama e atravessou o quarto com passos lentos e pensativos. Ele não conseguia tirar a imagem de Rosetta de sua mente, sua expressão vulnerável assombrando seus pensamentos. Ele se perguntava se ela sentia medo dele, se odiava por ser quem era, se sentia nojo de sua própria existência. Ao chegar à janela, Draven observou as estrelas brilhando no céu noturno. Ele se sentia distante e isolado, como se estivesse preso em um mundo de escuridão e solidão. Ele sabia que seu domínio sobre Rosetta era frágil, que seu poder sobre ela estava longe de ser absoluto. "Viktor", chamou Draven, sua voz ecoando pelo quarto. Seu irmão entrou na sala, sua presença imponente preenchendo o espaço com uma energia tensa. "O que você deseja, irmão?" perguntou Viktor, seu olhar penetrante enquanto ele estudava Draven com curiosidade. Draven suspirou, sua mente girando com uma mistura de pensamentos sombrios. "Eu estive pensando em Rosetta", confessou ele, sua voz suave e carregada de emoção. "Eu me pergunto... se deveria me importar com o que ela sente." Viktor franziu a testa, sua expressão séria enquanto ele considerava as palavras de Draven. "Por que você se importaria com os sentimentos dela?" perguntou ele, sua voz carregada de ceticismo. "Ela não passa de uma concubina, uma mera peça em nosso jogo de poder." Draven assentiu com relutância, sabendo que as palavras de Viktor eram verdadeiras. Mas mesmo assim, ele não conseguia afastar a sensação de dúvida que o assombrava. "Talvez você esteja certo", murmurou ele, sua voz cheia de incerteza. "Talvez eu devesse apenas... satisfazer meus desejos carnais com ela, sem me preocupar com o que ela sente." Viktor olhou para ele por um momento, sua expressão sombria enquanto ele considerava as palavras de Draven. "Você é o Rei, Draven", disse ele, sua voz suave e sinistra. "Você pode fazer o que quiser com ela. Mas lembre-se, o poder que você exerce sobre ela não é apenas físico, é emocional também. Não subestime o poder de suas emoções, irmão." Draven assentiu em silêncio, suas reflexões noturnas pesando em sua mente. Ele sabia que o caminho à frente seria cheio de desafios e incertezas, mas ele estava determinado a enfrentá-los com coragem e determinação. E assim, a noite avançava, trazendo consigo novas perguntas e novas dúvidas para o Rei Draven. Mas uma coisa ele sabia com certeza: sua jornada com Rosetta estava longe de terminar, e ele estava determinado a descobrir os segredos que ela escondia por trás de sua máscara de coragem.
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