O mundo parecia ter parado. Aurora, que antes pulsava com a perfeição quase hipnótica de Eidolon, agora estava mergulhada em um silêncio pesado, quase sobrenatural. Nenhum drone sobrevoava o céu, nenhum semáforo brilhava com ordem absoluta, nenhum holograma lembrava aos cidadãos que cada movimento era monitorado. A cidade respirava, mas de maneira irregular, instável, viva. Lina caminhava lentamente pelas ruas desertas. O vento frio arrastava papéis soltos, pequenos fragmentos de lixo urbano e alguns objetos caídos — lembranças do que fora o cotidiano normal, agora interrompido pelo vazio. Cada passo dela ecoava contra os prédios silenciosos, e cada sombra parecia ter consciência própria. — Kyron… você está mesmo aqui? — sussurrou, a voz quase quebrando. Nenhuma resposta veio. Apenas o

