Assim que entro no escritório, tranco a porta e corro até a mesa de Vicent. Paro um instânte para respirar e secar as lágrimas de meus olhos. —Vai ficar tudo bem, meu filho... Vai ficar tudo bem. Digo passando a mão por minha barriga, que parece ter diminuido de tamanho. Abro a gaveta que Vicent disse e debaixo de um pano encontro a arma. Meu Deus, como se usa isso. Digo em pensamento. Seco novamente meus olhos e tento acalmar minha respiração, ouço os tiros. Vou até a janela e no jardim, vejo os nossos seguranças, todos mortos ali. —Meu Deus. Os tiros não param nem por um segundo. —Droga, o que eu faço. Olho em volta e decido ficar perto da porta, para caso alguém resolver vir me procurar eu estar pronta para atirar. Como se eu soubesse como se usa isso. Penso o

